Positivo Ypy tem altos e baixos

Aparelho da Positivo vem com aplicativos nacionais e Android totalmente traduzido

• 13 de dezembro de 2011
Foto: Rafael Evangelista
Avaliação
7.7 /10
999.00 reais
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nossa avaliação

prós Tela com formato 4:3 favorece a leitura de sites e revistas; aplicativos nacionais pré-instalados; Android bem adaptado ao mercado brasileiro; saída de vídeo em 1080p via miniHDMI;
contras Pouca memória; não tem GPS; não tem câmera traseira; peso acima da média; pouca duração de bateria; moldura exagerada;
conclusão

ficha técnica

  • Tela de 7”
  • Cortex A8 1 GHz
  • 2 GB + 8 GB (microSD)
  • Wi-Fi n
  • Android 2.3 Gingerbread
  • 4h06min de bateria
O Ypy não é um tablet para geeks. Isso não significa que ele seja ruim, apenas que seus recursos, a personalização do sistema Android 2.3 e o cuidado da empresa com os aplicativos instalados têm como alvo pessoas que ainda estão descobrindo o que é um tablet. O Ypy sai da caixa recheado de programinhas, jogos, jornais e revistas nacionais e dá para baixar mais conteúdo brasileiro na Loja Positivo. Outro recurso interessante é o Positivo Conecta, um gerenciador que possibilita a transferência de arquivos do PC para o Ypy e a compra de e-books e músicas. Uma grande diferença do Ypy em relação a outros tablets com tela de 7 polegadas é o display de 1024 x 768 pixels com formato 4:3, em vez do 16:9 (widescreen). Ele facilita a leitura de páginas inteiras de revista sem zoom ou rolagem. A visualização de sites também é favorecida. A sensibilidade do LCD é boa, mas não é fora de série, como a do iPad. Nos testes, o Ypy não apresentou lentidão ou travamentos, mas a duração da bateria ficou aquém do esperado. Além de ser mais pesado que tablets como o Galaxy Tab, da Samsung, o design do Ypy perde pontos pela moldura e peso (459 g) exagerados. A versão com 3G custa 200 reais a mais do que a avaliada pelo INFOlab.

“Ypy”, como a Positivo faz questão de lembrar, pode ser traduzido do tupi como “primeiro”. Além de enaltecer nossa cultura, esse nome é especialmente significativo quando observamos que esse aparelho parece ter sido projetado para ser o primeiro tablet de um brasileiro. A Positivo foi extremamente pragmática nas escolhas de hardware e software para equilibrar usabilidade e preço. O resultado é um produto espartano: simples e eficiente.

Assim como a maioria dos primeiros europeus que aportaram em nossas costas, o Ypy possui uma reserva de recursos bastante modesta para colonizar o mercado brasileiro. As armas e os barões não tão assinalados desse tablet são um processador ARM Cortex A8 (um núcleo rodando a um clock de 1 GHz), 512 MB de RAM e 2 GB de capacidade interna, complementada por um cartão microSD de 8GH. Mas e a GPU? Infelizmente, não podemos comentar a respeito da controladora de vídeo porque a Positivo não liberou essa informação oficialmente. Está claro que a Positivo não objetiva conquistar espaço pelo poder de fogo, eles preferem a afabilidade diplomática do “it just works”. De fato, o misterioso chipset pode não ser o mais rápido, mas funciona sem grandes turbulências, mas não espere muito dele.

Como todo tablet, o Ypy tem uma porta miniUSB para troca de arquivos com outros computadores e uma saída P2 para fones. As redes sem fio também estão presentes na forma de Wi-Fi n e Bluetooth (2.1 com EDR). Em outro contexto, a saída miniHDMI não é uma conexão imprescindível para um tablet de 7 polegadas, mas estamos no Brasil. Considerando o quão arraigada a cultura televisiva é por aqui, faz todo sentido incluir uma conexão direta com a telona. Por outro lado, a Positivo tomou uma decisão questionável ao dispensar o GPS. É verdade que a maioria das pessoas prefere traçar rotas no mapa com um smartphone, mas essa não é a única utilidade do GPS. Serviços online que dependem da localização do usuário, como o Foursquare, perdem muito em precisão sem aquela ajuda do satélite.

O Brasil tem um histórico de problemas de interface que vem desde os desencontros de Iracema e Martim. A Positivo resolveu atacar esse problema e criou uma ótima customização para o Android. Só por utilizar uma das versões mais recentes do Gingerbread (Android 2.3.4), o Ypy já merece elogios, apesar de se tratar de um sistema pensado para smartphones. A customização se dá em dois níveis: adaptação do OS e criação de conteúdo. O primeiro representa um esforço louvável da Positivo para tornar o Android mais acessível com uma tradução completa e bem realizada de todos os menus e opções do sistema. Tudo foi feito pensando em quem não tem experiência com tablets, fato evidenciado pelas numerosas explicações que povoam as áreas de trabalho do aparelho.

O segundo nível consiste na oferta de aplicativos de conteúdo nacional. O Ypy já vem com aplicativos do Estadão, da Folha, do Zero Hora, da Veja da Caras e de outros jornais, revistas, e alguns clássicos da nossa literatura. No campo da música, o programa Rádio Positivo serve como central de rádios online brasileira. Há ainda a promessa de estabelecer uma loja de músicas até o final do ano. Estranhamente, a mesma Positivo que entendeu a importância do HDMI deixou de lado a possibilidade de dar suporte a TV digital no Ypy.

Fora os aplicativos nacionais, esse tablet tem uma seleção um tanto esquálida de programas convencionais. O OfficeSuite, por exemplo, se limita a exibir arquivos do Office. Já o Hub Social é o agregador de redes sociais de sempre, com o único diferencial de incluir o Orkut. O QWERTY virtual também não tem nada de especial, pois a única adição digna de nota, a tecla “.br”, raramente é usada. Um recurso bem mais interessante é o gerenciador de tarefas que fica bem acessível na barra de aviso superior.

Por seu próprio formato, tablets nunca foram a plataforma ideal para fotografia e filmagem. Portanto, a falta de uma câmera traseira certamente coloca o Ypy em desvantagem na comparação com a concorrência, mas não chega a prejudicá-lo tanto quando considerado por si só. Pelo menos a câmera frontal de 2 MP é tão boa quanto a de qualquer outro tablet, o que, francamente, não é um grande elogio. Deixando de lado a produção de mídia para passar para a reprodução, a lista de codecs de música e vídeo poderia ser mais extensa, mas o Ypy não deixa de suportar os formatos mais utilizados, como H.264 e MP3.

Apesar de não ter uma proporção wide screen, a tela do Ypy recebe muito bem qualquer vídeo por conta de sua alta resolução e bom brilho. Por outro lado, a qualidade do display ajudou a drenar a bateria do aparelho durante os testes. Nosso loop de Pulp Fiction durou apenas 4 horas e 6 minutos no Ypy.

Duração da bateria em uso intenso
Barras maiores indicam melhor desempenho

Apple iPad 2
7h23min

Samsung Galaxy Tab 10.1”
6h42min

Asus Eee Pad Slider
6h24min

Motorola Xoom
6h19min

Lenovo Thinkpad Tablet
4h14min

Positivo Ypy
4h06min

Guia de compras

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Comentários

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10 Impecável. O produto é perfeito. Não há nada a ser melhorado.
9,0 - 9,9 Ótimo. Qualidade excepcional. É difícil, mas não impossível, aperfeiçoar alguma coisa.
8,0 - 8,9 Muito bom. Satisfaz as necessidades do usuário e é bastante superior à média do mercado.
7,0 - 7,9 Bom. Atende bem às necessidades do usuário, embora tenha alguns pontos fracos.
6,0 - 6,9 Médio. Seus pontos fortes superam as falhas e ele atende à maioria das necessidades.
5,0 - 5,9 Regular. Pode ser uma solução satisfatória para alguns usuários.
4,0 - 4,9 Fraco. Embora possa ser útil em algumas situações, o produto tem problemas substantivos.
3,0 - 3,9 Muito Fraco, As falhas são graves, anulando os eventuais pontos fortes.
2,0 - 2,9 Ruim. Não há atrativos a destacar; só pontos fracos.
1,0 - 1,9 Bomba. O produto é tão ruim que é difícil achar utilidade para ele.
0 - 0,9 Lixo. Você não deve aceitar esse produto nem de graça.

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