Qual o melhor tablet com mais de 9 polegadas?

Comparamos 4 modelos que estão à venda no mercado brasileiro

• 23 de setembro de 2011
Foto: Getty Images
Se existiam dúvidas, o mercado tratou de eliminar cada uma delas. Os tablets vieram para ficar. Muito mudou desde o nascimento do primeiro iPad, que colocou em destaque e marcou o início de uma categoria completamente nova. Até então, tablets eram uma categoria esquizofrênica de notebooks. Equipados com telas sensíveis ao toque (normalmente resistivas), eles giravam a tela e entregavam um resultado pobre com Windows. Felizmente isso mudou. Os tablets se fixaram como plataforma para acessar conteúdos ricos, aplicativos e também produzir muita coisa.

O iPad 2, que chegou por aqui no final de maio deste ano, continua liderando tendências e a categoria. Opiniões efusivas de adoradores e depreciadores da Apple à parte, há pontos cruciais que colocam o tablet da maça à frente dos concorrentes com Android. Um ponto chave é o armazenamento interno do modelo com maior capacidade (64 GB), que mesmo com outros oferecendo entrada para cartões microSD, caso do Xoom, não pode ser ignorado. Soma-se a esse recurso a excelente qualidade da tela, mesmo com uma resolução inferior ao dos tablets com Honeycomb, ainda tem um brilho mais intenso e cores mais vivas. Seu único concorrente a altura neste ponto é o Galaxy Tab 10.1, da Samsung.

Mas o ponto crucial que coloca o pequeno tablet de 9.7” acima dos outros é o casamento ideal entre seu hardware e o sistema operacional iOS, o grande número de desenvolvedores oferecendo aplicativos de qualidade e as características únicas que facilitam o consumo de conteúdo. Nesse ponto o Android ainda é defasado. A AppStore tem mais a oferecer, e não estamos levando em conta o número absoluto, pois há muito lixo em todas as lojas, mas sim a diversidade de publicações, livros, jogos e utilitários.

Assim como na escolha de um notebook, o que conta é a necessidade do usuário. Mesmo o iPad sendo superior em muitos aspectos, a falta de expansão de memória, acessórios que ampliam as capacidades e maior versatilidade com formatos de arquivo, por exemplo, podem fazer dos concorrentes uma opção bem mais viável. Cabe a cada um compreender seus anseios e vontades e encontrar o aparelho ideal para ajudar a atendê-las.

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Asus Eee Pad Transformer - Nota 8,4





Não foi à toa que o Eee Pad Transformer TF101, da Asus, virou o tablet com sistema Android mais vendido no mundo, com estimadas 400 mil unidades distribuídas em junho. Com processador de dois núcleos e tela de 10,1 polegadas, ele é um dos raros modelos de primeira linha com preço inferior ao do iPad 2 mais simples (lá fora, a diferença é de 100 dólares). Com a ajuda de uma dock se transforma num netbook. O Transformer tem leitor de cartão microSD, câmeras de 1,2 MP e 5 MP para filmar em 720p, saída miniHDMI e apps para editar documentos do Office e acessar arquivos armazenados remotamente. Mas a falta de conexão 3G faz do Wi-Fi o único caminho para acessar a internet. Foi muito boa a experiência de uso no INFOlab durante a navegação na web, em sites com Flash, no trabalho, com aplicativos, e para jogar. A reprodução de vídeos em MPEG-4 em alta definição otimizados para tablets é suave. Bem diferente dos engasgos verificados na execução de arquivos em 720p e 1080p em outros formatos. O fôlego da bateria em uso intenso também deixou a desejar.

Motorola Xoom - Nota 8,5





Lançado no final de fevereiro nos Estados unidos, o Xoom, da Motorola, é o primeiro tablet da geração Android 3.0 Honeycomb a desembarcar no Brasil. INFO conferiu de perto o modelo em ação durante o Mobile World Congress, em Barcelona e, posteriormente, no INFOlab. A configuração do Xoom é a mais imponente entre os Androids, com tela de 10,1 polegadas, chip dual core, 32 GB de armazenamento interno, câmeras de 5 MP e 2 MP, slot para cartão microSD e portas microUSB e microHDMI. Lá fora, o modelo é vendido por preços entre 599 dólares (com Wi-Fi) e 799 dólares (modelo com conexão 3G e upgrade programado para 4G LTE). Aqui, sua configuração mais básica é vendida por R$ 1.899. O corpo do Xoom (a pronúncia correta é "zum", apesar da versão "chum" ter sido naturalmente mais bem aceita no INFOlab) é leve e esguio, com construção feita em alumínio. Sua espessura, de 1,3 centímetro, é a mesma do primeiro iPad, embora 5 milímetros maior que a última versão do tablet da Apple. Nas outras dimensões, este gadget da Motorola é bastante semelhante aos rivais iPad, LG Optimus Tab e Galaxy Tab 10.1 – com ressalva para a espessura deste último, que é de 0,8 cm. Ele é o mais pesado dos tablets que testamos, com seus 730 gramas (50 g acima do iPad de primeira geração; 103, 125 e 135 gramas acima de Optimus, iPad 2 e Galaxy 10.1, respectivamente).

Guia de compras

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Comentários

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10 Impecável. O produto é perfeito. Não há nada a ser melhorado.
9,0 - 9,9 Ótimo. Qualidade excepcional. É difícil, mas não impossível, aperfeiçoar alguma coisa.
8,0 - 8,9 Muito bom. Satisfaz as necessidades do usuário e é bastante superior à média do mercado.
7,0 - 7,9 Bom. Atende bem às necessidades do usuário, embora tenha alguns pontos fracos.
6,0 - 6,9 Médio. Seus pontos fortes superam as falhas e ele atende à maioria das necessidades.
5,0 - 5,9 Regular. Pode ser uma solução satisfatória para alguns usuários.
4,0 - 4,9 Fraco. Embora possa ser útil em algumas situações, o produto tem problemas substantivos.
3,0 - 3,9 Muito Fraco, As falhas são graves, anulando os eventuais pontos fortes.
2,0 - 2,9 Ruim. Não há atrativos a destacar; só pontos fracos.
1,0 - 1,9 Bomba. O produto é tão ruim que é difícil achar utilidade para ele.
0 - 0,9 Lixo. Você não deve aceitar esse produto nem de graça.