A Playsport Zx5, da Kodak, é pequenina, mas dura na queda. A fabricante diz que a máquina resiste a impactos leves e a mergulhos de até 3 metros de profundidade por duas horas. Com lente fixa, a câmera faz vídeos em resolução Full HD (1080p) e fotos em 5 megapixels. Sua memória interna, de 128 MB, é um limitante, mas pode ser expandida por um cartão SD. A Zx5 tem modo dedicado a filmar debaixo d'água e pode ser amarrada no guidão da bike, por exemplo, com ajuda de um acessório opcional. Nos testes do INFOlab, a qualidade dos filmes foi mediana. A mini filmadora tem preço bastante interessante: 499 reais.
A qualidade da construção da Zx5 é bastante superior à maior parte dos concorrentes. Seu exterior é todo emborrachado, em parte com a finalidade de vedar seus orifícios e amortecer choques (de até 1,5 m para a Kodak), mas também para aumentar o atrito entre a mão e a câmera. A sensação de manuseá-la, portanto, é realmente agradável – ao contrário do que acontece com as concorrentes nipônicas
Sony Bloggie e
Panasonic HM-TA1.

As rivais Bloggie e TA1, além de perderem no acabamento, apresentam um desenho pouquíssimo anatômico. Esta Kodak, em detrimento de um formato retangular, tem os cantos fortemente arredondados. Suas dimensões pequeninas também colaboram para uma pegada agradável e, principalmente, segura. A massa desta Kodak é de 127 gramas, um tanto quanto (14 g) superior à da adversária da Panasonic. A Sony pesa 128 gramas, e a
Oregon ATC9K, voltada para os esportistas radicais, tem peso exatamente igual ao da Zx5.
Nas laterais desta Playsport, encontram-se as portas que escondem suas conexões HDMI e microUSB. Na face oposta, a direita, está o compartimento responsável pelo cartão de memória SD ou SDHC (até 32 GB). A bateria da Zx5 é integrada, ou seja, não é possível tirá-la para recarga ou troca. Para recarregar a câmera, é preciso que ela se conecte via cabo USB ao adaptador de tomada incluído ou a um computador ligado – em outras palavras, dá energizar a filmadora durante as transferências de arquivo.
As costas da Zx5 têm texturização pontilhada para evitar escorregões e que acaba por deixar o visual mais interessante. A lente é envolvida por um aro aparentemente metálico e um pouco saliente, ao lado do qual fica o microfone (mono) da máquina. É preciso tomar cuidado para não tapar a objetiva com o dedo.
O visor LCD da Zx5 é ruim. Mesmo considerando praticamente impossível colocar um monitor com diagonal superior às 2 polegadas desta telinha, sua baixíssima definição (154 mil pontos) o faz um calcanhar de aquiles da câmera. Além disso, seu formato não é 16:9 (widescreen), tornando a área visível dos vídeos em tal proporção ainda menor.
A operação da máquina é simples, mas com alguns extras – popularmente conhecidos como firulas. Na sua parte frontal se encontram todos os botões (com exceção do liga/desliga, superior), que incluem modo de reprodução, menu, alternância entre vídeo e foto e o curioso "Share". Este último é um atalho para enviar aos serviços YouTube, Flickr, Orkut, Facebook, Twitter e para mandar via e-mail. O legal é que dá para configurar a câmera para mandar os arquivos para diversas redes sociais ao mesmo tempo. Como podíamos imaginar, digitar no teclado virtual da Zx5 é um martírio.
A qualidade da imagem desta máquina encontra-se na linha entre mediana e boa. Seu sensor tem 1/3.2'' de diagonal e é minúsculo, assim como em qualquer mini filmadora. Isso significa que haverá ruído (granulação) em qualquer gravação em que a quantidade de luz é menor que a proporcionada pelo sol. Mesmo assim, não consideramos crítica sua nitidez em ambientes externos. A qualidade de áudio, essa sim, é monaural e medíocre – o que também não é surpresa.
A lente da Playsport Zx5 não tem zoom. Fixada nos 35 milímetros equivalentes, é boa para grande parte das situações, mas não fará caber todos os integrantes numa foto de grupo nem aproximará um pássaro em voo. Sua abertura é f/2.8 e há modo macro, quando a filmadora consegue focar objetos numa distância mínima de até sete centímetros.
Dentro d'água, o desempenho desta Kodak piora um pouco. O modo dedicado às filmagens subaquáticas eleva ligeiramente a qualidade de imagem, a qual acaba por ficar com definição ruim.
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