Teclado e touch screen casam bem no XPERIA X1O smartphone mais badalado da Sony Ericsson tem corpo enxuto e acabamento classe A
Airton Lopes, da INFO 2 de dezembro de 2008
Marcelo Kura
![]() XPERIA X1
Assim como o TyTN II, da HTC, o X1 possui um teclado retrátil, que permanece oculto a maior parte do tempo e libera espaço para o LCD ocupar quase toda a frente do aparelho. Na hora de digitar texto, basta deslizar o teclado para que a tela mude a orientação automaticamente para o modo paisagem e o X1 fique pronto para o trabalho. Como as teclas não são coladinhas, dá para digitar com as duas mãos usando os polegares com boa velocidade e sem um índice alto de erros. Compacto e ajeitadinho, o design do X1 também agrada pela ótima construção. Ao mesmo tempo em que as partes móveis movimentam-se com suavidade, ele transmite robustez. Não existe a sensação de que, com o passar dos dias, as peças vão ficar frouxas ou com jogo. |
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Quando foi anunciado no começo deste ano, o XPERIA X1, da Sony Ericsson, foi saudado por muita gente como mais um candidato a “matador de iPhone”, ao lado do Omnia SGH-i900, da Samsung, e do Touch Diamond, da HTC. Besteira. Apesar da tela sensível ao toque, a praia do X1 é outra. É a dos smartphones com teclado QWERTY, sistema Windows Mobile 6.1 Professional e uma generosa oferta de recursos, como tecnologia 3G, Wi-Fi e GPS. O diferencial do X1 em relação a seus rivais diretos acaba sendo o seu design, que foge do estilo conservador que sempre dominou os equipamentos dessa categoria.
Assim como o TyTN II, da HTC, o X1 possui um teclado retrátil, que permanece oculto a maior parte do tempo e libera espaço para o LCD ocupar quase toda a frente do aparelho. Na hora de digitar texto, basta deslizar o teclado para que a tela mude a orientação automaticamente para o modo paisagem e o X1 fique pronto para o trabalho. Como as teclas não são coladinhas, dá para digitar com as duas mãos usando os polegares com boa velocidade e sem um índice alto de erros.
Compacto e ajeitadinho, o design do X1 também agrada pela ótima construção. Ao mesmo tempo em que as partes móveis movimentam-se com suavidade, ele transmite robustez. Não existe a sensação de que, com o passar dos dias, as peças vão ficar frouxas ou com jogo.
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Abaixo do LCD o aparelho possui um controle direcional, cujo diferencial é ser sensível ao toque e funcionar quase como um microtouch pad. Só que, diferentemente do microtouch pad do Omnia SGH-i900, da Samsung, o do X1 não move o cursor livremente pela tela, apenas alterna entre os itens selecionáveis do menu ou da página.
É claro que o tamanho reduzido do touch pad não confere uma operação a jato, mas não deixa de ser uma alternativa interessante para clicar em links no browser ou em opções de menu. O microtouch pad funciona muito bem para rolar a tela do browser e na lista de contatos. Uma novidade nos botões principais é a substituição da tradicional tecla de atalho para o menu Iniciar do Windows Mobile pelo botão X Panel, para ativar os painéis personalizáveis.
No entanto, o teclado virtual minúsculo e a maioria dos aplicativos exigem o uso da canetinha para fazer atividades mais sérias no X1. Assim como a HTC, com a TouchFLO, e a Samsung, com a TouchWiz, a Sony Ericsson também criou uma interface especial para comandar o smartphone via touch screen com os dedos. São os chamados painéis personalizáveis, um grupo de atalhos para programas ou atividades, como a tela Hoje do Windows Mobile, o Google, o Media Xperience ou o Xperia Radio. O modelo vem com sete painéis pré-definidos e o usuário pode baixar outros no site da Sony Ericsson.
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Tocando a tela com o dedo no painel do Google, o usuário abre o Opera Mobile 9.5 para navegar na web de uma forma muito mais decente do que com a versão móvel do Internet Explorer. A vantagem do Opera é exibir as páginas em seu aspecto original e ampliar áreas para a leitura com o toque do dedo sobre a tela, no melhor estilo Safari. Para quem se liga em notícias por RSS, a Sony Ericsson mantém a tradição de valorizar esse recurso em seus aparelhos 3G. No Opera, a leitura dos feeds é feita pelo Google Reader. Outra opção é colocar os feeds num dos painéis Sony Ericsson. A única coisa chata é que aí a inscrição dos feeds é feita manualmente. É preciso entrar no endereço do RSS pelo IE, copiar a URL e entrar nas configurações do painel para adicionar o feed.
Como todos os aparelhos mais sofisticados da marca, os recursos de multimídia do X1 são bem decentes. O player é o Windows Media Player, mas, por meio de um dos painéis personalizáveis, dá para explorar o conteúdo multimídia via touch screen no melhor estilo Sony. Os menus seguem o visual e o padrão de navegação adotados no PlayStation 3, nas novas TVs Bravia e nos Blu-ray e DVD players da Sony.
Um fato a ser festejado é o conector P2 para fones de ouvido. Mesmo nos celulares da linha Walkman, a Sony Ericsson insiste em usar conectores de um formato proprietário, o que obriga, no mínimo, o uso de um adaptador para que o usuário possa ouvir música com seu fone favorito. Todos os principais formatos de música (MP3, WMA, AAC) são suportados. No caso de vídeo, ele toca MPEG-4 e WMV. O ideal seria reproduzir também DivX e XviD.
Com fotos, a câmera de 3,2 MP e menus semelhantes aos das máquinas da linha Cyber-shot até se defende bem. Só não espere grande agilidade para clicar ou mesmo para alterar as configurações, o que é feito via touch screen.
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Nos testes do INFOLAB, a configuração de hardware do X1 mostrou-se capaz de oferecer uma boa experiência na exploração dos recursos. Mesmo com vários aplicativos abertos simultaneamente, raramente o smartphone vacilava. Méritos da combinação de processador de 528 MHz e dos 256 MB de memória RAM. O espaço para armazenamento (280,84 MB livres) é pouco para quem pretende aproveitar o X1 como player de música e vídeo. Mas aí basta adicionar um cartão microSD com mais memória para resolver a questão.
Nos testes de duração de bateria realizados pelo INFOLAB, o X1 suportou pouco mais de seis horas (366 minutos) de uso em chamada.
Segundo a Sony Ericsson, o X1 começa a ser vendido em janeiro. Desbloqueado, vai custar 2 999 reais. Até o final de novembro, Vivo, Claro e TIM não revelaram os preços do aparelho para seus clientes.
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