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Se fosse necessário apontar o eletrônico favorito do brasileiro, sem dúvida a TV seria a queridinha de todos. Comprar uma TV já não é a mesma tarefa simples de antigamente, onde o que importava era o tamanho (polegadas) da tela. O resto (tirando as caixas de som) era “pra inglês ver”. Atualmente, os extras ganham importância em um mercado onde a qualidade de imagem é muito similar e as divergências de tecnologia nem sempre são perceptíveis.
Além das quase extintas TVs de tubo (sim, elas ainda existem), os aparelhos se dividem hoje em duas categorias principais: LCD e Plasma. As diferenças entre as duas, colocando tudo em pratos limpos, são técnicas e bastante divergentes.
Alguns fabricantes defendem o Plasma pela sua qualidade de imagem (realmente com cores mais vivas que no concorrente), enquanto os dogmáticos do LCD pregam que a vida útil da tecnologia é pequena devido ao grande aquecimento gerado nos produtos. Mesmo o aquecimento do Plasma sendo constatado, só será possível esclarecer sua durabilidade real (vida útil) com o passar de muitos anos.
Plasma? LCD? LED?
Sem entrar em detalhes sobre a técnica usada em cada uma das tecnologias, o consumidor deve saber que as telas de plasma, assim como as LCD com LED, são retro-iluminadas. Isso significa que o feixe (ou feixes) que servem para gerar as cores é enviado diretamente para os olhos do espectador. Nos modelos de LCD (que não são LED), a iluminação vem das laterais ou parte superior e inferior. Nesses casos, a definição das cores pode ser prejudicada na região central, por exemplo.
Para todos os modelos e tamanhos, o padrão é a resolução Full HD (1080p). Ainda há modelos de entrada (mais baratos), com resoluções inferiores, mas eles devem ficar mais raros nas prateleiras. A diferença entre LCD com LED e Plasma está presente nos pequenos detalhes. As cores no Plasma realmente parecem mais vivas, mas no LCD as taxas de contraste (que definem pretos, cinzas e brancos) são mais altas. A taxa de atualização lenta das tecnologias, que nos primórdios gerava os famosos “fantasmas” na tela, também foi praticamente extinta. Outro fenômeno que desapareceu é o “burn in”. Comum nas TVs de Plasma, esse petulante problema gravava uma imagem exibida por muitas horas, como um logo de emissora, por exemplo, resultando em uma espécie “marca d’água” nos outros canais.
Pequenas, mas consideráveis diferenças
As TVs de LCD se comportam melhor em ambientes com bastante iluminação, como em sua sala durante um dia muito claro. A tecnologia também se comporta melhor conectada a um PC ou notebook. O resultado com uma TV de Plasma não é dos mais eficientes nestes casos. Essa característica pode ser primordial com o uso das centrais de mídia, cada vez mais comuns.
Os televisores de LCD também consomem menos energia que os de Plasma. Logo, se você leva em consideração o quanto o aparelho vai acrescentar na sua conta, ou afetar o meio ambiente, esse é um dado a ser levado em consideração.
O Plasma, mesmo com o avanço da tecnologia de LCD, ainda conta com taxas de atualização mais rápidas. Isso significa que imagens em movimento mais acelerado são melhor representadas. Mesmo assim, as diferenças são realmente pequenas.
Lugar comum
Hoje uma tela (seja ela de Plasma ou de LCD) deve oferecer várias conexões, principalmente as HDMI. Com o aumento da qualidade de imagem gerada por players de DVD, Blu-ray e videogames, uma única HDMI não será suficiente.
Outra conexão, que pode parecia supérflua, é a USB. A capacidade das TVs em reproduzir diversos formatos de alta resolução, inclusive com legendas embarcadas já é uma realidade. Mais de uma porta USB pode ser um adicional interessante para quem gosta de plugar um HD externo no aparelho. O mesmo vale para leitores de cartão (mais raros, mas presentes em alguns modelos). Assim fica mais fácil exibir as fotos de uma câmera digital ou vídeos de uma filmadora. Aqui vale lembrar que a execução de arquivos DivX e XviD com legendas não é padrão. Os formatos compatíveis variam bastante.
Conexão de rede, seja por Ethernet ou por Wi-Fi (normalmente com caros adaptadores), é essencial. O protocolo DLNA para executar arquivos de computadores ou outros dispositivos também é algo desejável.
Ultrafina pode ser fixada na parede?
As ultrafinas, que atualmente fazem inveja a qualquer espelho, podem ser fixadas em uma parede, mas com ressalvas. Por transferir todo o aparato necessário para sua base, a fixação de uma tela na parede deve levar em conta três fatores: local para a base, tamanho do cabo e instalação elétrica.
Para se conectar à base as ultrafinas contam com um cabo flat, no qual todas as informações circulam. Esse tipo de cabo é afetado por campos magnéticos, o que gera interferências e resultados desastrosos na imagem com proximidade de condutores elétricos. Por isso, é importante manter o cabo flat distante de tomadas. Como um cabo flat não pode ser muito grande, o local para a base da TV deve ser escolhido com cuidado.
Necessidades tridimensionais
As telas 3D são realmente motivo de interesse, ou pelo menos curiosidade entre os mais críticos. Mas o consumidor disposto a investir altas quantias para se divertir com o novo recurso deve atentar para algumas questões.
Há dois tipos de óculos 3D, os passivos e os ativos. Os ativos requerem o uso de uma bateria ou pilha, o que pode gerar desconfortos se a energia acabar no meio de um filme. Outro ponto que deve ser observado é o conforto. Há modelos que exercem uma pressão muito grande e não permitem o uso com óculos de grau.
Ourto ponto que deve ser levado em consideração é a distância. O ideal para a exibição deve colocar o espectador a uma distância 3 vezes maior que a diagonal da tela. Também é necessário manter uma posição vertical. Inclinar a cabeça no sofá ou na cama resulta na perda do efeito. Também não é recomendado que o usuário utilize o 3D por muito tempo, pois ele força ainda mais os olhos.