Interface leva Touch Diamond à ponta dos dedosMenus permitem dispensar a stylus para comandar o smartphone touch screen da HTC
Airton Lopes, da INFO 7 de janeiro de 2009
Marcelo Kura
![]() Touch Diamond
A configuração do Touch Diamond é respeitável, com processador de 528 MHz e 256 MB de memória RAM (192 MB disponíveis, considerando os 64 MB alocados para gráficos). Porém, na prática, nem sempre o Diamond responde com presteza aos comandos. Por outro lado, a fartura de espaço para armazenamento de arquivos é um ponto alto. No total, o usuário tem a seu dispor 4352 MB (256 MB + 4 GB) em memória embarcada. Seria ainda melhor se tivesse um slot para cartões de memória. |
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Pilotar smartphones da HTC com LCD sensível ao toque usando os dedos sobre a tela não é novidade desde o primeiro Touch, modelo que estreou a interface TouchFLO. O Touch Diamond traz a evolução desse recurso com a TouchFLO 3D, mais esperta e bonita que a original. Essa impressão positiva sobre a interface é reforçada pela boa resolução da tela de 2,8 polegadas do Diamond (480 por 640 pixels) e o uso de 64 MB de memória dedicada para gráficos.
A configuração do Touch Diamond é respeitável, com processador de 528 MHz e 256 MB de memória RAM (192 MB disponíveis, considerando os 64 MB alocados para gráficos). Porém, na prática, nem sempre o Diamond responde com presteza aos comandos. Por outro lado, a fartura de espaço para armazenamento de arquivos é um ponto alto. No total, o usuário tem a seu dispor 4352 MB (256 MB + 4 GB) em memória embarcada. Seria ainda melhor se tivesse um slot para cartões de memória.
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A interface TouchFLO 3D é mais bonita do que a versão original apresentada no primeiro Touch. Na parte de baixo da tela inicial do Touch Diamond são mostrados os recursos que podem ser acessados via TouchFLO. Para isso, basta pressionar diretamente o item desejado ou deslizar o dedo lateralmente sobre a tela, da mesma forma como passeamos por coleções de fotos no iPhone, para ir alternando entre eles. A rolagem da tela também é feita usando os dedos, mas não de uma forma tão suave quanto no iPhone.
Uma das melhores coisas com o TouchFLO 3D é o acesso ao menu de programas, que pode ser exibido em forma de lista. Até aí, dá para viver muito bem sem a canetinha. Mas é só abrir uma aplicação para que, com algumas exceções, o manuseio com os dedos passe a ficar comprometido. Com boa mira e um pouco de paciência, até dá para encarar o QWERTY virtual apertadinho. Os menus do sistema, maiores e com letras mais encorpadas do que o normal em Windows Mobile também ajudam bastante. O uso do gerenciador de tarefas é um exemplo disso. Porém, procedimentos simples, como posicionar o cursor antes ou depois de uma letra ou palavra dentro de um campo de texto se torna praticamente impossível sem recorrer à canetinha.
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Aliás, o que não falta no Touch Diamond são programinhas espertos. Tem até um editor de MP3 para criar ringtones com as faixas armazenadas nos 4 GB de memória do smartphone. E, claro, vem com a versão de bolso do pacote de escritório Office para lidar com documentos de texto, planilhas e apresentações.
Um dos pontos negativos do aparelho é a autonomia da bateria. Ela durou só 271 minutos nos testes do INFOLAB com o smartphone em modo de chamada.