TV da Samsung converte 2D em 3DTerceira dimensão vai de canais abertos a Blu-ray no modelo UN46C8000 22 de abril de 2010 Marco Aurélio Zanni, de INFO Online
Marcelo Kura
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A qualidade das imagens exibidas pela televisão está acima de qualquer suspeita. Num ambiente adequado, totalmente escuro, a experiência de imersão nas cenas é até melhor do que a proporcionada pelo cinema. Em certos casos, é possível enxergar objetos saltando pela tela, como em explosões. Ao contrário de nossa expectativa, a TV também não causa irritação excessiva nos olhos, pois tem uma ferramenta para ajustar a profundidade da cena numa escala de zero a dez. Cada pessoa tem uma taxa ideal para seu olho. No entanto, um filme de duas horas causa certa tontura em qualquer um. Já na conversão de vídeo para 3D, o efeito obviamente perde em realismo, mas não deixa de ser agradável. Com Blu-ray e transmissão em alta definição, o recurso funciona bem e vale o investimento de cerca de 1.500 reais a mais, em relação a um televisor LED comum. Nas cenas claras, é fácil perceber o relevo. Nas escuras, não chega a impressionar. E nas imagens em baixa resolução, nem vale a pena ativar o conversor. Se você estiver achando o efeito chato ou seus olhos começarem a doer muito, é só tirar os óculos, desligar o 3D e assistir televisão normalmente.
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Uma das bombas tecnológicas do primeiro semestre está chegando ao Brasil, e o televisor 3D Samsung já desembarcou no INFOLAB. O modelo de 46 polegadas UN46C8000, que chega às lojas este mês, tem as configurações das TVs animais, como resolução full HD, tela iluminada por LED, receptor digital, taxa de atualização de 240 Hz e o principal: capacidade de converter imagens 2D em 3D. Passamos uma semana com os óculos no rosto, assistindo filmes e canais abertos, para tirar suas dúvidas. “Dói o olho?”, “Dá para assistir Chaves?”, “Vale a pena pagar 7.999 reais e mais 199 reais nos óculos?” Veja as respostas nas linhas abaixo.
A qualidade das imagens exibidas pela televisão está acima de qualquer suspeita. Num ambiente adequado, totalmente escuro, a experiência de imersão nas cenas é até melhor do que a proporcionada pelo cinema. Em certos casos, é possível enxergar objetos saltando pela tela, como em explosões. Ao contrário de nossa expectativa, a TV também não causa irritação excessiva nos olhos, pois tem uma ferramenta para ajustar a profundidade da cena numa escala de zero a dez. Cada pessoa tem uma taxa ideal para seu olho. No entanto, um filme de duas horas causa certa tontura em qualquer um.
Já na conversão de vídeo para 3D, o efeito obviamente perde em realismo, mas não deixa de ser agradável. Com Blu-ray e transmissão em alta definição, o recurso funciona bem e vale o investimento de cerca de 1.500 reais a mais, em relação a um televisor LED comum. Nas cenas claras, é fácil perceber o relevo. Nas escuras, não chega a impressionar. E nas imagens em baixa resolução, nem vale a pena ativar o conversor. Se você estiver achando o efeito chato ou seus olhos começarem a doer muito, é só tirar os óculos, desligar o 3D e assistir televisão normalmente.
| Como o negócio funciona |
| Muito além do 3D |
| Fácil de ajustar |
|quebra|
A tecnologia 3D usada pela Samsung UN46C8000 não tem nada a ver com a do cinema, que utiliza um sistema passivo. No caso da TV, o truque funciona assim: um emissor de infravermelho sincroniza os óculos com as imagens embaralhadas da tela. Metade delas vai para o olho direito, enquanto a outra metade vai para o esquerdo, formando apenas uma imagem nítida. Como o olho humano enxerga a 60 Hz, os 240 Hz da TV divididos em duas partes são mais do que suficientes para produzir o efeito 3D. Um televisor de 100 Hz, por exemplo, não conseguiria criar a sensação de profundidade.
Tanto na conversão quanto na transmissão de conteúdo preparado para o 3D, as cenas de ação não têm a fluidez esperada. Quando o movimento da câmera é muito rápido, alguns frames parecem travar, coisa que costuma acontecer em televisores com essa taxa de atualização. Quando se mantém a distância mínima recomendada, que é de três vezes a altura da tela, o efeito é um pouco melhor. Tem mais uma chatice: a imagem não fica legal quando o espectador assiste de lado ou deitado no sofá.
Quase todas as fontes de vídeo permitem a conversão para 3D. O sistema não faz distinção entre filmes vindos de Blu-ray, DVD, sinal de televisão e pen drive – pela porta USB, é possível tocar arquivos em 1.080p em DivX e XviD. As únicas coisas que só funcionam em 2D são os streamings do YouTube e da TV Terra. Aplicativos com acesso a esses programas pela internet já vêm instalados na televisão. A conexão pode ser feita via cabo de rede ou por Wi-Fi, caso o usuário compre o adaptador da Samsung.
| Como o negócio funciona |
| Muito além do 3D |
| Fácil de ajustar |
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Tirando o 3D, a Samsung UN46C8000 também tem outras coisas legais, como widgets para acessar a internet: dá para entrar no Skype, no Twitter e até no Getty Images, uma opção para curtir obras de arte na tela. Para usar as redes sociais, é preciso criar uma conta no Samsung Apps, repositório que disponibiliza aplicativos para baixar. Por enquanto, existem menos de 20 programas disponíveis, com destaque para jogos casuais. Há pouco mais de 380 MB de espaço para instalar programas.
Os widgets mais interessantes são relacionados a vídeos, pois a navegação é fácil, como se você estivesse na frente do computador. Os filmes em alta definição não são maravilhosos, mas ficam na tela com qualidade semelhante à dos seriados que se encontra em RMVB para baixar na web. Ou seja, em alguns casos, é possível usar o streaming para assistir conteúdo que hoje você costuma baixar.
Existe ainda uma função de gravação da TV no pen drive, que funciona muito bem. Os vídeos capturados perdem pouca qualidade em relação à transmissão original. Além disso, dá para voltar para a cena anterior enquanto a televisão está gravando. É uma boa para quando você tem vontade de ir ao banheiro, mas não quer perder um pedaço da novela. Depois de gravado, o conteúdo pode ser escolhido como favorito. Só tem um problema: seu pen drive fica inutilizável em outras máquinas, pois ele é formatado num sistema de arquivos proprietário.
| Como o negócio funciona |
| Muito além do 3D |
| Fácil de ajustar |
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Na Samsung UN46C8000, os ajustes finos são facilitados por um sistema que exibe duas imagens modelo. Uma delas serve para ajustar brilho e contraste. Outra é ideal para ver as melhores definições de matiz e saturação. A TV também merece elogios pelos bons níveis de preto, embora haja um vazamento de luz incômodo pelas bordas, muito perceptível quando o ambiente está escuro.
Outro destaque da Samsung para essa linha de televisores é o baixo consumo de energia. O modelo possui um modo econômico, que diminui o gasto de 136 para 63 watts. Mas o melhor é deixar ativado o modo ecológico variável, que altera brilho e contraste de acordo com a imagem exibida. O sistema automático garante que a TV trabalhará gastando pouca energia e sem perder qualidade.
O acabamento do modelo é coisa linda, por causa da pintura que lembra alumínio escovado. Só a base no estilo pé de mesa não agrada muito. Pelo menos, ela é útil para girar e dar acesso às conexões. Existem quatro portas HDMI, uma VGA e duas de vídeo composto. Também há duas entradas USB, sendo uma para o Wi-Fi e outra para um pen drive. Para acessar a internet sem precisar comprar o adaptador da Samsung, a única opção é a porta LAN.
>> Veja o Samsung UN46C8000 em ação na TV INFO.
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