O GIMP ganha um tapa na interfaceO editor de imagens gratuito mais popular do mundo ficou mais clean
André Cardozo, da INFO 23 de janeiro de 2009 ![]() GIMP 2.6
Durante muitos anos o programa se destacou pela variedade de recursos, mas pecou na interface pouco intuitiva. Entretanto, as últimas versões avançaram bastante nesse quesito. Em outubro de 2008 foi lançada a 2.6, que melhorou notavelmente a aparência do editor, baseando-se nas reclamações dos usuários, que desejavam um programa mais fácil de usar. Se ainda não estiver no ponto, o jeito é continuar reclamando para a comunidade virtual. Assim como em outros programas livres, os usuários são muito ativos e ajudam quem está começando a se arriscar no programa, criando tutoriais e extensões com recursos ou formas mais simples de obter resultados no GIMP. Comentários
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Criado por dois estudantes da Universidade de Berkeley, Estados Unidos, em 1996, o GIMP (GNU Image Manipulation Program) é o mais tradicional aplicativo gráfico para Linux, além de ter também versão para Windows.
Durante muitos anos o programa se destacou pela variedade de recursos, mas pecou na interface pouco intuitiva. Entretanto, as últimas versões avançaram bastante nesse quesito. Em outubro de 2008 foi lançada a 2.6, que melhorou notavelmente a aparência do editor, baseando-se nas reclamações dos usuários, que desejavam um programa mais fácil de usar.
Se ainda não estiver no ponto, o jeito é continuar reclamando para a comunidade virtual. Assim como em outros programas livres, os usuários são muito ativos e ajudam quem está começando a se arriscar no programa, criando tutoriais e extensões com recursos ou formas mais simples de obter resultados no GIMP.
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Fãs de longa data podem continuar a usar o botão direito do mouse para acessar a maioria das funções. Além disso, as versões mais recentes do GIMP trazem também a possibilidade de trabalhar por meio de menus e paletas semelhantes às de outros programas gráficos.
Um dos méritos dessa interface remodelada é sua flexibilidade. O GIMP permite combinar as paletas da forma mais adequada e esconder elementos que não são usados. Dessa forma, usuários mais experientes podem trabalhar apenas com a imagem aberta e usar o botão direito para acionar as ferramentas. Já os novatos podem manter visíveis as paletas básicas.
Em recursos, o GIMP não fica muito atrás de editores gráficos como Photoshop e Paint Shop Pro. O aplicativo trabalha com camadas, caminhos (paths), filtros, canais e texturas, e traz as tradicionais ferramentas para seleção e pintura. E os arquivos do Photoshop podem ser abertos pelo editor da GNU sem nenhuma modificação.
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Um mérito do programa é possuir atalhos para as ferramentas mais usadas no dia-a-dia. Um exemplo disso é a ferramenta de inversão de eixo (flip), que é acionada via barra de ferramentas. No Photoshop, por exemplo, é necessário recorrer a menus para ativar esse recurso.
O GIMP traz também objetos gráficos prontos para uso. Esses elementos vêm a calhar, por exemplo, quando você precisa criar um website rapidamente. O programa tem um gerador de botões, que combina texto com fundos para produzir botões arredondados e com bordas. Há um assistente semelhante para criação de logotipos. Ele mescla mais de 20 tipos de textura com as palavras do logotipo. O GIMP traz, ainda, mais de 60 texturas que podem ser aplicadas às imagens. O resultado pode ser exportado em formatos como GIF, JPG, BMP, TIFF e PNG.
Um recurso que ainda não foi incorporado à interface gráfica é o processamento de imagens em lote. Esse tipo de operação exige que o usuário abra a janela de comandos e crie um script na linguagem Script-Fu. Outro ponto fraco é a ausência de suporte ao modo CMYK. Isso inviabiliza o uso do GIMP para produção de imagens que serão impressas em gráfica.
Baixe o GIMP 2.6.3 no Download INFO.