Dissecamos o Mini 3, o Android da Dell

Smartphone dá um tapa no sistema, que fica mais simples e menos divertido


Marco Aurélio Zanni, de INFO Online 23 de fevereiro de 2010
Marcelo Kura

Dell Mini i3x Dell Mini i3x Dell Mini i3x Dell Mini i3x Dell Mini i3x
Leia também:
Mini 3iX
  • Dell
  • Prós: Tela multitoque com boa sensibilidade e interface simples de usar
  • Contras: Não tem acesso ao Android Market, e as modificações no sistema não permitem muitas personalizações
  • Conclusão: Smartphone fácil de usar, mas com alterações no Android que mataram bons recursos do sistema
  • Avaliação técnica: 7,1
  • Preço: 1.219 reais
Ficha técnica
  • Android 1.5 > Wi-Fi > 3G > GPS > 622 MHz > 5,9 x 12,1 x 1,2 cm > 106 g > Câmera de 3 MP > Duração da bateria: 311 minutos
Em sua primeira experiência com o Android, a Dell concebeu um smartphone simples de tudo no visual e carregou o Mini 3 com todas as ferramentas exigidas de um modelo topo de linha, como 3G, Wi-Fi e GPS. Mas cometeu uma série de bobagens ao personalizar o sistema operacional. Deixar o Android Market fora da jogada foi a pior delas. O resultado é um aparelho prático de usar, mas carrancudo e sem metade das opções de diversão que as outras dezenas de celulares com o software do Google oferecem. Vendido somente pela Claro, ele custa 1.219 reais, no plano de 120 minutos.

Todo mundo elogia a interface padrão do Android, mas a Dell fez reforma geral no sistema para torná-lo mais simples. Em vez de usar múltiplas telas iniciais e um menu com programas, o aparelho exibe os atalhos diretamente na home page, assim como o iPhone. Na maioria dos casos, basta um clique para abrir qualquer ferramenta. Na parte de cima da tela, existem ainda quatro botões fixos, que dão acesso ao teclado numérico, ao editor de torpedos, ao navegador e aos links da Claro.

A escolha de encher a área de trabalho com esses ícones, no entanto, matou um dos pontos fortes do Android: a personalização. É impossível adicionar widgets, afetando perfumarias, como o tradicional relógio de ponteiro, e também coisas úteis, como as ferramentas para atualizar redes sociais sem abrir o navegador. De fábrica, o celular vem com clientes para Twitter e Facebook, mas eles são bastante limitados. Um recurso interessante é a possibilidade de mostrar seus amigos aniversariantes na tela principal. As informações vêm diretamente do Facebook, quando o usuário faz o login.

Cadê o Android Market?
Hardware parrudo


Comentários
  • Tão limitado assim ,e com esse preço ? Complicado em
    enviado por: Thiago em 17/03/2010 - 16:10
  • Muito preço pra tão pouca coisa. Tirar as melhores coisas do Android é pra acabar. Fail da Dell, melhor ela continuar com os notebooks mesmo.
    enviado por: José Agripino Duarte da Silva em 25/02/2010 - 21:26
  • Parece uma tampa de privada...
    enviado por: Rasico em 24/02/2010 - 15:08
  • é bonito... mas pelo preço é mto fraco.E...não permitir acesso a Android Market , é buxa...
    enviado por: Jefer em 24/02/2010 - 08:30
  • Obs.: Valeu Marcelou Kura! Mais um post detonador.
    enviado por: Carmelo em 23/02/2010 - 22:27
  • Gostei. Sandálias havaianas que se cuidem!
    enviado por: Carmelo em 23/02/2010 - 22:25
  • Uau... isso é bem abaixo do que eu estava esperando desse smartphone... O LG GW620 é bem melhor... A interface pelo menos é legal... Para falar a verdade, até meu smartphone (HTC S711) considero melhor que esse!
    enviado por: Henrique dos Santos Rodriguez em 23/02/2010 - 20:19
  • Leonardo Teixeira já disse tudo o que eu queria :)
    enviado por: Daniel Bastos em 23/02/2010 - 19:41
  • Ele é bem bonito, mas vamos combinar que ter um aparelho com Android que não te permite acessar o Android Market é piada, né? rsrsrs. Eu não compraria. A Motorola tá pra lançar modelos básicos de smartphone com Android que provavelmente serão bem mais baratos que esse da Dell e terão uma interface melhor e darão acesso ao Market.
    enviado por: José Pachêco Gomes em 23/02/2010 - 19:38
  • E a câmera (flash, velocidade, qualidade das fotos, dos videos, etc)? E a duração da bateria?
    enviado por: Leonardo Teixeira Lima em 23/02/2010 - 19:06
  • Vender um celular com Android para seus clientes e impedir o acesso ao Android Market é a maior canalhisse que já vi. Isso limita as pessoas apenas aos aplicativos que a Claro quiser disponibilizar, só que isso não é a atividade foco da Claro, logo nunca será um acervo de qualidade. Saí da Claro justamente porque não a considero honesta, mas isso, além de desonesto é burrice.
    enviado por: José Roberto de Chermont Teixeira em 23/02/2010 - 18:39

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Dissecamos o Mini 3, o Android da Dell

Marco Aurélio Zanni, de INFO Online

23 de fevereiro de 2010


Em sua primeira experiência com o Android, a Dell concebeu um smartphone simples de tudo no visual e carregou o Mini 3 com todas as ferramentas exigidas de um modelo topo de linha, como 3G, Wi-Fi e GPS. Mas cometeu uma série de bobagens ao personalizar o sistema operacional. Deixar o Android Market fora da jogada foi a pior delas. O resultado é um aparelho prático de usar, mas carrancudo e sem metade das opções de diversão que as outras dezenas de celulares com o software do Google oferecem. Vendido somente pela Claro, ele custa 1.219 reais, no plano de 120 minutos.

Todo mundo elogia a interface padrão do Android, mas a Dell fez reforma geral no sistema para torná-lo mais simples. Em vez de usar múltiplas telas iniciais e um menu com programas, o aparelho exibe os atalhos diretamente na home page, assim como o iPhone. Na maioria dos casos, basta um clique para abrir qualquer ferramenta. Na parte de cima da tela, existem ainda quatro botões fixos, que dão acesso ao teclado numérico, ao editor de torpedos, ao navegador e aos links da Claro.

A escolha de encher a área de trabalho com esses ícones, no entanto, matou um dos pontos fortes do Android: a personalização. É impossível adicionar widgets, afetando perfumarias, como o tradicional relógio de ponteiro, e também coisas úteis, como as ferramentas para atualizar redes sociais sem abrir o navegador. De fábrica, o celular vem com clientes para Twitter e Facebook, mas eles são bastante limitados. Um recurso interessante é a possibilidade de mostrar seus amigos aniversariantes na tela principal. As informações vêm diretamente do Facebook, quando o usuário faz o login.

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Cadê o Android Market?

Em vez de usar a infinidade de aplicativos disponíveis no Android Market, o Dell Mini 3 trabalha com a loja da Claro, acessível somente pelo navegador, no portal da operadora. Tudo que é baixado vai para o menu Caixa Mágica, com separação entre as categorias jogo, escritório e multimídia. Os games são maioria entre os programas encontrados por lá e, geralmente, custam cerca de 10 reais.

Se não quiser depender apenas da Claro, o usuário pode procurar software em Java na internet. Mas é difícil encontrar algo que rode direito e caiba na tela de 3,5 polegadas. Não existem muitas opções desenvolvidas especialmente para Android, muito menos para o modelo da Dell. Se há uma vantagem na ausência do Market, é a possibilidade de instalar aplicativos no cartão de 2 GB. Assim, a memória interna não fica lotada, garantindo que o aparelho não ficará mais lento com o passar do tempo.

Alguns programas previamente instalados merecem destaque. O mais legal deles é o editor de vídeos. Ele permite recortar filmes, adicionar trilha sonora ou então criar um clipe com fotos, música e efeitos de transição. Também existe um aplicativo de backup. Você pode copiar para o cartão microSD contatos, histórico de chamadas, e-mail e outras informações armazenadas na memória do smartphone. Para quem usa o Outlook no trabalho, não há dificuldade em sincronizar os dados via ActiveSync. E os arquivos de escritório podem ser abertos pelo Quickoffice.

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A tela do Dell Mini 3, capacitiva e multitoque, tem boa sensibilidade e recursos como zoom na galeria de fotos e no navegador, quando o usuário faz um movimento de pinça com dois dedos. Mas quem já usou qualquer outro aparelho com Android vai sentir alguma dificuldade em pilotar os menus e atalhos sem botões físicos de direcional. A única forma de navegar é mesmo utilizando a tela touchscreen, dificultando o acesso a alguns ícones pequenos.

Numa das laterais do telefone, existe um botão para ligar e desligar, um para ir à tela inicial e uma conexão miniUSB. Do outro lado, há uma tecla para acessar a câmera, uma para controlar volume e uma para ligar os comandos de voz. A tampa da bateria é de plástico, mas aparenta ser bastante resistente. Abrindo-a, é possível enxergar o cartão da operadora, que fica bem localizado e pode ser removido com facilidade.

O smartphone pode não ganhar prêmios de design, mas agrada pela simplicidade. As bordas pretas e largas dão ao aparelho um ar de elegância. E a espessura de apenas 1,2 centímetro é ótima para quem costuma levar o celular no bolso. Nossa reclamação mais contundente vai para o fato de a tela estar sempre engordurada – e não somente ela, mas o hardware inteiro. Uma camada protetora, ou então uma capinha transparente, cairia muito bem.

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