Dell XPS 435MT mostra o poder do Core i7

Desktop vem com chip de 2,9 GHz e 4 GB de RAM, mas derrapa na placa de vídeo


Marco Aurélio Zanni, de INFO Online 6 de agosto de 2009
Marcelo Kura

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Leia também:
Studio XPS 435MT
  • Dell
    Pesquisa INFO de Marcas - Reputação: Excelente
  • Prós: Tem processador avançado e memória com frequência alta
  • Contras: Preço salgado e placa de vídeo com desempenho fraco para a categoria
  • Conclusão: Desktop avançado com boa configuração, mas que exige troca de placa de vídeo e fonte para ficar no jeito para um jogador
  • Avaliação técnica: 7,9
  • Preço: 5 499 reais
Valor sem monitor

Ficha técnica
  • Core i7 940 2,9 GHz > 4 GB de RAM > HD de 320 GB > Windows Vista Home Premium > ATI Radeon HD 3450
Demorou, mas finalmente chegou ao Brasil a primeira máquina Core i7 com grife. E, para a alegria dos gamers e designers que estavam ansiosos, o Dell Studio XPS 435MT é um daqueles micros redondinhos. Traduzindo, ele não comete as falhas grotescas dos fabricantes mais apressados, que botaram na prateleira configurações desequilibradas ou com periféricos e gabinetes fracos para um modelo de ponta. Brincamos com a criança por uma semana para conferir seu poder de fogo e ver se ela realmente vale os 5 499 reais da etiqueta.

O processador usado aqui é o irmão do meio da série, o Core i7 940, de 2,9 GHz. Ele é indicado tanto para jogadores, como para profissionais que precisam converter vídeos e fazer edições gráficas. Acompanhando esse pequeno monstro, vem a memória de 4 GB no padrão DDR3, com frequência de 1 066 MHz, e um disco rígido de 320 GB. Até aí, tudo maravilhoso. Mas a decepção do conjunto é a placa de vídeo ATI Radeon HD 3450, que apenas segura as pontas em jogos simples e nos recursos do Windows Vista Home Premium de 64 bits. Felizmente, é possível escolher outra GPU na loja online da Dell: 3650, 4670 e 4850 estão no cardápio.

Entrando em detalhes do chip principal, ele tem quatro núcleos e usa o Hyper-Treading, logo o sistema operacional enxerga oito núcleos virtuais. Mas a maior novidade está no controlador de memória, agora integrado. Isso elimina a necessidade do barramento frontal (ou Front Side Bus), responsável por fazer o meio de campo entre processador e memória. Eliminado esse gargalo, o ganho de performance é impressionante em atividades como conversão de vídeo. Em apenas 55 segundos, conseguimos transformar um arquivo WMV de 1 minuto e 42 segundos, com resolução de 1 280 por 720 pixels, num MP4 de 320 por 240 pixels. Veja os outros benchmarks com mais detalhes na próxima página.

Comentários
  • A Dell Sempre agiu dessa forma, ela destaca o processador e a memoria ram, para atingir o publico, e atinge, pelo fato da maioria das pessoas achar que o computador é bom se tiver memoria ram e um processador de nome como um core i7, ainda acho que um Preview para Windows é a melhor escolha em relação custo/beneficio, com uma placa mãe parruda , e o resto da configuração que merece o i7 merece para rodar bem, Ainda assim a cima de tudo prefiro o Mac Pro , mas para usuarios de Windows fica aí a minha opinião.
    enviado por: Emanuel Henrique Almeida Alves em 09/08/2009 - 22:29
  • Jesus...Por um pouco mais do que esse preço vc compra um iMac de ponta e fica livre das monstruosidades da Microsoft. Aliás, o Seven nem bem tá quase lá e a Microsoft já anunciou que ele tem um bug fatal! (novidade...) que segundo o TecnoBlog " um erro no arquivo chkdsk.exe, o verificador de discos. Ao rodá-lo com a opção “/r” (usada para fazer checagem dos arquivos e ao mesmo tempo detectar se há arquivos do sistema faltando e recuperá-los) em um HD secundário, o chkdsk causará um enorme vazamento de memória que, dependendo da configuração do computador, poderá tomar até 90% da memória física disponível e, em certos casos, fazer aparecer a já conhecida e temida tela azul da morte." Pois é com o Windows é assim nem bem você vem com o Gênesis e a Microsoft já vem com o Apocalipse rsrsrs
    enviado por: Marcos Antonio da Silva em 08/08/2009 - 08:08
  • Marco Aurélio, quanto ao vídeo que vc converteu e não tem comparativos, posso sugerir uma solução: coloque o vídeo para os leitores baixarem e fazerem o mesmo (o mesmo vídeo ou outro à sua escolha). Inclua tb o nome do software utilizado. Aí a galera não só poderia apresentar os resultados com máquinas distintas, como serviria para cada um ter uma idéia do quanto essa configuração de hardware vale ou não a pena para este fim. Abraço!
    enviado por: Wesley dos Santos Caiapó em 07/08/2009 - 21:46
  • Marco, gostei bastante do artigo. Entretanto, acredito que é injusto que esta máquina da Dell tenha recebido a mesma nota da CCE X-Play sendo que a máquina da CCE é "somente" 10% mais cara e melhor em todos os benchmarks que você apresentou. Especialmente na parte de vídeo. Além de a máquina da CCE ter HD de 1Tb e 6Gb de RAM. É isso! =]
    enviado por: Diego Marcos Miranda em 07/08/2009 - 16:09
  • Wesley, valeu pelo comentário. Acrescentei um teste de conversão ao texto, mas ainda não deu para mostrar em gráficos comparativos, pois não rodamos o mesmo programa nos concorrentes. Em breve teremos mais benchmarks nas matérias. Quanto ao seu comentário em relação à placa de vídeo e à fonte, se elas fossem melhores, eu não chamaria a máquina de redondinha, e sim de fantástica. Afinal, a proposta dela não é atender ao gamer inveterado. Um abraço.
    enviado por: Marco Aurélio Zanni em 07/08/2009 - 15:32
  • Marco Aurélio, chamá-lo de "micro redondinho" no primeiro parágrafo destoou do restante do texto. Como ficou claro mais adiante, com uma fonte tão fraca e uma placa de vídeo intermediária, não será possível aproveitar plenamente toda a força do processador. Além disso, com gabinete mini-torre, sem o monitor, e esse preço, aí fica ralmente indigesto. E vc ficou devendo o tempo de conversão de vídeo. Queria ter idéia de como esse processador se sai nessa tarefa.__Em todo caso, com R$ 5.499, acredito que podemos montar um micro melhor. Que tal isso para um próximo artigo? Abraço.
    enviado por: Wesley dos Santos Caiapó em 07/08/2009 - 14:52

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Dell XPS 435MT mostra o poder do Core i7

Marco Aurélio Zanni, de INFO Online

6 de agosto de 2009


Demorou, mas finalmente chegou ao Brasil a primeira máquina Core i7 com grife. E, para a alegria dos gamers e designers que estavam ansiosos, o Dell Studio XPS 435MT é um daqueles micros redondinhos. Traduzindo, ele não comete as falhas grotescas dos fabricantes mais apressados, que botaram na prateleira configurações desequilibradas ou com periféricos e gabinetes fracos para um modelo de ponta. Brincamos com a criança por uma semana para conferir seu poder de fogo e ver se ela realmente vale os 5 499 reais da etiqueta.

O processador usado aqui é o irmão do meio da série, o Core i7 940, de 2,9 GHz. Ele é indicado tanto para jogadores, como para profissionais que precisam converter vídeos e fazer edições gráficas. Acompanhando esse pequeno monstro, vem a memória de 4 GB no padrão DDR3, com frequência de 1 066 MHz, e um disco rígido de 320 GB. Até aí, tudo maravilhoso. Mas a decepção do conjunto é a placa de vídeo ATI Radeon HD 3450, que apenas segura as pontas em jogos simples e nos recursos do Windows Vista Home Premium de 64 bits. Felizmente, é possível escolher outra GPU na loja online da Dell: 3650, 4670 e 4850 estão no cardápio.

Entrando em detalhes do chip principal, ele tem quatro núcleos e usa o Hyper-Treading, logo o sistema operacional enxerga oito núcleos virtuais. Mas a maior novidade está no controlador de memória, agora integrado. Isso elimina a necessidade do barramento frontal (ou Front Side Bus), responsável por fazer o meio de campo entre processador e memória. Eliminado esse gargalo, o ganho de performance é impressionante em atividades como conversão de vídeo. Em apenas 55 segundos, conseguimos transformar um arquivo WMV de 1 minuto e 42 segundos, com resolução de 1 280 por 720 pixels, num MP4 de 320 por 240 pixels. Veja os outros benchmarks com mais detalhes na próxima página.

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Feito para fritar

Assim como temos visto em todas as máquinas equipadas com Core i7, o Dell Studio XPS 435MT tem muito mais poder de fogo do que a maioria dos mortais necessita. Nos testes realizados pelo INFOLAB, foi possível ver isso claramente nos benchmarks. No PCMark Vantage, por exemplo, o micro anotou 5 513 pontos. O grande problema está mesmo na placa de vídeo, que segurou em 1 842 pontos o desempenho do PC no 3DMark06. Com esse gargalo, o Índice de Experiência do Vista também não passou de 4,1. Veja, nos gráficos abaixo, a performance do modelo nesses programas, em relação aos concorrentes com o novo chip.


Índice do Vista (em pontos)
Barras maiores indicam melhor desempenho


CCE X-Play
5,9

Positivo 7040i Plus
4,2

Dell Studio XPS 435MT
4,1

Megaware MegaPRO
4,1

PCMark Vantage (em pontos)
Barras maiores indicam melhor desempenho geral


CCE X-Play
5 661

Dell Studio XPS 435MT
5 513

Megaware MegaPRO
5 258

Positivo 7040i Plus
4 362


3DMark06 (em pontos)
Barras maiores indicam melhor desempenho de vídeo


CCE X-Play
13 903

Positivo 7040i Plus
4 521

Megaware MegaPRO
3 460

Dell Studio XPS 435MT
1 842

|quebra|

Dá pra fazer upgrade?

Em teoria, o Studio XPS 435MT tem ótima capacidade de expansão. Sua memória de 4 GB, em quatro pentes de 1 GB cada, pode chegar a até 12 GB, com três pentes de 4 GB. Também é possível adicionar um leitor de Blu-ray, pelo próprio site da Dell, e mais um disco rígido. Porém, o espaço interno do gabinete não é suficiente para grandes malabarismos. O slot PCI para a placa de vídeo, por exemplo, aceitaria uma 4850 bem apertada, atrapalhando até a disposição dos cabos.

Pela lista de placas oferecida pela fabricante, a 4850 seria mesmo a única a não destoar do conjunto, mesmo sem ser um modelo para quem tem a pretensão de jogar fervorosamente. Talvez, a melhor opção seja escolher a placa mais simples e comprar outra, mais poderosa, para substituí-la. O grande problema é que, nesse caso, o usuário também terá de trocar a fonte do desktop - ela tem apenas 360 watts, o que não é o ideal nem para alimentar uma GPU intermediária.

O design do gabinete é simples, mas bonitinho, seguindo o padrão preto brilhante. No entanto, ele não parece ser dos mais firmes em alguns detalhes, como nas entradas dos drives e nos botões prateados que abrem e fecham as bandejas para discos. Com o tempo, é capaz de essas peças ficarem frouxas. O mesmo serve para tampa frontal das conexões. Agora, a maior chateação talvez seja a melequeira que as suas impressões digitais são capazes de fazer no gabinete.

Uma coisinha interessante e diferente nesse desktop é a antena Wi-Fi externa no padrão 802.11n, que aumenta a velocidade da conexão e também melhora muito seu alcance. Porém, a peça vem com uma conexão proprietária, não utilizada por outros fabricantes. Colocando na balança os prós e contras, e considerando a configuração avaliada pelo INFOLAB, o preço de 5 499 reais é bem salgado – principalmente porque, para ficar próxima do ideal, essa máquina precisaria de vídeo e fonte melhores. Ah, e claro que o belo monitor das fotos acima não está incluído no pacote.

>> Veja o Dell Studio XPS 435MT em ação na TV INFO.

>> Tire dúvidas sobre desktops no Fórum INFO.

>> Confira reviews completos dos concorrentes citados:

- CCE X-Play
- Megaware MegaPRO
- Positivo 7040i Plus