HP Vivienne Tam, o netbook para meninasMinilaptop fashion, 1190BR tem seu charme, mas custa uma fortuna
Marco Aurélio Zanni, de INFO Online 22 de junho de 2009
Marcelo Kura
![]() Mini 1190BR Vivienne Tam
Esse laptop tem exatamente a mesma configuração já avaliada por nós naquela carcaça preta. Na ocasião, achamos que ele era realmente o melhor netbook disponível no Brasil e continuamos com essa opinião – embora tenha surgido, de lá para cá, o Asus Eee PC 1008HA, um concorrente e tanto. Se você deseja atrair holofotes, a versão Vivienne arrasa, com detalhes orientais e ideogramas pintados em dourado, assim como as letras das teclas. Mas o grande mérito do produto é possuir um teclado quase tão espaçoso quanto o de um laptop tradicional. O segredo desse conforto é utilizar toda a área disponível na base. Assim, as únicas teclas mais apertadas são as laterais, como o Caps Lock e o Shift, além da fileira superior de funções. Você não demora mais de dez segundos para se acostumar e sair digitando sem olhar para as mãos. No entanto, a tintura vermelha deixa os botões meio escorregadios e tornam mais difícil a identificação dos botões somente pelo tato. Lembrando que o material usado no acabamento do modelo comum é fosco, e não brilhante. O efeito colateral do tecladão é um touchpad verticalmente estreito. Quem está acostumado a usar notebooks também estranha os botões nas laterais. E aqui, novamente, a tinta prejudica a sensibilidade. Comentários
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Quando chega um netbook por aqui, as meninas da redação já soltam aquele “óóó, que bonitinho”. Agora a HP resolveu apelar ainda mais para a sensibilidade feminina e convocou a estilista chinesa Vivienne Tam, que desenhou uma versão fashion do Mini 1120BR. Em pele de modelo, o 1190BR provocou duas reações no INFOLAB: numa rápida enquete, alguns (poucos) acharam a coisa mais linda e saíram cantando Dancing Queen, do Abba; porém, a maioria definiu o acabamento vermelhão como extravagante, espalhafatoso, escalafobético ou estrambótico. Se é bonito ou feio, decida você. Mas será que vale a pena pagar mil reais mais caro, em relação ao modelo comum? Vejamos.
Esse laptop tem exatamente a mesma configuração já avaliada por nós naquela carcaça preta. Na ocasião, achamos que ele era realmente o melhor netbook disponível no Brasil e continuamos com essa opinião – embora tenha surgido, de lá para cá, o Asus Eee PC 1008HA, um concorrente e tanto. Se você deseja atrair holofotes, a versão Vivienne arrasa, com detalhes orientais e ideogramas pintados em dourado, assim como as letras das teclas. Mas o grande mérito do produto é possuir um teclado quase tão espaçoso quanto o de um laptop tradicional.
O segredo desse conforto é utilizar toda a área disponível na base. Assim, as únicas teclas mais apertadas são as laterais, como o Caps Lock e o Shift, além da fileira superior de funções. Você não demora mais de dez segundos para se acostumar e sair digitando sem olhar para as mãos. No entanto, a tintura vermelha deixa os botões meio escorregadios e tornam mais difícil a identificação dos botões somente pelo tato. Lembrando que o material usado no acabamento do modelo comum é fosco, e não brilhante. O efeito colateral do tecladão é um touchpad verticalmente estreito. Quem está acostumado a usar notebooks também estranha os botões nas laterais. E aqui, novamente, a tinta prejudica a sensibilidade.
|quebra|
O Mini 1190BR também brilha, literalmente ou não, quando o assunto é sua tela de 10,1 polegadas. Ela tem resolução um pouco diferente da convencional, com 1 024 por 576 pixels, ou seja, é mais achatada. Porém, os aplicativos não ficam distorcidos e não causam nenhuma sensação de estranheza. No fim das contas, o formato só ajuda a deixar a máquina menor e mais fácil de carregar em qualquer bolsa ou pasta (aliás, o estojo que acompanha o produto é tão chamativo quanto a máquina).
O display tem brilho e nitidez impressionantes, principalmente quando o micro está ligado à tomada. Porém, ele mostra reflexos demais em ambientes muito iluminados. Aí é uma escolha da qualidade em detrimento da usabilidade. Em geral, costumamos criticar isso, pois o ideal em netbooks é a boa e velha tela fosca. Afinal, você geralmente usa essa máquina no colo, e não numa posição considerada ideal, bem à frente de seus olhos e com apoio sobre a mesa.
Olhando de longe, a tela parece até aquela usada nos MacBooks mais novos, com uma finura impressionante. Mas é claro que o material não tem a mesma qualidade do alumínio anodizado em peça única. Neste caso, trata-se de plástico comum na tampa, com cobertura em acrílico, em vez do vidro utilizado pela Apple. De qualquer forma, é o melhor acabamento já visto num minilaptop.
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Se no quesito usabilidade o Mini 1190BR deixa os concorrentes comendo poeira, não podemos dizer o mesmo de seus componentes internos. No geral, a máquina teve uma melhora considerável de desempenho em relação à sua antecessora. Isso graças ao processador Intel Atom N270, de 1,6 GHz, que substitui o modelo da Via. Resultado: aumento de 2 066 para 3 345 pontos no teste de cálculos aritméticos do Sandra Lite.
O problema está na memória, de apenas 1 GB, e no disco rígido de 80 GB. Alguns concorrentes já estão equipados com 2 GB de RAM e a opção por 160 GB é praticamente unânime nos modelos que não usam SSD (Solid State Drive). Na prática, não sentimos lentidão ao rodar aplicativos de escritório, navegar pela internet e assistir clipes ao mesmo tempo. Muito disso por causa da escolha acertada da HP pelo Windows XP Home Edition, abandonando o Vista, muito pesado para um netbook com essa configuração.
Nos testes realizados pelo INFOLAB com vídeos, o resultado foi novamente um dos melhores da categoria. A máquina conseguiu 245 pontos no 3DMark05 e 92 pontos na versão 06 deste benchmark. Durante o uso, notamos que o brilho da tela diminuiu consideravelmente quando o notebook estava fora da tomada, embora o desempenho do processador tenha continuado o mesmo. Ainda no aspecto audiovisual, vale dizer que o som tem boa qualidade, sem distorção nos volumes mais altos, mas é baixo demais e quase não solta freqüências graves. Algumas versões gringas topo de linha dessa máquina vêm com alto-falantes melhores, fabricados pela Altec Lansing.
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Alguns itens de conectividade fazem o Mini 1190BR perder pontos. O mais notável é a falta do suporte a chips 3G na versão testada pelo INFOLAB. Outro problema são as opções de rede, que usam padrões ultrapassados: a entrada para o cabo RJ45 é Fast Ethernet e a conexão sem fio é 802.11g. Também não deixa de ser estranha a presença de uma saída proprietária para vídeo. Se você quiser ligar um segundo monitor, vai precisar comprar um adaptador para VGA.
Um mal que vem para o bem é a baixa autonomia do netbook quando ele está longe da tomada. Explicando: sua bateria de apenas três células (metade do padrão em minilaptops) durou apenas 123 minutos sob uso intenso em nossos testes, enquanto alguns concorrentes alcançaram até 180 minutos. A vantagem dessa bateria pequena é que a carcaça do micro pesa somente 1 kg e mede 2,5 centímetros de espessura.
Sendo muito chato, ainda é possível apontar outros pontos negativos, como a presença de apenas duas portas USB e a falta de um pacote de programas caprichado, com sistema de inicialização rápida. Com esses defeitos de configuração levantados e os problemas de usabilidade em relação ao modelo comum do 1190BR, o Vivienne Tam não deveria custar 2 999 reais – aliás, nem que ele fosse um netbook perfeito, esse preço seria justo. É a legítima compra por causa do status de quem não se importa em estourar o cartão.
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