Netbook da HP ganha um belo tapa no design

Primeiro modelo da empresa com Atom, o Mini 1120BR ficou mais charmoso e confortável


Marco Aurélio Zanni, de INFO Online 15 de abril de 2009
Marcelo Kura

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Mini 1120BR Ficha técnica
  • Intel Atom N270 1,6 GHz > 1 GB de RAM > HD de 80 GB > Tela de 10,1” > Wi-Fi g > 1 kg > Windows XP Home > Duração da bateria: 123 minutos
Quando esse negócio de netbook surgiu, cada fabricante correu atrás de fazer o seu, mas quase todos lançaram produtos semelhantes, por dentro e por fora. Foi a HP, com seu Mini-Note PC 2133, quem primeiro mostrou um modelo minimamente confortável e decente nas configurações. Agora que estão aparecendo vários minilaptops sofisticados, como o Sony Vaio P, a empresa sai na frente de novo com o Mini 1120BR, uma versão levíssima, com teclado espaçoso, design caprichado e processador Intel Atom. Sem exageros, é o melhor micrinho dessa enxurrada que já passou pelo INFOLAB.

É claro que a HP também aposta nos componentes de baixo custo, mas não priva a máquina de um acabamento estiloso, com tampa em black piano e desenhos de muito bom gosto. Parece mesmo um Pavilion em miniatura. Mas o grande mérito do netbook é possuir um teclado quase tão confortável quanto o de um laptop tradicional. Seu segredo é utilizar todo o espaço disponível na base. Assim, as únicas teclas mais apertadas são as laterais, como o Caps Lock e o Shift, além da fileira superior de funções. Você não demora mais de dez segundos para se acostumar e sair digitando sem olhar para as mãos.

Embora seja melhor que a média, o acabamento do teclado passa longe do visto num Pavilion, com plástico brilhante mais nobre. Aqui os botões são de um material fosco, sem aquele relevo entre uma tecla e outra, tradicional nos laptops da HP. Porém, no quesito ergonomia, a única reclamação vai para a base reta. Ela pode incomodar um pouco quando você digita por bastante tempo e deixa o punho apoiado sobre a quina. O efeito colateral do tecladão é um touchpad verticalmente estreito. Pelo menos é o suficiente para o cursor andar de um lado para outro, na diagonal, com somente uma passada de dedo.

Comentários
  • comprei um mini hp 1035 para trabalhar com ele pos sou tec.seguranca do trabalho. fiquei muito chateado porque nao consigo um cabo ou adaptador que consiga ligar no meu datashow,aqui na minha cidade.quando comprei pensei que a entrada vga fosse padrao para todos os aparelhos,me senti lesado.
    enviado por: lindyson cunha de souza em 19/06/2010 - 15:18
  • Sou assinante da Info, Agosto/2008 li o artigo de capa Minilaptops, por ser representante comercial e necessitar de portabilidade adquiri um HP 2133, acreditei na marca, muito satisfeito no inicio, agora me arrependo, pois indiquei a muitos amigos e clientes. Sempre aqueceu motivo que para evitar danos trabalhava com ele em cima de dois coolers, agora pesquisando sobre a marca e o modelo no Google o micro esquenta de forma exagerada, danificando a solda BGA em razão do calor excessivo. Isso faz com que o micro "apague" e não ligue mais. Liguei no suporte HP e já passou garantia, me aconselhou a levar a um técnico de minha confiança. Este informou que tem atendido a vários HP 2133 e por isso faria o reparo, mas não daria garantia já que é um problema de PROJETO, teria o problema novamente, sendo assim deveria cotar logo outro equipamento de preferência não da HP, devido ao excesso de problemas de aquecimento em vários de seus modelos. Fazer o que, acabou de dar o problema pela segunda vês em menos de um mês, trabalhando e utilizando com todo o cuidado e critério, me resta apenas divulgar para evitar que outros passem por esta frustração e pesquisar melhor outra maquina. Como assinante Info gostaria de sugerir e até pedir para quando testarem inclusive informar um parecer imparcial sobre este aspecto ligado a projetos e comportamento em uso.
    enviado por: Marco Antonio Franco Saráo em 17/11/2009 - 07:24
  • Gostaria de saber quando sai o review do novo HP MINI 311 Series?
    enviado por: Jason Jean Pierre Veiga em 18/10/2009 - 21:19
  • Também sou professor e fiquei desapontado ao receber o equipamento e ver que não poderia utilizar para o que eu mais queria. Sugiro ao pessoal da INFO que ao fazer os reviews lembrem-se das conexões dos equipamentos. Bom, entrei em contato com a HP e eles me informaram que preciso adquirir uma "dock station", a qual permitirá que eu utilize o minha em minhas aulas. Senti-me lesado por não ter lido nas diversas informações sobre o produto que ele não tinha entrada VGA.
    enviado por: carlos alberto em 16/09/2009 - 15:13
  • Sou professor e tive a infelicidade de comprar um Netebook da HP Mini 1120BR. Para meu espanto, não existe no mercado nacional e penso que no internacional também um cabo para conexão para projetor. Como dar aula sem esse recurso?. O cabo FY828AA, que possui um conector proprio da HP numa ponta para VGA na outra não existe emlugar algum. Varias lojas de representante da HP não sabe informar e nem na internet. Em resumo, professores do meu Pais não compre o Mini 1120br da HP. At, Antonio Braga
    enviado por: Antonio Braga em 25/08/2009 - 12:59
  • A saída de vídeo que é proprietária da HP nesse netbook poderia muito bem ser uma HDMI, como o Dell Mini 10...Aliás, ta na hora de um review sobre ele não? http://www1.la.dell.com/content/products/productdetails.aspx/laptop-inspiron-10? c=br&l=pt&s=dhs&cs=brdhs1
    enviado por: Tiago Cesar da Silva em 19/08/2009 - 12:03
  • Após ler este artigo, resolvi que já estava na hora de aposentar o meu antigo N9005, que deste 2004 me servia como instrumento de trabalho e diversão. Assim, comprei o Mini 1120BR da HP. A diferença de peso é brutal e o bichinho é bem jeitosinho, mas quando fui buscar o cabo para conexão com a TV ou projetor, total decepção. O tal cabo FY828AA, que possui um conector próprio da HP numa das pontas e um VGA na outra não é encontrado em lugar algum, aqui ou lá fora. Nem mesmo a HP sabe informar como é o tal conector. OU seja, se você necessitar d um Netbook para conectar a um projetor, ou TV, não compre o Mini 1120BR da HP.
    enviado por: Carlos C V Cunha em 12/08/2009 - 10:37
  • Sou proprietário de um HP 2133 a 10 meses e estou satisfeito com minha escolha quanto aos modelos disponíveis há um ano. Já a garantia e assistência técnica da HP me deixaram muito decpcionado quando precisei usar. O atendimento telefônico é ineficiente, não é possivel levar os equipamentos a uma assistência técnica e eles não enviam um técnico para diagnóstigo. No final de 40 dias me mandaram um chip de memória para que eu mesmo trocase e devolve-se o defeituoso. O chip veio errado! Hoje acho que disperdicei dinheiro ao comprar um produto mais caro com a marca da HP, pois ela não se dá o valor.
    enviado por: Ali Celestino Martins Santos em 16/07/2009 - 18:56
  • Tô querendo comprar um netbook, mas fiquei sem entender uma coisinha: este Mini 1120BR da HP não aceita conectar aqueles modems 3G das operadoras de telefonia celular para conexão com a internet? Não funciona neste netbook?
    enviado por: MARLISE TORRES PEREIRA em 19/06/2009 - 20:30

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Netbook da HP ganha um belo tapa no design

Marco Aurélio Zanni, de INFO Online

15 de abril de 2009


Quando esse negócio de netbook surgiu, cada fabricante correu atrás de fazer o seu, mas quase todos lançaram produtos semelhantes, por dentro e por fora. Foi a HP, com seu Mini-Note PC 2133, quem primeiro mostrou um modelo minimamente confortável e decente nas configurações. Agora que estão aparecendo vários minilaptops sofisticados, como o Sony Vaio P, a empresa sai na frente de novo com o Mini 1120BR, uma versão levíssima, com teclado espaçoso, design caprichado e processador Intel Atom. Sem exageros, é o melhor micrinho dessa enxurrada que já passou pelo INFOLAB.

É claro que a HP também aposta nos componentes de baixo custo, mas não priva a máquina de um acabamento estiloso, com tampa em black piano e desenhos de muito bom gosto. Parece mesmo um Pavilion em miniatura. Mas o grande mérito do netbook é possuir um teclado quase tão confortável quanto o de um laptop tradicional. Seu segredo é utilizar todo o espaço disponível na base. Assim, as únicas teclas mais apertadas são as laterais, como o Caps Lock e o Shift, além da fileira superior de funções. Você não demora mais de dez segundos para se acostumar e sair digitando sem olhar para as mãos.

Embora seja melhor que a média, o acabamento do teclado passa longe do visto num Pavilion, com plástico brilhante mais nobre. Aqui os botões são de um material fosco, sem aquele relevo entre uma tecla e outra, tradicional nos laptops da HP. Porém, no quesito ergonomia, a única reclamação vai para a base reta. Ela pode incomodar um pouco quando você digita por bastante tempo e deixa o punho apoiado sobre a quina. O efeito colateral do tecladão é um touchpad verticalmente estreito. Pelo menos é o suficiente para o cursor andar de um lado para outro, na diagonal, com somente uma passada de dedo.

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Uma tela de babar

O Mini 1120BR também brilha, literalmente ou não, quando o assunto é sua tela de 10,1 polegadas. Ela tem resolução um pouco diferente da convencional, com 1 024 por 576 pixels, ou seja, é mais achatada. Porém, os aplicativos não ficam distorcidos e não causam nenhuma sensação de estranheza. No fim das contas, o formato só ajuda a deixar a máquina menor e mais fácil de carregar em qualquer bolsa ou pasta.

O display tem brilho e nitidez impressionantes, principalmente quando a máquina está ligada à tomada. Porém, ele mostra reflexos demais em ambientes muito iluminados. Aí é uma escolha da qualidade em detrimento da usabilidade. Em geral, costumamos criticar isso, pois o ideal em netbooks é a boa e velha tela fosca. Afinal, você geralmente usa essa máquina no colo, e não numa posição considerada ideal, bem à frente de seus olhos e com apoio sobre a mesa.

Olhando de longe, a tela parece até aquela usada nos MacBooks mais novos, com uma finura impressionante. Mas é claro que o material não tem a mesma qualidade do alumínio anodizado em peça única. Neste caso, trata-se de plástico comum na tampa, com cobertura em acrílico, em vez do vidro utilizado pela Apple. De qualquer forma, é o melhor acabamento já visto num minilaptop.

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Configuração para o gasto

Se no quesito usabilidade o Mini 1120BR deixa os concorrentes comendo poeira, não podemos dizer o mesmo de seus componentes internos. No geral, a máquina teve uma melhora considerável de desempenho em relação à sua antecessora. Isso graças ao processador Intel Atom N270, de 1,6 GHz, que substitui o modelo da Via. Resultado: aumento de 2 066 para 3 345 pontos no teste de cálculos aritméticos do Sandra Lite.

O problema está na memória, de apenas 1 GB, e no disco rígido de 80 GB. Alguns concorrentes já estão equipados com 2 GB de RAM e a opção por 160 GB é praticamente unânime nos modelos que não usam SSD (Solid State Drive). Na prática, não sentimos lentidão ao rodar aplicativos de escritório, navegar pela internet e assistir clipes ao mesmo tempo. Muito disso por causa da escolha acertada da HP pelo Windows XP Home Edition, abandonando o Vista, muito pesado para um netbook com essa configuração.

Nos testes realizados pelo INFOLAB com vídeos, o resultado foi novamente um dos melhores da categoria. A máquina conseguiu 245 pontos no 3DMark05 e 92 pontos na versão 06 deste benchmark. Durante o uso, notamos que o brilho da tela diminuiu consideravelmente quando o notebook estava fora da tomada, embora o desempenho do processador tenha continuado o mesmo. Ainda no aspecto audiovisual, vale dizer que o som tem boa qualidade, sem distorção nos volumes mais altos, mas é baixo demais e quase não solta freqüências graves. Algumas versões gringas topo de linha dessa máquina vêm com alto-falantes melhores, fabricados pela Altec Lansing.

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Cadê o 3G?

Alguns itens de conectividade fazem o Mini 1120BR perder pontos. O mais notável é a falta do suporte a chips 3G na versão testada pelo INFOLAB. Outro problema são as opções de rede, que usam padrões ultrapassados: a entrada para o cabo RJ45 é Fast Ethernet e a conexão sem fio é 802.11g. Também não deixa de ser estranha a presença de uma saída proprietária para vídeo. Se você quiser ligar um segundo monitor, vai precisar comprar um adaptador para VGA.

Um mal que vem para o bem é a baixa autonomia do netbook quando ele está longe da tomada. Explicando: sua bateria de apenas três células (metade do padrão em minilaptops) durou apenas 123 minutos sob uso intenso em nossos testes, enquanto alguns concorrentes alcançaram até 180 minutos. A vantagem dessa bateria pequena é que a carcaça do micro pesa somente 1 kg e mede 2,5 centímetros de espessura.

Sendo muito chato, ainda é possível apontar outros pontos negativos, como a presença de apenas duas portas USB e a falta de um pacote de programas caprichado, com sistema de inicialização rápida. Mesmo com todos os defeitos de configuração levantados, o preço de 1 699 reais (mais ou menos 300 reais acima da média) não pode ser considerado injusto. Os avanços no design e na usabilidade certamente fazem a máquina valer o quanto custa.