Apesar de simples, esse modelo honra a tradição de competência e facilidade de uso dos navegadores TomTom. A novidade é a utilização de dados com informações de trânsito em tempo real recebidas por um canal de FM. Esse recurso, chamado TMC (Canal de Mensagens de Tráfego), permite ao dispositivo traçar rotas desviando de vias engarrafadas em 14 cidades, nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná. Nos testes em São Paulo, além de fugir do trânsito pesado, o navegador destacou graficamente ruas e avenidas congestionadas. O chato é que isso só funciona depois que o usuário atualiza gratuitamente pelo software TomTom Home o mapa pré-instalado no XL 335T.


Há 1480 cidades mapeadas nesse GPS, um pouco mais que um quarto do número de municípios brasileiros e na média dos aparelhos dessa categoria. Desse total, no entanto, apenas 633 são mapas auditados, ou seja, confiáveis. A quantidade de radares que podem ser evitados com a ajuda do XL 335T também não é das maiores: 7000. Além disso, seus mapas não são tão recheados de pontos de interesse quanto os dos concorrentes, somente 220000 locais são marcados.
Mesmo assim, nenhum desses números desqualifica o GPS da TomTom, que cumpre muito bem seu papel nas cidades cobertas. Nos testes do INFOlab, o XL 335T identificou os dois lados da Av. Paulista e calculou alternativas rapidamente ao detectar mudanças no trajeto. Ele foi capaz de acusar a presença de menos radares que a média, mas não deixou de exibir a velocidade máxima da via e de emitir avisos sonoros e visuais para avisar o motorista.
Os mapas do XL335T dispensam as ruas secundárias que não são relevantes para o percurso, diminuindo a possibilidade do motorista se confundir. Contudo, durante os testes, a concisão tornou-se um problema na região do Mercado da Lapa, onde não foram exibidos os nomes de algumas vias importantes. Outro problema é que o nome da próxima rua que deve ser seguida no percurso não é exibido, pois o GPS se limita a informar a que distância o usuário está da próxima mudança de direção. O desempenho foi melhor nos túneis, nos quais o aparelho simulou o trajeto corretamente e ativou automaticamente o modo noturno.
Sem se destacar da maioria dos GPS por rapidez ou lentidão, o XL335T demorou 55 segundos para captar o sinal nos testes. Mas o sinal só foi perdido uma vez na região da Av. Paulista e ao passarmos por túneis . Ao voltar para o espaço aberto, o aparelho recuperou o sinal em apenas quatro segundos. O cálculo das rotas demora entre dez e quinze segundos, e o recálculo cerca de dez segundos.
A voz mecânica e com um ou outro problema de ritmo não é nenhuma novidade entre os GPS. Fora as faltas de sempre, os avisos sonoros do XL335T são claros e bem pontuados. Eles indicam as duas próximas ações a serem tomadas e a faixa na qual o motorista deve se manter.
O menu é simples e bem organizado. Sua aparência poderia ser mais agradável, mas isso é só um detalhe e ele não chega a ser feio. Mais grave é o fato de que algumas opções são pouco intuitivas, embora não demore muito para se acostumar com elas. A tela de 4,3” não é das mais impressionantes, mas dispensa a caneta Stylus com sua sensibilidade e precisão razoáveis.
Como o XL335T não possui nenhum reprodutor de mídia, um slot para cartão de memória não faz falta. Bem mais repreensível é a ausência da conexão Bluetooth, sem a qual o aparelho fica limitado à porta mini USB.
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