GPS da Blaupunkt mostra prédios em 3DO Travel Pilot 100 possui mapas bonitos (até demais) e comandos de voz precisos
Marco Aurélio Zanni, de INFO Online 6 de abril de 2009
Marcelo Kura
![]() Travel Pilot 100
Em nosso teste, entramos no carro para fazer um percurso de 25 quilômetros entre Guarulhos e o bairro de Pinheiros, em São Paulo. Os únicos pontos turísticos que apareceram no caminho foram hoteis e o Estádio do Pacaembu. Ao clicarmos neles pela tela de 3,5 polegadas, tivemos a visão de 360 graus do prédio, com algumas informações sobre os locais. Quando houver mais conteúdo em terceira dimensão nesses aparelhos, será uma coisa bem legal. Mas isso certamente exigirá mais poder de processamento gráfico. Assim como outros produtos com o software em 3D Nav N’ Go, o modelo da Blaupunkt é lento na movimentação dos mapas com o dedo. O programa também precisará de uma bela reforma para ficar interessante em telas pequenas assim. O excesso de cores e a poluição do display dificultam demais a visualização do caminho, e ainda assim ficam faltando informações importantes, como os nomes de algumas ruas próximas. Comentários
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Quando você ouve falar sobre GPS com mapas em terceira dimensão, logo imagina cenas que lembram uma animação da Disney, com o carrinho andando pelas ruas em relevo e prédios desenhados nos mínimos detalhes, certo? Bom, os navegadores 3D vendidos no Brasil, como este Travel Pilot 100, da Blaupunkt, não têm nada a ver com isso. O aparelho mostra apenas alguns monumentos e prédios importantes da cidade enquanto você passa por eles. Mas não dá para negar que o recurso deixa a tela bonitinha e até ajuda o motorista em algumas situações.
Em nosso teste, entramos no carro para fazer um percurso de 25 quilômetros entre Guarulhos e o bairro de Pinheiros, em São Paulo. Os únicos pontos turísticos que apareceram no caminho foram hoteis e o Estádio do Pacaembu. Ao clicarmos neles pela tela de 3,5 polegadas, tivemos a visão de 360 graus do prédio, com algumas informações sobre os locais.
Quando houver mais conteúdo em terceira dimensão nesses aparelhos, será uma coisa bem legal. Mas isso certamente exigirá mais poder de processamento gráfico. Assim como outros produtos com o software em 3D Nav N’ Go, o modelo da Blaupunkt é lento na movimentação dos mapas com o dedo. O programa também precisará de uma bela reforma para ficar interessante em telas pequenas assim. O excesso de cores e a poluição do display dificultam demais a visualização do caminho, e ainda assim ficam faltando informações importantes, como os nomes de algumas ruas próximas.
|quebra|
As frescuras estéticas não são o único atrativo do GPS da Blaupunkt. Em nossa viagem, o aparelho mandou muito bem na navegação, principalmente por dar comandos claros e detalhados com antecedência. Por exemplo: o aparelho conseguiu graduar curvas com precisão, dizendo “vire levemente à esquerda” ou “prepare-se para manter-se à direita em 400 metros”. A fala da locutora não é robótica nem demorada, o que te ajuda a tomar as decisões com mais agilidade ao volante.
Antes de navegar, o GPS encontrou o sinal dos satélites em poucos segundos, mas se perdeu duas vezes durante o trajeto. Nada que tenha atrapalhado demais, pois o recálculo da rota foi rápido o suficiente para colocar o dispositivo em funcionamento antes da indicação seguinte. Uma coisa que merece destaque é a localização precisa. O ícone do carro se move com a velocidade correta, e dificilmente você faz uma curva antes ou depois do que está aparecendo no mapa.
Como nenhum navegador é preciso em 100% dos comandos, o Travel Pilot 100 nos mandou fazer duas conversões proibidas e não percebeu quando uma rua virou contramão. Isso ainda acontece com frequência nos mapas brasileiros disponíveis para esses aparelhos, principalmente quando você erra um caminho e o GPS te manda fazer o retorno ali mesmo, na própria avenida. Muitas vezes, se você seguir a indicação, será obrigado a demonstrar suas habilidades de piloto e dar um cavalo-de-pau.
|quebra|
A tendência dos navegadores é ganhar telas maiores e no formato widescreen. Mesmo assim, o quadradinho da Blaupunkt é legal por ter um acabamento caprichado em preto brilhante. Porém, ele é grande demais para um display tão pequeno: tem 9,9 por 9,9 por 1,5 centímetros. Isso por causa dos botões exagerados na parte debaixo, que servem para o controle de volume. Não jogamos o equipamento na parede para ter certeza, mas o material da carcaça não parece ser dos mais resistentes.
Seria um exagero dizer que os menus são intuitivos, mas também não dá para pegar pesado na crítica, pois quase todos os navegadores são difíceis de usar para quem não está acostumado com eles. Pelo menos os botões desse modelo são grandes, até mesmo os do teclado QWERTY virtual. Um investimento da fabricante para melhorar a arquitetura dos menus nos ajustes finos certamente não seria jogar dinheiro fora.
O navegador possui pouquíssimos recursos extras, como aviso de velocidade e radares. Mas o banco de dados não está atualizado. Se você tiver tempo e paciência, vale a pena cadastrar manualmente os radares que você encontrar. Em geral, achamos quase inúteis os recursos de player num GPS, pois o som desse tipo de equipamento é ruim, assim como a resolução da tela. Mas, como os tocadores estão presentes em quase todos os concorrentes, o Travel Pilot 100 poderia vir com essa função também.