Novo satélite vai monitorar destruição da Amazônia

Felipe Zmoginski, de INFO Online 2 de fevereiro de 2009 Novo satélite vai monitorar destruição da Amazônia
O INPE prevê lançar em 2011 seu primeiro satélite totalmente desenvolvido no Brasil. Das câmeras aos aplicativos de telecom, toda tecnologia será nacional.

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O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais trabalha há dois anos no projeto do satélite Amazônia 1, que como o próprio nome indica terá função prioritária de monitorar a floresta amazônica, em especial detectar pontos de queimadas e áreas em desmatamento.

A dimensão continental da Amazônia torna quase impossível sua vigilância por terra ou por rios. A única maneira eficaz de controlar o que acontece nesse pedaço do território é via imagens de satélite.

Atualmente, o instituto usa imagens do satélite americano Landsat 5, que há 22 anos gira na órbita da Terra. Após mais de duas décadas, o satélite já apresenta problemas e o fluxo de imagens para os laboratórios do INPE nem sempre é estável.

Segundo o instituto, quando o Amazônia 1 atuar junto com os outros dois satélites brasileiros CBERS-3 e 4 será possível obter imagens atualizadas de todo o planeta a cada 5 dias. Na prática, isto torna o país autônomo para obter fotos de satélite, eliminando a dependência de satélites estrangeiros.

A principal inovação do Amazônia 1 é a estreia da P
lataforma Multimissão (PMM), uma tecnologia nacional que permite usar um único satélite para diferentes fins, como obter fotos e transmitir dados.

Além dos componentes nacionais, o Amazônia 1 contará com uma câmera inglesa cedida pelo
Rutherford Appleton Laboratory (RAL). A câmera inglesa será complementar ao sistema nacional de imagens chamado de AWFI que equipará o satélite.


 


Novo satélite vai monitorar destruição da Amazônia

Felipe Zmoginski, de INFO Online

2 de fevereiro de 2009


O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais trabalha há dois anos no projeto do satélite Amazônia 1, que como o próprio nome indica terá função prioritária de monitorar a floresta amazônica, em especial detectar pontos de queimadas e áreas em desmatamento.

A dimensão continental da Amazônia torna quase impossível sua vigilância por terra ou por rios. A única maneira eficaz de controlar o que acontece nesse pedaço do território é via imagens de satélite.

Atualmente, o instituto usa imagens do satélite americano Landsat 5, que há 22 anos gira na órbita da Terra. Após mais de duas décadas, o satélite já apresenta problemas e o fluxo de imagens para os laboratórios do INPE nem sempre é estável.

Segundo o instituto, quando o Amazônia 1 atuar junto com os outros dois satélites brasileiros CBERS-3 e 4 será possível obter imagens atualizadas de todo o planeta a cada 5 dias. Na prática, isto torna o país autônomo para obter fotos de satélite, eliminando a dependência de satélites estrangeiros.

A principal inovação do Amazônia 1 é a estreia da P
lataforma Multimissão (PMM), uma tecnologia nacional que permite usar um único satélite para diferentes fins, como obter fotos e transmitir dados.

Além dos componentes nacionais, o Amazônia 1 contará com uma câmera inglesa cedida pelo
Rutherford Appleton Laboratory (RAL). A câmera inglesa será complementar ao sistema nacional de imagens chamado de AWFI que equipará o satélite.

 

|quebra|Outro componente estrangeiro no Amazônia é um conjunto de aplicativos embarcados desenvolvidos pela agência espacial argentina. A colaboração argentina faz parte de um acordo entre as duas agencias espaciais.

O ponto mais relevante do Amazônia 1 é que, apesar de aceitar colaborações estrangeiras pontuais, ele marca o domínio completo no desenvolvimento de um satélite por agentes nacionais.

Entre as funções estratégicas do monitoramento da floresta por satélite é detectar a derrubada de mata nativa, a expansão das agriculturas de soja em direção à mata, o crescimento da pecuária extensiva na região e até o deslocamento de traficantes de drogas na região.

Ao conseguir renovar o banco de imagens com maior velocidade, será possível detectar pistas clandestinas para o pouco de aviões de pequeno porte, em geral a serviço do tráfico, em meio à Amazônia.