Nokia E63, um primo pobre bonitinho do E71

Smartphone magrelo tem acabamento emborrachado e manda bem no trabalho


Marco Aurélio Zanni, de INFO Online 16 de junho de 2009
Marcelo Kura

E63 E63 E63 E63 E63
Leia também:
E63
  • Nokia
    Pesquisa INFO de Marcas - Reputação: Excelente
  • Prós: Tem acabamento bonito, teclado QWERTY confortável e bons recursos de produtividade
  • Contras: Não tem GPS e a câmera é de apenas 2 megapixels
  • Conclusão: Smartphone para o trabalho mais simples que o E71 e com preço razoável
  • Avaliação técnica: 7,7
  • Preço: 579 reais
    Preço médio nos planos de cerca de 100 minutos das operadoras Claro, TIM e Vivo
  • Ficha técnica
    • GSM/3G > Symbian OS 9.2 > 369 MHz > 120 MB ROM > Tela de 2,3” > Wi-Fi > 126 g > Duração da bateria: 304 minutos (voz)
Os velhos smartphones da Nokia com jeitão de calculadora científica deram lugar a aparelhos leves e fininhos. Aí nasceu o E71, uma poderosa ferramenta de trabalho com um centímetro de espessura. Agora a fabricante trouxe ao Brasil o E63, uma versão mais modesta do aparelho, feita na medida para quem deseja um teclado físico completo, mas vai no máximo enviar mensagens instantâneas, torpedos, acessar e-mail e dar uma navegada pela internet com velocidade decente. Junte esses recursos com o acabamento emborrachado na cor azul, e aí está o chamariz para o público jovem.

No quesito design, é só bater o olho para saber que o irmão menor é mais estiloso. Porém, embora o E71 tenha cara de sisudo, sua construção é mais robusta, com uma chapa de metal na traseira e nas bordas. Já o material usado no E63 é plástico mesmo. O azulzinho é também 0,3 centímetro mais espesso – sim, é uma diferença pequena, mas o suficiente para produzir algum desconforto quando está no bolso da calça jeans. A tela, ruim de brilho, tem o mesmo tamanho: são 2,3 polegadas, com resolução de 320 por 240 pixels, valor dentro do padrão para essa categoria.

Ao ligarmos o E63, a primeira impressão foi a de que ele era bem mais rápido que outros modelos avançados da Nokia, como o N95 8GB. Mas ele usa o mesmo processador (um modelo ARM 11 de 369 MHz) e também roda o sistema operacional Symbian OS 9.2, duas características do E71. O aparelho fica devendo alguns recursos importantes, como o cartão microSD de 2 GB – e, para piorar, a memória interna é de apenas 120 MB. Também fica faltando o GPS, porém, usando a rede celular com a tecnologia de triangulação de antenas, é possível acessar o serviço Nokia Maps. Pelo menos o smartphone está em dia na conectividade, com Wi-Fi no padrão 802.11g e suporte a redes 3G.

Comentários
  • esse celular é muito abissoleto eu queria muito ele mais eu não consegi pq essa merda ja saiu de linha.. por isso eu quero q voces todos vão se fude é voces mesmos q colocaram comentarios dos felizes q tem um e63... vão a merda seus filho da puta vão se fude seus pau no cú... to brabo...=O

    gabriel bittencourtt machado • 05/09/2011 - 04:02
  • esse cel e muito bom mesmo pq ele pega em todas cidades que eu vou...

    gleison souza santos • 27/05/2011 - 11:06
  • Adorei o celular, mas a bateria dura pouco mesmo...

    Diego igor de Oliveira • 18/06/2010 - 17:13
  • esse celular é muito bom!

    Jorge Junior • 23/02/2010 - 14:02
  • e um celular muito nao tenho problemas ainda e facil de usar recomendo

    lucas emanuel • 20/02/2010 - 16:27

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Nokia E63, um primo pobre bonitinho do E71

Marco Aurélio Zanni, de INFO Online

16 de junho de 2009


Os velhos smartphones da Nokia com jeitão de calculadora científica deram lugar a aparelhos leves e fininhos. Aí nasceu o E71, uma poderosa ferramenta de trabalho com um centímetro de espessura. Agora a fabricante trouxe ao Brasil o E63, uma versão mais modesta do aparelho, feita na medida para quem deseja um teclado físico completo, mas vai no máximo enviar mensagens instantâneas, torpedos, acessar e-mail e dar uma navegada pela internet com velocidade decente. Junte esses recursos com o acabamento emborrachado na cor azul, e aí está o chamariz para o público jovem.

No quesito design, é só bater o olho para saber que o irmão menor é mais estiloso. Porém, embora o E71 tenha cara de sisudo, sua construção é mais robusta, com uma chapa de metal na traseira e nas bordas. Já o material usado no E63 é plástico mesmo. O azulzinho é também 0,3 centímetro mais espesso – sim, é uma diferença pequena, mas o suficiente para produzir algum desconforto quando está no bolso da calça jeans. A tela, ruim de brilho, tem o mesmo tamanho: são 2,3 polegadas, com resolução de 320 por 240 pixels, valor dentro do padrão para essa categoria.

Ao ligarmos o E63, a primeira impressão foi a de que ele era bem mais rápido que outros modelos avançados da Nokia, como o N95 8GB. Mas ele usa o mesmo processador (um modelo ARM 11 de 369 MHz) e também roda o sistema operacional Symbian OS 9.2, duas características do E71. O aparelho fica devendo alguns recursos importantes, como o cartão microSD de 2 GB – e, para piorar, a memória interna é de apenas 120 MB. Também fica faltando o GPS, porém, usando a rede celular com a tecnologia de triangulação de antenas, é possível acessar o serviço Nokia Maps. Pelo menos o smartphone está em dia na conectividade, com Wi-Fi no padrão 802.11g e suporte a redes 3G.

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Um smartphone versátil

Exatamente como no E71, as teclas do E63 também ficam juntinhas, dando a impressão de que a tarefa de digitar um e-mail inteiro deve ser maçante. Mas os botões chanfrados facilitam bastante o trabalho e, após poucos minutos de uso, você já está acostumado. No fim das contas, o teclado é tão bom quanto o usado no BlackBerry Bold e não te obriga a ficar mirando os botões com a unha. Os atalhos para home, calendário, contatos e mensagens facilitam ainda mais a vida de quem precisa de agilidade na hora de navegar pelos menus.

Alguns detalhes do celular ganharam um upgrade. A entrada para o fone no formato P2, por exemplo, saiu da lateral e agora fica na parte de cima. É a posição ideal para quem gosta de ficar com o celular no bolso enquanto escuta música. O problema é que a Nokia colocou nesse slot uma capinha minúscula, que pode ser facilmente perdida. Se a sua opção for usar o fone Bluetooth BH-102, que acompanha o produto, você nem sofrerá com isso. Ainda no quesito música, a fabricante piorou uma coisa: o controle de volume, antes na lateral, aqui precisa de duas teclas para ser acionado.

A câmera do E63 também é mais fraquinha que a do E71. Ela tem apenas 2 megapixels, em vez de 3,2 MP. É um bom quebra-galho no dia a dia, mas não agrada quem é mais exigente. Um recurso que não está presente nesse aparelho é o acesso direto a serviços como Flickr, Ovi e Voix, que permitiria enviar as imagens para a web logo depois do clique. Alguns ajustes básicos de cor e brilho também fazem falta. Uma coisa bacana da câmera é que o flash de LED pode ser usado como lanterna. Para isso, basta apertar a barra de espaço por alguns segundos.

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Feito para trabalhar

Nos testes de sincronização de arquivos e contatos, usando o programa Nokia PC Suite, o smartphone mandou muito bem e foi veloz. Nem fez a velha bobagem de trocar os campos do Outlook. Configurar uma conta de e-mail também é facílimo, pois um assistente dá aquela força na hora de cadastrar o endereço. Porém, a atualização da caixa de entrada foi bem lenta, mesmo quando estávamos conectados a um link rápido, via Wi-Fi. Resumindo, o aparelho é mais chatinho que um BlackBerry para mexer numa caixa postal, mas é competente.

Entre os outros recursos que melhoram a produtividade do E63 está o QuickOffice, que abre e edita documentos de texto, planilhas e apresentações. Também há um leitor de PDF, compactador de arquivos e até dicionário – é possível baixar conteúdo referente a diversas línguas pelo site da Nokia. Um recurso importante para quem trabalha com o smartphone é a criptografia de dados gravados na memória ou num microSD. Colocando o cartão em outro celular, não é possível acessar o conteúdo protegido sem a chave de acesso.

O navegador da Nokia não tem nada de espetacular, mas funciona bem. Ele suporta o Flash Lite 3.0, para acessar sites de vídeo como o YouTube. E um pequeno cursor faz o seu passeio pelas páginas, pulando de link em link. Se ajustasse as colunas à tela do celular, aí seria bem bacana. Mas nossa maior decepção com o smartphone foi em relação à bateria de lítio polímero. O uso dessa tecnologia não se traduz em boa durabilidade – o aparelho aguentou apenas 304 minutos durante chamadas, enquanto a autonomia do E71 havia superado os 600 minutos.

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Observação: O preço do aparelho foi atualizado no dia 07/12/2009.