Smartphones

Viramos o iPhone 3G pelo avesso

A jóia da Apple agora fala português. Testamos as versões da Claro e da Vivo


Marco Aurélio Zanni, de INFO Online 2 de outubro de 2008
Marcelo Kura

Iphone 3G Iphone 3G Iphone 3G Iphone 3G Iphone 3G
Leia também:
iPhone 3G
  • Apple
    Pesquisa INFO de Marcas - Reputação: Excelente
  • Prós: Tela multitoque, interface amigável, suporte a 3G, acesso à App Store e novos recursos de sincronização
  • Contras: A bateria dura menos de cinco horas e não dá para trocar arquivos ou ligar um fone por Bluetooth
  • Conclusão: Com rede 3G e recursos de produtividade, o fenômeno evoluiu. Mas ainda faltam recursos que existem em celulares básicos
  • Avaliação técnica: 9,2
  • Preço: 1 899 reais

  • Ficha técnica
    • GSM/3G > iPhone 2.1 > 412 MHz > 8 GB/16 GB > A-GPS > Wi-Fi g > Câmera de 2 MP > Duração de bateria: 294 minutos
Enfim, ele chegou. E demorou tanto que veio para o Brasil já em sua segunda encarnação, com suporte a 3G. Botamos a mão no gadget mais desejado do momento, o iPhone, da Apple, nas versões de 8 GB da Claro e de 16 GB da Vivo, ambos funcionando na rede HSDPA. Perfeito o smartphone não é, mas é divertido pra caramba e deixa qualquer um babando – principalmente pelo jeito facílimo de usar e pelo design revolucionário.

O que tem de novo



Se os recursos do iPhone para entretenimento já eram sedutores, faltava encher o bichinho de funções para aumentar a produtividade. Por isso, a versão 2.0 do firmware, instalada na versão 3G do aparelho, permite sincronizar e-mail, calendário e contatos pelos servidores Microsoft Exchange. Agora o smartphone também importa conteúdo do SIM card, faz busca na agenda e salva as fotos recebidas por e-mail ou encontradas na internet.

Mas a novidade mais legal mesmo foi a criação da App Store. Pela lojinha do titio Jobs, dá para comprar ou instalar de graça aplicativos para fazer do celular uma coisa mais útil, ou então enchê-lo de tranqueiras mesmo. Na primeira geração do telefone, só dava para fazer isso no truque, com umas gambiarras sem-vergonha.

Se tem coisa para baixar, que seja pela banda larga. E o 3G caiu muito bem para o iPhone. Os links da Claro e da Vivo não decepcionaram em nenhum dos cantos de São Paulo por onde passamos durante os testes. Enquanto navegávamos na web, deu até para ouvir música por streaming sem nenhuma travadinha. Só falhou algumas vezes quando tentamos fazer uploads.

A versão 2.1 do firmware, disponível para download pelo próprio iTunes, prometia melhorar várias outras coisas, como o sinal 3G, a duração da bateria e a velocidade no envio de e-mails e SMS. Porém, nos testes do INFOLAB, não sentimos nenhuma diferença depois de instalar a atualização. Aliás, a bateria continua sendo um ponto fraco. Realizando chamadas, ela durou menos de cinco horas.

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Viramos o iPhone 3G pelo avesso

Marco Aurélio Zanni, de INFO Online

2 de outubro de 2008


Enfim, ele chegou. E demorou tanto que veio para o Brasil já em sua segunda encarnação, com suporte a 3G. Botamos a mão no gadget mais desejado do momento, o iPhone, da Apple, nas versões de 8 GB da Claro e de 16 GB da Vivo, ambos funcionando na rede HSDPA. Perfeito o smartphone não é, mas é divertido pra caramba e deixa qualquer um babando – principalmente pelo jeito facílimo de usar e pelo design revolucionário.

O que tem de novo

Se os recursos do iPhone para entretenimento já eram sedutores, faltava encher o bichinho de funções para aumentar a produtividade. Por isso, a versão 2.0 do firmware, instalada na versão 3G do aparelho, permite sincronizar e-mail, calendário e contatos pelos servidores Microsoft Exchange. Agora o smartphone também importa conteúdo do SIM card, faz busca na agenda e salva as fotos recebidas por e-mail ou encontradas na internet.

Mas a novidade mais legal mesmo foi a criação da App Store. Pela lojinha do titio Jobs, dá para comprar ou instalar de graça aplicativos para fazer do celular uma coisa mais útil, ou então enchê-lo de tranqueiras mesmo. Na primeira geração do telefone, só dava para fazer isso no truque, com umas gambiarras sem-vergonha.

Se tem coisa para baixar, que seja pela banda larga. E o 3G caiu muito bem para o iPhone. Os links da Claro e da Vivo não decepcionaram em nenhum dos cantos de São Paulo por onde passamos durante os testes. Enquanto navegávamos na web, deu até para ouvir música por streaming sem nenhuma travadinha. Só falhou algumas vezes quando tentamos fazer uploads.

A versão 2.1 do firmware, disponível para download pelo próprio iTunes, prometia melhorar várias outras coisas, como o sinal 3G, a duração da bateria e a velocidade no envio de e-mails e SMS. Porém, nos testes do INFOLAB, não sentimos nenhuma diferença depois de instalar a atualização. Aliás, a bateria continua sendo um ponto fraco. Realizando chamadas, ela durou menos de cinco horas.

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O Safari dá show

O browser do iPhone é realmente impressionante. Ele redimensiona as páginas na internet para o tamanho da telinha de 3,5 polegadas, mas deixa você dar um zoom em qualquer pedacinho do site apenas com o dedo. Quer usar com a tela na horizontal? É só colocar o telefone na posição, e a telinha gira junto, por causa do famoso acelerômetro. Como nada é perfeito, faltou fazer o programa trabalhar com Flash e Java.

Um gerenciador de RSS também faz muita falta, mas aplicativos gratuitos encontrados na App Store resolvem o problema. Para acesso rápido a sites usando o navegador, tem um outro esquema, meio porquinho: quando você clica para adicionar um feed, o aparelho entra no Mac Reader, que faz o meio de campo para mostrar na tela o conteúdo. Aí é só colocar o endereço nos favoritos e criar um atalho para ele na página inicial. É tosco, mas agiliza a navegação.

Vai para as empresas?

Os fãs de Palms e Blackberrys da vida que torcem o nariz para o iPhone pela falta de recursos mais “sérios” não vão passar a amar o smartphone da Apple. Mas muita coisa melhorou na versão 3G. Nos testes, todas as nossas tentativas de sincronizar arquivos funcionaram bem, sem nenhuma dor de cabeça para colocar cada campo dos contatos em seu devido lugar, por exemplo.

Para fazer mais sucesso no mundo corporativo, falta um tecladinho virtual um pouco melhor. O do iPhone, embora seja uma grande inovação da Apple, é muito pequeno para quem não está acostumado a digitar nele ou tem dedos grandes. Com certa prática, e usando o aparelho na horizontal, a coisa vai melhorando aos poucos.

Para aumentar a produtividade, seria legal também que o smartphone conhecesse as funções Ctrl+C e Ctrl+V. Ajudaria muito na hora de copiar endereços de páginas da web, por exemplo, para não precisar ficar digitando tudo. Outro problema é que só dá para abrir arquivos do Office e PDFs quando eles vêm anexados a e-mails. E não é possível editar esses documentos.

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O smartphone mais legal

Não há celular mais divertido de usar que o iPhone, principalmente por poder rolar as páginas usando só o dedo, com a maior liberdade. Uma aplicação muito bacana disso é o Cover Flow, que deixa você deslizar pelas capinhas dos seus discos.

Em geral, a função de iPod do aparelho continua a mesma coisa, ou seja, está espetacular. Só o conector mudou. Agora dá para colocar qualquer fone de ouvido no padrão P2 (e isso não é nada mais que o básico, faça-me o favor). Pena que não dê para ligar um fone Bluetooth estéreo, pois o telefone não suporta o protocolo de transferência AD2P. Trocar arquivos usando essa interface? Também não pode. Aí você pergunta: para que raios ela serve? Ligue um headset para falar ao telefone e fique contente.

Outra coisa que é o fim da picada: não dá para usar uma música do iPod como campainha, acredite. Só fazendo alguma gambiarra ou comprando um programinha na App Store para transformar o arquivo de som em ringtone, reduzindo-o para 30 segundos de duração.

E quando você lembra das propagandas da rede 3G feitas pelas operadoras de celular, o que vem à mente? Se for videochamada, esqueça. O iPhone tem só uma câmera na parte de trás (e com resolução de apenas 2 megapixels, aliás), então não dá para fazer esse tipo de conferência.

Quer um? Prepare-se para a bica

Os preços do modelo de 8 GB da Vivo variam de 899 reais, com mensalidade de 595 reais, a 1 899 reais, no plano pré-pago. Na Claro, a versão de 16 GB custa 2 299 reais, para quem escolher o pré-pago, e sai até por 1 239 reais, com um plano de 400 minutos.