Motorola DEXT, o Android da geração YSmartphone integra todas as redes sociais numa tela e tem teclado físico grandão
Marco Aurélio Zanni, de INFO Online 26 de outubro de 2009
Marcelo Kura
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DEXT
O trunfo do smartphone está em combinar a nova interface MOTOBLUR com um hardware forte e bonito, que inclui um teclado físico dos bons para quem não se dá tão bem com o touch screen na hora de escrever e-mails, mensagens instantâneas e os tuítes da vida. Se tudo isso é geração Y demais para o seu gosto, basta jogar os widgets na lixeira ou nem digitar usuário e senha para fazer o login nessas redes. Aí é como se o modelo rodasse um Android comum, porém com visual personalizado. O DEXT não tem nada de inovador em seu formato, mas cumpre com elegância o papel de celular sensível ao toque com teclado físico – aliás, é o primeiro disponível no Brasil com Android e QWERTY. E certamente é melhor do que o HTC G1, por causa das teclas confortáveis, mas também por ter mecanismo slider forte, assim como toda a construção. Nossa maior reclamação vai para o desempenho fraco, causado pela restrição de instalar programas somente na memória interna de 512 MB. Comentários
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Se o lema desta geração é “tudo ao mesmo tempo, agora, demorou”, a Motorola acertou em cheio na interface do DEXT. O primeiro aparelho da fabricante com Android dá aquele tapa no sistema operacional do Google, integrando os contatos de todas as redes sociais das quais você faz parte. Algo um tanto caótico para quem não quer entrar 10 vezes por dia no Facebook, mas uma verdadeira mão na roda para quem precisa ser multitarefa no celular e está disposto a gastar 1.019 reais.
O trunfo do smartphone está em combinar a nova interface MOTOBLUR com um hardware forte e bonito, que inclui um teclado físico dos bons para quem não se dá tão bem com o touch screen na hora de escrever e-mails, mensagens instantâneas e os tuítes da vida. Se tudo isso é geração Y demais para o seu gosto, basta jogar os widgets na lixeira ou nem digitar usuário e senha para fazer o login nessas redes. Aí é como se o modelo rodasse um Android comum, porém com visual personalizado.
O DEXT não tem nada de inovador em seu formato, mas cumpre com elegância o papel de celular sensível ao toque com teclado físico – aliás, é o primeiro disponível no Brasil com Android e QWERTY. E certamente é melhor do que o HTC G1, por causa das teclas confortáveis, mas também por ter mecanismo slider forte, assim como toda a construção. Nossa maior reclamação vai para o desempenho fraco, causado pela restrição de instalar programas somente na memória interna de 512 MB.
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O Motorola DEXT mistura todos os contatos do telefone e da internet numa só tela e mostra as atualizações deles no Facebook, MySpace, Twitter, Picasa, Photobucket e Last.fm. As mensagens enviadas diretamente a você, seja por torpedo, e-mail ou qualquer uma dessas redes, aparecem num outro widget. Também existe uma espécie de post-it virtual, no qual é possível digitar uma mensagem pessoal. Automaticamente, esse texto vai para todas as redes. Nada disso dá trabalho, pois na primeira vez em que o aparelho é ligado, aparece uma lista com todos os serviços e espaços para colocar logins e senhas.
O mesmo conceito é usado no leitor de feeds RSS. Você pode colocar as notícias de um site específico num widget e clicar nele para abrir título e chamada para o texto. Com uma deslizada de dedo para o lado, aparece a próxima notícia. Dá para inserir várias dessas caixinhas, uma para cada fonte de conteúdo. Os widgets de previsão do tempo, barra de busca do Google, e-mail e tocador de música, por exemplo, continuam disponíveis e até melhorados, em relação às versões anteriores do Android.
Para caber tudo isso na tela, a Motorola aumentou o número de áreas de trabalho do sistema operacional de três para cinco. Para quem realmente usa todas essas redes várias vezes ao dia e não quer ter o trabalho de acessar os sites de notícias, a interface do DEXT pode funcionar. Mas quem se comunica somente por e-mails, mensagens instantâneas e telefone, vai achar a solução da Motorola um tanto confusa. Ela exibe muitas informações de uma só vez e exige que seu cérebro funcione na mesma freqüência alucinada.
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Em comparação com os celulares sensíveis ao toque e sem teclado, o DEXT é muito pesado (tem 165 gramas, enquanto o Samsung Galaxy, por exemplo, tem 116 gramas). No bolso, incomoda um pouco pelo peso e pela espessura de 1,6 centímetro. Bonito, o telefone tem laterais num material cromado, que parece resistente, e a tampa da bateria possui uma textura legal e agradável na empunhadura.
A tela de 3,1 polegadas não é das maiores e mais legais para se assistir vídeos, mas tem ótimos níveis de brilho e definição. Sua resolução máxima é de 480 por 320 pixels. Capacitiva, ela responde bem aos toques com o dedo ao rolar listas e páginas na internet. O acelerômetro faz o display girar automaticamente quando se abre o teclado ou se coloca o aparelho na horizontal, mas aí o espaço para deslizar o dedo para cima e para baixo pode ficar limitado. O melhor, nesse caso, é usar o botão físico direcional.
Quando fechado, o smartphone exibe apenas aquelas teclas básicas: na frente, há uma para ir à tela inicial, uma para voltar e uma para acessar o menu. Existem ainda um controlador de volume, uma entrada microUSB para carregar a bateria e sincronizar arquivos, além de uma conexão P2 para fones de ouvido na parte de cima. Numa lateral fica o botão de disparo da câmera e o responsável pelo bloqueio da tela. Nossa reclamação vai para o slot do cartão microSD, localizado abaixo da tampa da bateria.
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Com todas essas áreas de trabalho e o monte de widgets atualizados em tempo real, era de se esperar que o DEXT não fosse dos mais rápidos. E ele realmente fica devendo performance na hora de abrir aplicativos. Mas o maior problema é que só dá para instalar programas na memória de 512 MB – o cartão de 2 GB serve apenas para armazenar documentos. O resultado é uma lentidão incômoda quando o celular está cheio de conteúdo baixado pelo Android Market. (Detalhe: a versão que vai para as lojas, segundo a Motorola, terá cartão de 8 GB, embora tenhamos testado um aparelho com microSD de 2 GB.)
A configuração segue aquele roteiro básico dos bons smartphones: tem Wi-Fi, 3G e GPS. O Google Maps já vem instalado e se aproveita bem da bússola para ajudar na localização. Porém, fica faltando um programa para dar indicações a cada curva. A navegação na internet é pelo browser baseado no webkit, assim como em todos os modelos com Android já testados por nós.
As interfaces de reprodução de música e vídeo também são idênticas às já vistas nos outros celulares com Android. Simples, mas bonitas, elas exibem as capas dos discos enquanto os arquivos estão tocando. A qualidade do som nos alto-falantes externos não decepciona, mantendo um nível baixo de distorção. A câmera de 5 megapixels é muito boa para fotos e vídeos, exibindo cores naturais e pouco ruído, mas fica devendo um flash. Destacam-se alguns recursos úteis, como foco automático e balanço de branco.
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Para quem deseja usar o Motorola DEXT no trabalho, o smartphone permite a configuração de contas pessoais de e-mail com POP3 e também sincroniza com as corporativas, por meio do Outlook Web Access – o calendário também vem junto, misturando as entradas de Gmail e Outlook. O aparelho vem com o Quickoffice pré-instalado na versão básica, que serve apenas para ler arquivos do Excel e do Word, mas não para editá-los.
Nos testes realizados pelo INFOLAB, outro aspecto a se destacar no celular é a excelente duração da bateria. Em chamadas de voz, ela conseguiu manter o aparelho ligado por 610 minutos, ou seja, mais de 10 horas. Confira, no gráfico abaixo, o desempenho do modelo em relação a alguns concorrentes:
Duração da bateria (em minutos)
Barras maiores indicam melhor desempenho
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Observação: O preço do aparelho foi atualizado no dia 07/12/2009.