O HTC Hero mostra seus super poderesTestamos o Android gringo mais badalado. Será ele mesmo um iPhone killer?
Marco Aurélio Zanni, de INFO Online 10 de novembro de 2009
Marcelo Kura
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Hero
Esse aparelho é o irmão maior do Magic e pai da interface HTC Sense, que tem arrancado elogios dos tuiteiros de plantão. O visual dela é muito parecido com a que a fabricante taiwanesa costuma usar em seus smartphones com Windows Mobile. Mas, com Android, os widgets rodam de maneira bem mais intuitiva e divertida. Com dois cliques, uma janela com as últimas atualizações do Twitter já está disponível na área de trabalho. ![]() A proeza do Sense é adicionar vários recursos interessantes ao celular sem torná-lo um Frankenstein. Dá para colocar nas telas principais um relógio personalizado, indicador de temperatura, visualizador de imagens e até a caixa de entrada do seu e-mail. O modelo também facilita a navegação pela internet, organizando seus favoritos numa caixa com ícones grandes. Já os aplicativos que estavam bem resolvidos pelo Android, como o YouTube, continuam com a mesma cara. ![]() Comentários
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Ele não pode voar, nem tem músculos de aço ou visão de raio laser, mas nós desconfiamos que o arsenal de recursos do HTC Hero deixa o cinturão do Batman no chinelo. Com todo o respeito ao homem-morcego e aos demais herois, a interface no capricho para redes sociais, aliada a um hardware parrudo, tela ultra sensível e câmera de 5 megapixels, tem lugar garantido na Liga da Justiça. Mas o smartphone tem duas criptonitas: ele não está à venda no Brasil (no Mercado Livre, custa 1.600 reais) e fica lento quando sua memória está cheia.
Esse aparelho é o irmão maior do Magic e pai da interface HTC Sense, que tem arrancado elogios dos tuiteiros de plantão. O visual dela é muito parecido com a que a fabricante taiwanesa costuma usar em seus smartphones com Windows Mobile. Mas, com Android, os widgets rodam de maneira bem mais intuitiva e divertida. Com dois cliques, uma janela com as últimas atualizações do Twitter já está disponível na área de trabalho.

A proeza do Sense é adicionar vários recursos interessantes ao celular sem torná-lo um Frankenstein. Dá para colocar nas telas principais um relógio personalizado, indicador de temperatura, visualizador de imagens e até a caixa de entrada do seu e-mail. O modelo também facilita a navegação pela internet, organizando seus favoritos numa caixa com ícones grandes. Já os aplicativos que estavam bem resolvidos pelo Android, como o YouTube, continuam com a mesma cara.

|quebra|
Quando foi lançado lá fora, o HTC Hero impressionou por causa dessa interface, que proporciona um nível de personalização inexistente no iPhone. Mas depois disso já surgiram concorrentes à sua altura nesse quesito: para quem gosta de redes sociais, temos o ótimo Motorola DEXT, já para quem deseja um hardware parrudo, o Samsung Galaxy está aí para isso. E o próprio Magic, aqui no Brasil também com o Sense, acertou a mão no design compacto.
Mas em duas coisas o Hero ainda é o melhor Android: tela e acabamento. Seu display capacitivo é quase tão sensível quanto o do iPhone. Deslizar o dedo pelo navegador e digitar textos pelo teclado virtual grandão são experiências bastante agradáveis, assim como ver seus e-mails fazendo movimentos verticais com o dedo para ir à próxima mensagem. Para ser mais divertido, falta apenas um aplicativo mais caprichado para música e vídeo, com a possibilidade de escolher o disco que vai tocar deslizando para frente ou para trás (embora a interface da HTC já dê um belo upgrade no Android padrão).

Tudo o que está em volta da tela de 3,2 polegadas, com resolução de 320 por 480 pixels, é uma carcaça com ótimo acabamento. Sem maldade, mas nem parece HTC, já que aparelhos como o G1 tinham problemas de fragilidade e tamanho exagerado. Aqui o plástico branco parece bastante rígido, e o desenho curvado oferece boa ergonomia. Ele só poderia ser um pouco menor, ou ter bordas arredondadas, para não incomodar no bolso da calça jeans.
|quebra|
Extremamente veloz quando não há muitos aplicativos instalados, o HTC Hero sofre da mesma deficiência dos aparelhos com Android e pouca memória interna: fica meio lento quando os megabytes vão apertando. Ele tem 512 MB de espaço para programas, além de um microSD com apenas 2 GB. Aqui esse problema de agilidade não é tão grave quanto no Magic e no DEXT, talvez por sua memória RAM de 288 MB. Mas ainda aguardamos um Android que não precise apelar para o cartão.
Os aplicativos mais voltados à produtividade são idênticos aos que já detalhamos no review do Magic: o smartphone suporta Microsoft Exchange e tem o QuickOffice para visualizar documentos. Também está presente um configurador de cenas. Você pode escolher papeis de parede diferentes e organizar os ícones de várias maneiras, criando visualizações distintas para os dias de trabalho e para o fim de semana, por exemplo.
Um item melhorado no Hero, em relação ao seu irmão menor, foi a câmera de 5 megapixels. Com foco automático e zoom digital, ela resolve bem nas situações com boa quantidade de luz, mas fica devendo o flash. A próxima evolução que nós aguardamos com ansiedade é o upgrade para o Android 2.0 (o modelo testado roda a versão 1.5), que trará também o novo Google Maps, com orientações de rota curva a curva. Aqui, ele é apenas um mapa com bússola.
Em nosso último teste, uma surpresa negativa. A bateria do smartphone durou 349 minutos durante chamadas de voz, ficando abaixo de todos os modelos com Android disponíveis no Brasil. Confira, no gráfico abaixo, o desempenho de seus concorrentes:
Duração da bateria (em minutos)
Barras maiores indicam melhor desempenho
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