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Smartphones

Defy+ é o Motorola blindado

Aparelho ousa ir aonde nenhum smartphone jamais esteve

Por Leonardo Veras, de INFO Online
• 8 de dezembro de 2011
Foto: Rafael Evangelista
Avaliação
7.9 /10
1119.00 reais
defymais defymais defymais defymais

nossa avaliação

prós Extremamente resistente; melhoria do processador em relação ao modelo anterior; vem com uma das versões mais recentes do Android;
contras Câmera abaixo da média; gravação de vídeo em 480p;
conclusão O Defy+ é fraco no quesito multimídia, mas compensa esse defeito com um bom desempenho geral e uma das carcaças mais resistentes do mercado;

ficha técnica

  • 3G
  • Android 2.3.4
  • OMAP 3620 1 GHz
  • 2 GB + 8 GB (microSD)
  • Tela de 3,7"
  • Wi-Fi n
  • A-GPS
  • Câmera de 5 MP
  • 111 g
  • 5h00min de bateria


Sempre teve vontade de atender uma chamada sem se preocupar com a chuva? Gostaria de levar o telefone para um passeio nas dunas? Então o Defy+ foi feito para você. No final de 2010, a Motorola desafiou os limites físicos dos smartphones com o resistente Defy. Um ano mais tarde, o ousado aparelho retorna com um nome significativo: Defy+. O “+” se refere, basicamente, a uma atualização do sistema e a mais poder de processamento. De fato, enquanto primeiro Defy não era muito mais que um basicão com um extra interessante, o novo Defy+ está em pé de igualdade com outros smartphones intermediários, mesmo desconsiderando o fator da resistência.

Mas sejamos específicos quanto à durabilidade: o código IP do Defy+ é 67. Esse número determina o grau de proteção de um eletrônico segundo padrões internacionais. No caso, o “6” significa que esse smartphone é vedado contra resíduos sólidos como poeira e areia. O número “7”, por sua vez, garante que o Defy+ não vai se afogar mesmo depois de imerso na água a uma profundidade máxima de 1 metro por até meia hora.



Já o reforço da tela vem na forma de uma camada de Gorila Glass, resistente a riscos. Quanto ao resto do corpo, basta olhar para os parafusos à mostra nas laterais para perceber como a Motorola colocou solidez acima de qualquer outra preocupação com o design. Ainda assim, a armadura do Defy+ não o transformou em um trambolho. Ele é até compacto (5,9 x 10,7 x 1,3 cm) e pesa apenas 111 g.

Claro, nada disso significa que você vai poder checar suas mensagens no meio de um mergulho de profundidade no Pacífico. O objetivo da proteção é evitar as consequências de um acidente corriqueiro. De qualquer maneira, quando comparado à concorrência, é evidente que o Defy+ está bem posicionado na escala Mohs de smartphones durões.

Toda essa blindagem de tanque envolve um motor de carro convencional. O sistema nervoso do Defy+ é baseado em um OMAP 3620 que, apesar de não ser o melhor que a Texas Instruments tem a oferecer, é um tremendo upgrade em relação ao Defy. Esse system-on-a-chip integra um processador ARM Cortex-A8 (um núcleo com 1 GHz de clock) e uma unidade de processamento gráfico PowerVR SGX530 (uma versão mais modesta da GPU também utilizada pelo A4). No campo da memória, há 512 MB de RAM.

Há um verdadeiro abismo separando o Defy+ do Defy em termos de performance. Quando rodamos o benchmark de desempenho geral Quadrant no Defy, ele obteve 1070 pontos. O mesmo teste rendeu 1913 pontos ao Defy+, um salto de pouco mais que 78,78%.



No entanto, resultados de benchmarks são como a sinopse de um romance: não passam de uma visão superficial, útil para comparações igualmente superficiais. Felizmente, no caso do Defy+, a boa pontuação é coerente com a boa experiência de uso. O Android está com uma interface gráfica bem simples nesse aparelho (mais sobre isso adiante), o que alivia a carga sobre o hardware. Em geral, o Defy+ é uma embarcação confiável o suficiente para navegar por grande parte dos oceanos da internet. Mas avistar a flecha verde que indica elementos em Flash pode ser como observar nuvens negras no horizonte: é melhor se preparar para um pouco de turbulência.

A lista de conexões também não surpreende. Os 2 GB de armazenamento interno podem ser complementados com um cartão microSD. Na parte externa só encontramos uma P2 para fone e uma microUSB mesmo. De resto, ele possui os recursos que são imprescindíveis para qualquer smatphone: Wi-Fi n, Bluetooth (2.1+EDR), 3G e A-GPS. Quando fizemos streaming de mídia para uma TV da Samsung, o DLNA começou a funcionar com rapidez e facilidade. Encerrar a sessão foi mais complicado: tivemos que forçar o fechamento do aplicativo pelo gerenciador de tarefas.

Quem já brincou com o RAZR ou com o Milestone 3 vai reconhecer no Defy+ uma versão mais recatada da interface Motoblur. A maioria dos efeitos cosméticos se perdeu na transposição, mas isso é compreensível dada a diferença de hardware desses aparelhos. A UI roda em cima de uma das versões mais recentes do Gingerbread (Android 2.3.4) e trata-se de uma customização razoável. Ela oferece alguns truques que tornam a interação com o sistema mais ligeira, como a possibilidade de organizar aplicativos em grupos ou a de criar perfis de área de trabalho para situações específicas.

O Motoblur também facilita a vida de quem vive nas redes sociais ao integrar serviços como Facebook e Twitter em uma única interface. Se você prefere algo menos virtual, o aplicativo CardioTrainer ajuda a programar seções de corrida com o uso do calendário e do GPS. Já o QuickOffice se limita a exibir os documentos do Word, do Excel e do PowerPoint. Só é possível editar esses arquivos depois da compra da versão completa do aplicativo.

Além de possuir um gerenciador de aplicativos razoavelmente acessível, o Defy+ suporta uma função clássica dos aparelhos da Motorola: o Moto Phone Portal. Essencialmente, esse recurso cria um ponto de acesso via rede sem fio. Ao digitar o IP fornecido pelo smartphone em um browser, o usuário pode ter acesso a dados e arquivos do telefone. No caso do Defy+, o Moto Phone Portal está um tanto desatualizado: o serviço foi otimizado para o Firefox 3 e para o Internet Explorer 7.

Digitar em uma tela de 3,7 polegadas e resolução de 480 x 854 nunca foi uma tarefa fácil, mas a experiência não chega a ser irritante no Defy+. O problema mais grave do teclado é a posição estranha da barra de espaço, que fica à direita. Quem gosta de usar o SWYPE vai se alegrar com a presença de método de escrita. A tela em si também é bem razoável, o que ajuda no uso da interface, mas ela poderia ser um pouco mais brilhante. Por outro lado, melhorar o brilho talvez diminuísse a duração da bateria que, com uma marca de 5 horas de chamada contínua, já é mediana.




No papel, o player do Defy+ deveria ser capaz de reproduzir MPEG-4 e WMV9 em 1080p, mas aqui no INFOlab o aparelho parou no 720p. Fora esse deslize, ele é capaz de reproduzir boa parte dos formatos de mídia mais utilizados, como MP3, WAV, MP4 e H.264. O player de áudio se destaca mais por buscar automaticamente a capa do álbum e outras informações da música que estiver sendo executada. Esse recurso é tão bem pensado que chega a exibir a letra da música sincronizada como em um karaokê.

Se o Defy+ é até aceitável como reprodutor de mídia, seu desempenho como produtor é... Bom, digamos que tirar uma foto de si mesmo com a câmera de 5 MP não vai ajudar a sua autoestima. Ela até lida bem com as cores, mas a resolução é baixa demais e os detalhes se perdem em uma confusão visual. A escassez de pixels é ainda mais grave para os vídeos, que se limitam ao 480p. Nosso engenheiro-chefe, Luiz Cruz, observou que os detalhes das fotos acabam lembrando as pinceladas bem marcadas dos impressionistas. De fato, é preciso a genialidade de um Cézanne para produzir boas imagens com essa câmera.

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comentários

  • Amigos,a resistência da linha Defy impressiona,mas estou com uma dúvida cruel quanto à condição de sua bateria num quesito intrigante..,bem,já que existe uma "borracha"! ou material impermeável no Defy+,como ficaria se uma pessoa ouvisse músicas em MP3 por 1h e meia e depois disso ter sido molhado pela chuva,ou outra coisa parecida.Como ficaria esse contraste?Bateria aquecida pelas músicas e logo após resfriada pela chuva,não causaria a londo ou curto prazo uma corrosão na bateria?abçs, valeu

    Jander • 04/04/2012 - 13:49
  • Decepção. Depois de ler esse artigo aqui nesse site fiquei impressionado com as caracteristicas . ver a propaganda do marcos luque riscando a tela com as chaves me deram a impressão que realmente se tratava de um aparelho realmente robusto. Comprei o meu faz 3 meses e algumas surpresas logo no primeiro dia . O fone de ouvido tem um acabemento primário, sendo uma capinha de borracha que se solta do plug p2 ao desconectar do aparelho. a tal função de melhoria da voz é apenas argumento de marketing pois a qualidade de voz é simplesmente terrivel, dando aspecto de voz metalizada. a ausência de botão dedicado para tirar fotos é totalmente sentida na hora que deseja tirar fotos. realmente tive boas experiências, com acesso aredes sociais e muitas postagens no face/twitter através do mesmo, mas isso eu faria com outro aparelho rodando android que eu já tinha. meu desgosto maior foi no ~utlimo dia 31/12 quando na ÚNICA queda do bolso da camisa meu aparelho trincou a tela. Ué, pensei eu, não era pra ser anti-risco e a prova de tudo? garantia aqui da minha cidade não existe. não há uma rede de assistencia técnica autorizada da motorola local e ao me informar na cidade próxima (150Km a autorizdada) custará mais de 250,00 para trocar a tela. sinceramente. embora com a tela trincada ainda funciona. mas eu não gastarei nenhum centavo. vou comprar outro dispositivo rodando android que na minha modesta opinião é um excelente SisOpe para celulares e tablets mas retornar para motorola, sei não ....

    Franco Fernandes • 04/01/2012 - 11:28
  • ótimo presente pra namorada, se vc não tem tanto medo de estragar seu smartphone numa situação rotineira e não se importa em ter um aparelho bonitinho, indico o milestone 2. tá saindo na mesma faixa de preço e apesar de não dar de 10 à zero eu avaliaria que dá de 9,5 à 8.

    Wiliam Mendes • 15/12/2011 - 02:31
  • Cadê o review do Razr? Na última edição da revista tem um resumo de um review, mas com alguns erros - tela de 4,7" quando na verdade é 4,3"; 8 GB de armazenamento, quando são 16GB. Este review sai até o natal??

    paulofer79 • 11/12/2011 - 16:25
  • coinscidencia, estava agora pela manhã pesquisando pelo review do defy aki na info e algumas horas depois me deparo com esse saido do forno. Estou em dúvida se compro o Defy ou o Milestone 2. Não sou fã da Motorola, mas foram os dois que mais me agradaram dentre tantos que pesquisei. Seria perfeito se existisse a junção dos dois. Um Defy com teclado fisico e que filmasse em HD ou um Milestone 2 com a gorilla glass e resistente a àgua. Já essa história de que se poder dar um upgrade no Defy pro Plus não acredito muito. Será que ele fica mesmo melhor? Também tenho dúvida se pego o Defy ou o Defy+.

    Wiliam Mendes • 08/12/2011 - 15:05
  • coinscidencia, estava agora pela manhã pesquisando pelo review do defy aki na info e algumas horas depois me deparo com esse saido do forno. Estou em dúvida se compro o Defy ou o Milestone 2. Não sou fã da Motorola, mas foram os dois que mais me agradaram dentre tantos que pesquisei. Seria perfeito se existisse a junção dos dois. Um Defy com teclado fisico e que filmasse em HD ou um Milestone 2 com a gorilla glass e resistente a àgua. Já essa história de que se poder dar um upgrade no Defy pro Plus não acredito muito. Será que ele fica mesmo melhor? Também tenho dúvida se pego o Defy ou o Defy+.

    Wiliam Mendes • 08/12/2011 - 15:03
  • ... Na verdade o processador não mudou do Defy para o Defy+ o que acontece é que quando lançado o Defy teve seu poder de fogo reduzido pela Motorola para não criar concorrência interna com o Droid 2. Após o lançamento do Droid 3 eles perceberam que o Defy ainda tinha muito poder de fogo e inventaram essa de Defy+. A central de Processamento no Defy não vem com o TI OMAP 3610 (@ 800 Mhz) como rotulado, o mesmo acontece com o Defy+, a central não é a TI OMAP 3620 (@ 1 Ghz) quando listamos o Hardware em ambos os aparelhos sabemos que temos na verdade um TI OMAP 3630, mesmo processador do Moto Shadow que opera na frequência padrão de 1.2 Ghz, ou seja, mesmo com o Upgrade o Defy+ ainda está em underclock. Se levarmos em consideração que podemos atualizar facilmente o Defy utilizando um sistema alternativo (e bem superior ao da Motorola) como o CyanogemMod, teremos uma versão do Gingerbread ainda mais recente 2.3.7 e com a frequência de operação estacionada em 1 Ghz para ambos os modelos. Tenho um Defy e acabo de rodar o Quadrant, o resultado foi 2015 pontos utilizando a ultima versão do CyanogemMod ... bem melhor do que no Defy+ A única diferença plausível entre as versões fica por conta da bateria, que no Defy é de 1540mAh Ions de Lítio contra 1700mAh Polímero de Lítio presente no Defy+ ... o que lhe confere uma maior autonomia, não que isso possa justificar a diferença de preço entre as versões ! ... Conclusão, Compre um Defy, instale o CyanogemMod e seja Feliz !

    Jaime Criste • 08/12/2011 - 13:47

comente

10 Impecável. O produto é perfeito. Não há nada a ser melhorado.
9,0 - 9,9 Ótimo. Qualidade excepcional. É difícil, mas não impossível, aperfeiçoar alguma coisa.
8,0 - 8,9 Muito bom. Satisfaz as necessidades do usuário e é bastante superior à média do mercado.
7,0 - 7,9 Bom. Atende bem às necessidades do usuário, embora tenha alguns pontos fracos.
6,0 - 6,9 Médio. Seus pontos fortes superam as falhas e ele atende à maioria das necessidades.
5,0 - 5,9 Regular. Pode ser uma solução satisfatória para alguns usuários.
4,0 - 4,9 Fraco. Embora possa ser útil em algumas situações, o produto tem problemas substantivos.
3,0 - 3,9 Muito Fraco, As falhas são graves, anulando os eventuais pontos fortes.
2,0 - 2,9 Ruim. Não há atrativos a destacar; só pontos fracos.
1,0 - 1,9 Bomba. O produto é tão ruim que é difícil achar utilidade para ele.
0 - 0,9 Lixo. Você não deve aceitar esse produto nem de graça.
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