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Smartphones

Motorola Razr ataca com hardware versátil

Aparelho tem corpo elegante, resistente e ótimos recursos

Por Cauã Taborda, de INFO Online
• 12 de dezembro de 2011
Foto: Rafael Evangelista
Avaliação
8.9 /10
1999.00 reais
razr razr razr razr razr

nossa avaliação

prós Android mais customizado do mercado. Boa configuração e várias opções de uso. Câmera de qualidade e saída HDMI 1080p
contras Duração de bateria; tela com matriz PenTile; maior que outros modelos de 4,3"
conclusão Aparelho versátil, resistente e com hardware suficiente para brigar com os concorrentes

ficha técnica

  • 3G
  • Android 2.3
  • Cortex A9 1,2 GHz dual-core
  • 16 GB + microSD
  • Tela de 4,3”
  • 8 MP
  • 127 g
  • 8h32min de bateria (voz)


Para relançar a linha Razr, a Motorola caprichou. Com tela de 4,3 polegadas, o Razr reúne as melhores características de outros dois aparelhos da empresa, o Atrix e o Milestone 3. O smartphone roda Android 2.3 com agilidade e sem engasgos graças a um processador dual core. Nos testes do INFOlab, o chip se mostrou inferior ao do Samsung Galaxy S II, mas não decepcionou. Entre as novidades estão o Motocast, aplicativo que acessa pela internet arquivos do PC (músicas, fotos, vídeos e documentos) e um adaptador que transforma o celular em uma espécie de netbook para ser usado na TV. A câmera de 8 megapixels com flash LED faz fotos e vídeos de ótima qualidade.

Seria quase impossível não começar o review do Razr por sua construção física. A carcaça que tem acabamento com fibra de Kevlar (material resistente utilizado em coletes à prova de balas) e Gorilla Glass na tela é elegante e ao mesmo tempo inusitada. O Razr é um aparelho fino. Quase todo seu corpo tem 0,7 centímetros de espessura, com exceção de uma parte mais grossa onde fica a câmera, que mede 1,1 centímetros.

À primeira vista a quebra no design parece incômoda e desagradável aos olhos. Mas ao contrário do que se espera, ela não gera nenhum incômodo durante o uso do aparelho. A pegada pode ser desconfortável e um tanto desajeitada no início, mas nada que o usuário não se acostume rapidamente. Medindo 6,9 centímetros de largura e 13 centímetros de altura, o Razr é grandalhão se comparado à maioria dos smartphones com tela de 4,3 polegadas, inclusive o Galaxy S II, da Samsung.

A opção por um corpo sólido único traz o inconveniente da troca de bateria. Caso haja algum problema a troca só pode ser feita por uma assistência técnica. O outro lado da moeda é uma preocupação menor com partes quebráveis. Mesmo com o reforço aos impactos e riscos, o Razr não é dos mais resistentes à água, já que as conexões P2, microUSB e microHDMI ficam sempre expostas na parte superior do aparelho.



A face frontal é ocupada pela tela SuperAMOLED com 540 por 960 pixels. Isso garante uma maior quantidade de pixels em relação ao Galaxy S II, mas ao contrário dele, o Razr utiliza a antiga matriz PenTile. Por outro lado, a tela do Razr entrega uma densidade maior. São 225 ppi (pontos por polegada) contra 217 ppi para o Galaxy S II. Se colocadas lado a lado, a tela do Galaxy S II de fato oferece imagens com mais definição, mas a diferença é muito sutil. No aspecto geral, definição das cores e principalmente velocidade, a tela do Razr oferece uma excelente experiência. No canto superior, deslocada para o lado direito da tela há uma câmera de 1,3 MP para videochamadas. Na parte inferior há os quatro botões sensíveis ao toque tradicionais do Android (menu, home, voltar e pesquisa).

A Motorola acertou. O Razr V3 marcou toda uma geração e se tornou rapidamente um ícone de design e um dos aparelhos mais vendidos em todo o mundo. Com a nova versão a empresa faz justiça ao antecessor e entrega um hardware elegante, com um corpo sólido e bastante resistente.

A nova interface, que surgiu com o Atrix e se desenvolveu no Milestone 3 ficou ainda mais interessante no novo aparelho. Com ícones, padrões de cor e fontes redesenhadas, há diversos efeitos nas transições de tela, como se os painéis estivessem dispostos em diferentes ângulos, dando uma impressão 3D. A principal mudança foi feita na tela bloqueada. Ao contrário do que se vê em outros smartphones com Android, o Razr traz três opções: desbloquear, colocar no modo silencioso e ativar a câmera. Dessa forma é muito mais simples registrar uma imagem ou vídeo com velocidade, ou mesmo interromper uma chamada inconveniente.

Além da troca de arquivos por DLNA com dispositivos compatíveis, o Razr conta com o Motocast. Após instalar o software no PC, é possível acessar os vídeos e músicas armazenados na máquina pela internet, fazendo streaming. Desse modo o usuário pode ouvir suas músicas sem que elas sejam transferidas para o aparelho. Para que isso funcione corretamente é necessário configurar o aplicativo na máquina e selecionar as pastas que serão sincronizadas, além de manter o PC conectado o tempo todo. O Motoblur, serviço que reúne todas as informações do usuário e pode, entre outras coisas, fazer backup de dados do usuário ficou menos irritante. O Motoblur também reúne atualizações de redes sociais.



Ao conectar o Razr em uma TV o aparelho mostra sua versatilidade. A saída microHDMI exibe imagens em 1.080p na TV de duas formas: como uma central multimídia ou como uma lapdock. Assim como no Motorola Atrix ligado ao seu acessório que imita um notebook, o Razr se transforma em um verdadeiro netbook com navegador Firefox e acesso completo aos aplicativos e recursos do aparelho. A tela é convertida em um gigante mouse ou teclado qwerty, facilitando a navegação e edição de documentos no QuickOffice, por exemplo.

A interface de central multimídia é interessante e garante acesso rápido à coleção de vídeos, fotos e músicas. A reprodução de arquivos na TV ocorre sem grandes problemas. O aparelho é compatível com os formatos MP3, AAC+, WAV, WMA e Real Audio 10 para áudio e MP4, H.263, H.264, WMV e RMVB para vídeo.





A câmera de 8 megapixels e flash LED faz boas fotos. A resolução máxima de 3264 por 2448 pixels, aliada a uma interface simples e gravação de vídeo em 1.080p a 30 quadros por segundo garantem versatilidade na hora de registrar imagens. Em ambientes externos e bastante iluminados a qualidade das imagens é excelente, com boa fidelidade nas cores e ajuste de branco na medida correta. O modo macro (fotos de objetos próximos) merece destaque. Em ambientes pouco iluminados, o ruído se torna aparente em boa parte das imagens e a qualidade cai, mas nada muito prejudicial.

Mesmo com excelentes resultados, resultado geral da câmera fica abaixo do obtido com o Galaxy S II e iPhone 4S, principalmente na gravação de vídeo e situações cenas com pouca luminosidade.

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comentários

  • Bom, já que a Motorola não entende meu problema fiz um vídeo explicando. Depois de 16 dias na assistência, recebo meu celular com o mesmo problema... creio que eles não fizeram nada. Quem tem que correr atrás é o consumidor, eles não fazem nada por você. Alguém tem alguma ideia do que possa ser?

    Carlos Castilho Azevedo Jr. • 29/01/2012 - 12:49
  • [CONTINUANDO...] Essa última é a mais estranha e quando começou a acontecer em casa achei que era o modem/roteador. Como tenho um roteador que também é novo, um Linksys by Cisco – WAG120N (modem e roteador wireless), achei que era problema do mesmo, em apenas 2 telefonemas ao suporte CISCO trocou por um novo. Abro um parêntese aqui para a CISCO que além de nem pedir nota fiscal, ou seja, toda aquela burocracia normal que temos que passar para fazer a troca, até agora está tentando entender porque isso acontece, me ligou várias vezes já. Defino a Cisco mais ou menos assim: “O problema é no Modem? Mande que nós trocamos”. Simples assim. Já a Motorola… Quando começou a dar problema eu abri um suporte pelo contato do site na Motorola e na Cisco, antes disso a GVT também já tinha sido acionada, pois achava que o problema era da Internet. Sabendo que não era a internet entrei em contato com a Cisco, em alguns testes eles falaram que era a internet… Peguei o modem e fui à casa de uma amiga que a internet nunca cai e liguei pra Cisco novamente… O problema aconteceu novamente e eles falaram, mande pra trocarmos. Quando chegou o novo modem liguei, configurei e a rede caiu novamente… Fiquei pensando: “-que diabos é isso”. Desliguei tudo na casa e fui ligando item por item, quando liguei a wireless do Motorola Razr, BUMMM… Caiu tudo. Realmente o Motorola Razr é o mais poderoso (rs). Creio que fiz isso em várias redes, pois em várias redes que tentava conectar eu nunca conseguia, e chingava as redes wireless dos shoppings, bares e restaurantes que frequento. Sem saber que era o Smartphone. Após 9 dias a Motorola respondem o meu e-mail de contato no site dizendo para eu ligar pra eles ou levar em uma assistência. Liguei primeiro, pois tinha visto uma atualização de software no site da Motorora. Uma atendente não muito simpática, nem conhecia o aparelho direito, pois tive que ajuda-la para darmos um reset e voltar as configurações de fabrica. Após alguns testes e nada, a rede caia. Levei na assistência que disse que “iriam fazer uma atualização de software”… fizeram e o problema ainda acontecia. Meu celular foi pra fabrica e ficarei mais ou menos 30 dias sem ele… Abro um outro parentese aqui: “-O atendimento da Morotola é muito ruim, estão pouco se lixando para o consumidor. Escrevo isso comparando a CISCO, pois esses sim respeitam o consumidor!”. Pensei que um smartphone dar problema na principal função dele que é se conectar a internet era coincidência… Tenho uma amiga que comprou também o Motorola Razr, só que o problema dela é diferente, ela não conecta na rede 3G. Enfim, estou aguardando os próximos capítulos... parece que hoje em dia, nós consumidores, é que estamos testando os produtos que compramos.

    Carlos Castilho Azevedo Jr. • 24/01/2012 - 13:50
  • O Smartphone mais poderoso do momento não durou um mês sem dar problema em minha mão. Estava satisfeito com a compra do meu Motorola Razr, um smartphone espetacular que não deixa nada a desejar. Cores vibrantes, rapido, a função smart actions ajuda muito na duração da bateria. Reforço que a maior dúvida ao comprar esse aparelho era a duração da bateria, pois muito se fala dela em alguns sites de reviews pelo mundo, até agora não fiquei na mão, assim como Motorola Atrix, Samsumg Galaxy S e o Nokia N95 8GB que já experiência de uso, todos tem que ser carregados diariamente e é sempre bom ter um carregador veicular, no caro so Razr já acompanha. É um smatphone pra quem tem mãos grandes mesmo, creio que uma pessoa com pequenas mãos sinta-se desconfortavel. Pra mim é o tamanho perfeito, é possível ler um arquivo PDF, um livro, navegar na internet e assistir um video no youtube perfeitamente com legendas. Coube perfeitamente em todos os bolsos de minhas calças (rs). Seu design também é inclivel, gosto da Apple, mas ao colocar o Razr ao lado de um iPhone 4s fiquei bem feliz ao perceber que o Razr é maior, mais bonito e com cores mais vibrantes e que fiz a escolha certa. MAS... o smartphone mais poderoso do mundo Motorola Razr XT910 não durou um mês sem dar problemas em minha mão. Qual o problema? Simplesmente quando ligo o botão do wireless o mesmo começa a reiniciar desesperadamente a todo minuto OU derruba a rede toda.

    Carlos Castilho Azevedo Jr. • 24/01/2012 - 13:49
  • Estranho... Todos os outros que li, colocam o Razr como tendo uma camera MUITO melhor que a do Galaxy S2... Tanto em fotos quanto em Vídeos FullHD.

    Thiago Henrique • 21/12/2011 - 01:06
  • Hardware encaprichado, mas não muito diferente do Galaxy SII, é questão de você escolher qual marca prefere: Samsung ou Motorola: O primeiro já tem mais tempo no mercado e arrasou, sendo assim você consegue mais e melhores acessorios e também mais materias na internet sobre seu aparelho (atualizações e mais). O segundo e mais bonitão... A decisão é sua...

    Julian Aude • 13/12/2011 - 18:52
  • Três palavras: MOTOFAIL NUNCA MAIS!!!

    Luiz Filipe Kruger de oliveira • 12/12/2011 - 22:27
  • Tenho um Razr. Achei melhor que o Galaxy SII .O android parece mais amigavel no motorola , esquenta menos que o samsung e possui aplicativos mais interessantes, como o MotoCast citado na reportagem e o MotoPrint , que serve para sincronizar impressoras em rede através do WI-FI. Enfim, traz praticidade e elegância, juntando o que há de melhor atualmente em Smartphones. Por isso foi a minha escolha na hora de trocar meu Milestone 1.

    Danilo Bonassi • 12/12/2011 - 19:07
  • Ou seja ainda não e melhor que o Galaxy S2, quando sera que vão liberar 4.0 para eles???

    Evandro Pereira Barbosa • 12/12/2011 - 18:27
  • Parabens pelo Review

    Maurício- Merika • 12/12/2011 - 18:11

comente

10 Impecável. O produto é perfeito. Não há nada a ser melhorado.
9,0 - 9,9 Ótimo. Qualidade excepcional. É difícil, mas não impossível, aperfeiçoar alguma coisa.
8,0 - 8,9 Muito bom. Satisfaz as necessidades do usuário e é bastante superior à média do mercado.
7,0 - 7,9 Bom. Atende bem às necessidades do usuário, embora tenha alguns pontos fracos.
6,0 - 6,9 Médio. Seus pontos fortes superam as falhas e ele atende à maioria das necessidades.
5,0 - 5,9 Regular. Pode ser uma solução satisfatória para alguns usuários.
4,0 - 4,9 Fraco. Embora possa ser útil em algumas situações, o produto tem problemas substantivos.
3,0 - 3,9 Muito Fraco, As falhas são graves, anulando os eventuais pontos fortes.
2,0 - 2,9 Ruim. Não há atrativos a destacar; só pontos fracos.
1,0 - 1,9 Bomba. O produto é tão ruim que é difícil achar utilidade para ele.
0 - 0,9 Lixo. Você não deve aceitar esse produto nem de graça.
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