Tudo-em-um Positivo vem com Windows 7Union Touch 2200, com tela sensível, aproveita recursos multitoque do sistema
Marco Aurélio Zanni, de INFO ONline 23 de outubro de 2009
Marcelo Kura
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Union Touch 2200
Existem poucos programas nessa máquina habilitados para o controle com a mão, todos incluídos no Touch Pack do Windows. Entre jogos e algumas besteiras, existem dois aplicativos úteis – um para acessar mapas e outro para fazer montagem com fotos. Todos se aproveitam bem da nova interface, mais afinada com o touch screen. Agora é possível até jogar em duas pessoas. Porém, em nossos testes, a precisão nem sempre foi boa – clicar no botão Fechar, por exemplo, às vezes foi uma tortura. A tecnologia usada no display dessa máquina, assim como na maioria dos desktops tudo-em-um, é diferente da que vemos nos smartphones. Em vez de ser capacitivo ou resistivo, ele usa uma espécie de grade de infravermelho para reconhecer os toques com o dedo. Por causa disso, não dá para tocar em até dez pontos da tela ao mesmo tempo, como promete o Windows 7. Aqui, só é possível dar dois comandos e acionar funções como zoom e girar a tela. Comentários
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Mesmo que não tivesse tela sensível ao toque, o desktop Union Touch 2200, da Positivo, já seria uma das melhores opções entre os micros tudo-em-um. Primeiro com Windows 7 a botar os pés no INFOLAB, ele aceita uma série de comandos com os dedos suportados pelo novo sistema. Mas impressiona é pelo ótimo desempenho, proporcionado especialmente pelo chip gráfico NVIDIA Ion. Se não é lindo como um iMac, tem várias coisas que o modelo da Apple ignora, como tela full HD de 22 polegadas. Pelo preço de 3.999 reais, parece um baita negócio.
Existem poucos programas nessa máquina habilitados para o controle com a mão, todos incluídos no Touch Pack do Windows. Entre jogos e algumas besteiras, existem dois aplicativos úteis – um para acessar mapas e outro para fazer montagem com fotos. Todos se aproveitam bem da nova interface, mais afinada com o touch screen. Agora é possível até jogar em duas pessoas. Porém, em nossos testes, a precisão nem sempre foi boa – clicar no botão Fechar, por exemplo, às vezes foi uma tortura.
A tecnologia usada no display dessa máquina, assim como na maioria dos desktops tudo-em-um, é diferente da que vemos nos smartphones. Em vez de ser capacitivo ou resistivo, ele usa uma espécie de grade de infravermelho para reconhecer os toques com o dedo. Por causa disso, não dá para tocar em até dez pontos da tela ao mesmo tempo, como promete o Windows 7. Aqui, só é possível dar dois comandos e acionar funções como zoom e girar a tela.
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Como os ícones do novo sistema operacional são maiores do que no Vista (na barra de tarefas, por exemplo), o acesso aos programas com o dedo ficou realmente mais fácil. O Windows também incorporou um teclado virtual com botões grandes, que dá uma alternativa para quem deseja dispensar o teclado físico em algumas situações. É claro que, em poucos segundos de uso, seu braço levantado já fica cansado. Confira alguns dos comandos disponíveis diretamente na tela do Windows 7:
Clicar com botão direito: pressione o ponto desejado com um dedo, espere aparecer um círculo e solte (ou clique com outro dedo em qualquer lugar da tela).
Aplicar zoom em fotos e no navegador: mantenha dois dedos na tela, bem separados um do outro, e junte-os ou afaste-os para diminuir ou aumentar o que está sendo mostrado.
Girar imagens: segure num ponto com um dedo e faça um movimento circular com outro.
Correr pela tela: arraste o dedo livremente para lá e para cá, como se faz num smartphone, para mover a tela vertical ou horizontalmente.
Como a tela é limitada a dois comandos simultâneos, o micro não conseguirá rodar aplicações multitoque mais sofisticadas, se elas vierem a existir. Um exemplo prático são os recursos do touchpad dos novos MacBooks: movimentando três ou quatro dedos ao mesmo tempo sobre ele, é possível abrir determinados menus e voltar para a área de trabalho, por exemplo. Coisas assim num desktop desse tipo viriam muito bem para melhorar a experiência do usuário.
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É difícil eleger um destaque na configuração do Union Touch. Todos os seus componentes são topo de linha para essa categoria: Intel Core 2 Duo de 2,2 GHz, memória RAM de 4 GB, disco rígido de 1 TB (para os mais curiosos, é um Western Digital Caviar Green) e chip gráfico NVIDIA Ion. Este componente, desenvolvido especialmente para máquinas compactas, tem performance comparável à de uma placa de vídeo GeForce 9400. Além disso, ele assume algumas funções que antes eram do processador. O Windows 7, infelizmente, é o Home Premium de 32 bits.
Sente só o poder do Ion: em conjunto com o chip Core 2 Duo, conseguimos abrir dez planilhas do Excel, editar um arquivo de Word, navegar na internet, conversar pelo Messenger, rodar um vídeo em alta definição e ainda explorar mapas em terceira dimensão no Google Earth por alguns minutos – tudo ao mesmo tempo e sem o micro pedir água. A taxa de uso do processador manteve-se, na maior parte do tempo, em menos de 90%.
Os benchmarks sintéticos comprovaram nossa impressão de excelente desempenho. No teste do PCMark Vantage, o micro anotou 3.839 pontos, enquanto o iMac de 20 polegadas marcou 3.643 pontos. Já no 3DMark06, que mede a performance do desktop com gráficos, ele ficou quase no mesmo nível do tudo-em-um da Apple, que carrega consigo uma placa de vídeo NVIDIA GeForce 9400M. O Positivo fez exatamente 1.797 pontos, contra 2.007 do iMac. Veja a comparação com outros concorrentes nos gráficos abaixo:
PCMark Vantage (em pontos)
Barras maiores indicam melhor desempenho geral
3DMark06 (em pontos)
Barras maiores indicam melhor desempenho de vídeo
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Como esse formato de computador é uma beleza para centrais multimídia, faltou no Union Touch um sintonizador de televisão. Com isso, o tamanho de 22 polegadas permitiria à máquina ser a TV do quarto, por exemplo. As demais conexões estão dentro do esperado para o pacote do bom desktop avançado: seis portas USB, sendo duas laterais, uma HDMI, Wi-Fi no padrão 802.11n, Bluetooth e Gigabit Ethernet.
Um ponto negativo é o material fraquinho usado na construção dos acessórios. O teclado tem formato convexo, deixando os pulsos em posição confortável. No entanto, os botões dele são um pouco duros e barulhentos. Quanto ao mouse, ele parece feito com um plástico dos mais simples, mas não é desconfortável. Ambos os periféricos são sem fio, como manda o figurino do tudo-em-um.
O acabamento da máquina, em si, não chega a ser ruim. Mas não se compara com o que vemos nos iMacs e nos desktops da Sony. O Positivo é todo preto, com bordas em acrílico transparente. Se não é a coisa mais linda do mundo, pelo menos parece forte. As conexões, incluindo o gravador de DVD, ficam bem acessíveis, sem fazer aquela montoeira de fios. O único ajuste possível é o de inclinição, por causa da base em estilo de cavalete.
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Observação: O preço do aparelho foi atualizado no dia 07/12/2009.