Palavras erradas também rendem cliques
André Cardozo 16 de novembro de 2009 |
A compra de palavras-chave escritas de forma errada foi um dos temas discutidos no Seminário INFO O Poder do Marketing de Busca. Representantes de Sony, Livraria Cultura, Air France e Editora Abril discutiram o tema.
"Na Editora Abril, compramos palavras com grafia errada, como ´escluziva´, ´abriu´ (no lugar de Abril). E muitas delas dão retorno", afirmou Fernando Cirne diretor de desenvolvimento comercial da Editora Abril. German Carmona, executivo de marketing sênior da Air France, afirmou que sua empresa investe forte em variáveis de palavras ligadas a destinos-chave, como Amsterdã. Já Lúcio Pereira, gerente de comunicação e propaganda da Sony, comentou que a empresa compra palavras como "sony stile", grafia errada da marca "sony style".
Outro assunto debatido foi a escolha das melhores palavras-chave. "De modo geral, palavras muito genéricas, como ´livros´, vêm perdendo valor, até mesmo devido à evolução do comportamento do consumidor na internet", afirmou Sérgio Herz, diretor de operações da Livraria Cultura. A empresa possui cerca de 200 mil palavras-chave em seu portifólio de links patrocinados.
Outro tema discutido na mesa-redonda foi a regionalização de anúncios. Segundo Cirne, da Abril, uma dificuldade é o mapeamento dos IPs com base em cada estado. "No Brasil, a divisão de IPs por estado não funciona muito bem. Isso pode ter impacto em campanhas regionalizadas, pois um internauta de determinado estado pode ser identificado como de outra parte do país", explicou.

