Isso é que é um OpenSUSE profissional

O Linux OpenSUSE 11 traz o KDE 4 e inclui um pacote completo de programas de código aberto


Eric Costa, da INFO 25 de setembro de 2008

Leia também:
OpenSUSE 11
  • O que é: Distribuição de Linux para servidores e desktops
  • Prós: Instalação fácil, conjunto forte de aplicativos, opções variadas de configuração
  • Contras: Apesar da facilidade de uso, ainda não é um "ubuntu killer" nesse quesito
  • Recursos: Pacote completo com aplicativos atualizados e muitas opções de configuração
  • Facilidade de uso: Interface simples, com ferramentas para configuração centralizada do sistema e dos programas
  • Compatibilidade: Windows, Linux, Solaris, Netware
  • Avaliação técnica: 8,4
  • Preço: Livre
Além de ser uma das distribuições mais populares do Linux, especialmente nos servidores das empresas, o SUSE vem ganhando espaço como pacote amigável também para uso em micros. Na versão 11, o OpenSUSE, vertente aberta do sistema, vem sendo apelidado de “Ubuntu killer” (matador de Ubuntu) por causa da facilidade de instalação e uso. O INFOLAB testou essa versão da distribuição e verificou que, além de fácil de usar, ela é completa e profissional. Confira os detalhes a seguir.

Instalação



Um ponto forte da nova versão do OpenSUSE está na instalação, que é uma mistura dos processos empregados no Windows Vista e no Ubuntu. Usamos, nos testes do INFOLAB, a distribuição baixada em DVD, que traz todas as opções possíveis de programas e ambientes do sistema operacional (há também versões em CD, cada uma com um ambiente, KDE ou Gnome). Durante a instalação, além de ser possível particionar o disco e criar contas de usuários, pode-se escolher qual ambiente será usado — KDE 3, KDE 4 ou Gnome.

O sistema de particionamento reconhece áreas no disco já preparadas para Linux (como partições no formato Ext3, por exemplo) e sugere sua utilização para o OpenSUSE. Isso é interessante para quem quer trocar de distribuição ou simplesmente atualizar a versão do sistema, sem ter de reparticionar o disco ou reconfigurar pontos de montagem de diretórios do OpenSUSE. O processo de instalação é tão simples quanto o do Ubuntu (em alguns pontos é ainda mais amigável), mas com o visual mais bonito e opções extras de programas e ambientes.
Comentários
  • Testei essa versão do Open Suse, mas prefiro o Ubuntu 10.04! E concordo com o colega Bruno Felipe Arndt, quanto a necessidade da Info dar mais importância ao Software Livre.
    enviado por: Daniel Teles Zatta em 23/06/2010 - 02:13
  • Está na hora da INFO dar mais inportância ao Software Livre
    enviado por: Bruno Felipe Arndt em 22/10/2009 - 18:48

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Isso é que é um OpenSUSE profissional

Eric Costa, da INFO

25 de setembro de 2008


Além de ser uma das distribuições mais populares do Linux, especialmente nos servidores das empresas, o SUSE vem ganhando espaço como pacote amigável também para uso em micros. Na versão 11, o OpenSUSE, vertente aberta do sistema, vem sendo apelidado de “Ubuntu killer” (matador de Ubuntu) por causa da facilidade de instalação e uso. O INFOLAB testou essa versão da distribuição e verificou que, além de fácil de usar, ela é completa e profissional. Confira os detalhes a seguir.

Instalação

Um ponto forte da nova versão do OpenSUSE está na instalação, que é uma mistura dos processos empregados no Windows Vista e no Ubuntu. Usamos, nos testes do INFOLAB, a distribuição baixada em DVD, que traz todas as opções possíveis de programas e ambientes do sistema operacional (há também versões em CD, cada uma com um ambiente, KDE ou Gnome). Durante a instalação, além de ser possível particionar o disco e criar contas de usuários, pode-se escolher qual ambiente será usado — KDE 3, KDE 4 ou Gnome.

O sistema de particionamento reconhece áreas no disco já preparadas para Linux (como partições no formato Ext3, por exemplo) e sugere sua utilização para o OpenSUSE. Isso é interessante para quem quer trocar de distribuição ou simplesmente atualizar a versão do sistema, sem ter de reparticionar o disco ou reconfigurar pontos de montagem de diretórios do OpenSUSE. O processo de instalação é tão simples quanto o do Ubuntu (em alguns pontos é ainda mais amigável), mas com o visual mais bonito e opções extras de programas e ambientes.
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KDE 4

Entre as distribuições de Linux de grande popularidade, o é a primeira a oferecer o KDE 4, já na versão final, como opção de instalação. O ambiente oferece boa estabilidade e não chega a ser uma preocupação instalá-lo. Nos testes do INFOLAB, não foi observado nenhum bug ou falha grave durante a operação. O visual do novo KDE traz algumas alterações. Uma delas está no menu de acesso aos programas, que ficou um pouco parecido com o do Windows Vista, abrindo novas pastas de atalhos dentro do próprio painel. Mas uma diferença marcante é que essa versão do KDE conta com abas que podem ser usadas para separar categorias de programas e inclui atalhos para desligar e reiniciar o computador.

Widgets

O KDE 4 pode adicionar widgets (que rodam sobre o programa Plasma) ao desktop, usando um atalho no canto superior direito da tela. Widgets para as versões anteriores do KDE também podem ser usados no Plasma. Esse sistema também gerencia temas para o desktop, incluindo os anteriormente usados pelo software SuperKaramba. Apesar das vantagens, nem todos os aplicativos do KDE foram incluídos na versão 4 que vai no OpenSUSE 11. O pacote de gerenciamento de informações pessoais, com agenda, leitor de e-mail e de canais RSS, entre outros aplicativos, não está incluído. A razão é simples: ele ainda não tinha sido, até o fechamento desta edição, finalizado por seus desenvolvedores para o KDE 4. A data prevista até então era 29 de julho. O OpenSUSE 11 deve baixar e instalar esses programas automaticamente quando forem lançados.

Gnome

Para quem usa o Gnome como ambiente do sistema, há versões atualizadas dos programas nativos, como o aplicativo de agenda Evolution, que passa a contar com sincronia com o Google Calendar. Também está presente a biblioteca PulseAudio, que melhora o suporte a áudio nos aplicativos. Uma curiosidade entre os programas que vêm com o OpenSUSE é o Tasque, um programinha prático para listas de tarefas, que foi desenvolvido durante o evento Hackweek v2, da Novell. O software tem o recurso, bastante útil, de sincronia com o serviço online Remember The Milk (www.info.abril.com.br/web20/111.shtml).

Poder oculto

Muitos dos aspectos novos do KDE 4 ficam ocultos, como interfaces de programação para multimídia e acesso ao hardware. Esses recursos facilitam o desenvolvimento de software para o ambiente KDE, de forma semelhante ao DirectX para Windows. Também há a bilbioteca Telepathy, que unifica o envio e recebimento de mensagens. Isso permite, por exemplo, que programas sejam rapidamente modificados para enviar e-mail e mensagens instantâneas. Já a biblioteca Akonadi une os objetos relativos ao gerenciamento de informações pessoais, facilitando a integração de programas com a agenda de contatos e compromissos do usuário. Todos esses recursos só ficarão mais visíveis quando forem lançados aplicativos que usem as novas bibliotecas, mas quem usar o KDE 4 no OpenSuSE 11 estará preparado.

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Aplicativos

Um dos pontos fortes do OpenSUSE sempre foi seu pacote completo de aplicativos, incluindo muitos próprios da distribuição. O gerenciamento dos aplicativos instalados fica a cargo do YaST, que conta com uma nova versão da biblioteca de administração de pacotes de instalação ZYpp. Um ponto forte dela é a facilidade para inclusão de novos repositórios e acesso a imagens ISO como fonte de pacotes a ser instalados. Na versão 11, o conjunto de aplicativos continua forte, incluindo o Firefox 3. O navegador é instalado inicialmente na versão beta 5, mas é atualizado na primeira vez em que o OpenSUSE é carregado. Há também o OpenOffice, com pacotes para importação de arquivos do Office 2007, e o Banshee 1.0, versão atualizada do bom player multimídia, entre outras opções.

Ubuntu killer?

O OpenSUSE sempre foi uma das distribuições mais fáceis de usar e instalar, mesmo antes da popularização do Ubuntu nesse quesito. O ponto forte do OpenSUSE está, como sempre, no YaST, que centraliza as configurações de hardware e do sistema operacional. O programa resolve os problemas do OpenSUSE 11 e, paradoxalmente, também é fonte de possíveis confusões. Certos recursos, como a configuração de redes sem fio, acabam mostrando mais opções de ajustes do que seria necessário para a maioria dos usuários. Essa característica contrasta com a forma quase automática como o Ubuntu e o Windows resolvem o problema. Isso não significa que o OpenSUSE seja complicado, mas que usuários neófitos não terão a mesma desenvoltura nesse sistema que teriam no Ubuntu. Em compensação, quem manja um pouco mais de hardware e de sistemas operacionais ficará à vontade com os recursos do OpenSUSE.

Baixe o OpenSUSE 11 no Download INFO.