13 smartphones para mandar bem em 2012

Para ajudar nas compras, separamos 13 aparelhos testados pelo INFOlab

• 1 de dezembro de 2011
Graças ao final do ano, os grandes fabricantes de hardware se apressaram para colocar no mercado novos modelos de smartphones. Separamos uma lista com 13 gadgets top de linha para quem está planejando começar o ano novo em dia com a mobilidade. Testamos todos os equipamentos antes, no INFOlab, para você fazer a melhor escolha.

Clique nas imagens para ler o review completo



1 - Motorola Razr - Nota 8,9

Para relançar a linha Razr, a Motorola caprichou. Com tela de 4,3 polegadas, o Razr reúne as melhores características de outros dois aparelhos da empresa, o Atrix e o Milestone 3. O smartphone roda Android 2.3 com agilidade e sem engasgos graças a um processador dual core. Nos testes do INFOlab, o chip se mostrou inferior ao do Samsung Galaxy S II, mas não decepcionou. Entre as novidades estão o Motocast, aplicativo que acessa pela internet arquivos do PC (músicas, fotos, vídeos e documentos) e um adaptador que transforma o celular em uma espécie de netbook para ser usado na TV. A câmera de 8 megapixels com flash LED faz fotos e vídeos de ótima qualidade.

Seria quase impossível não começar o review do Razr por sua construção física. A carcaça que tem acabamento com fibra de Kevlar (material resistente utilizado em coletes à prova de balas) e Gorilla Glass na tela é elegante e ao mesmo tempo inusitada. O Razr é um aparelho fino. Quase todo seu corpo tem 0,7 centímetros de espessura, com exceção de uma parte mais grossa onde fica a câmera, que mede 1,1 centímetros.



2 - Galaxy SII - Nota 8,9

Num corpinho com menos de 1 centímetro de espessura, o Galaxy S II GT-I9100, da Samsung, traz uma configuração arrasadora. A força do processador de 1,2 GHz com dois núcleos e a tela de 4,3 polegadas são as maiores entre os smartphones que já passaram pelo INFOlab. O resultado dessa combinação são respostas instantâneas, sensibilidade ao toque excepcional e menus, fotos e vídeos com um aspecto muito bom. A câmera de 8 MP apresenta resultados acima da média. Os arquivos ficam armazenados nos 16 GB de memória interna. Quer mais espaço? É só adicionar um cartão microSD. Para isso, é preciso remover a tampa traseira de plástico texturizado, que, para alguns, não foi a melhor escolha para manter o visual classudo. Também há quem ache que a telona deixou o aparelho com proporções um pouco exageradas e sinta falta de uma saída microHDMI e da sintonia de TV, função presente no antecessor. Com o sistema Android mais moderno por trás, o modelo faz bonito no software, com aplicativos para editar texto e sincronizar arquivos por Wi-Fi.

Armado com um processador Cortex A9 de dois núcleos de 1,2 GHz, o Galaxy S II é o smartphone com maior poder de fogo do mercado. Aliado à GPU Exynos Mali-400MP, própria da Samsung, o aparelho dá adeus aos engasgos na interface, abertura de aplicativos e serrilhados. A experiência oferecida pelo S II ao usuário é uma das melhores já avaliadas pelo INFOlab. Para completar o quadro, há 1 GB de memória RAM, 16 GB de memória interna e um slot para cartões microSD. Mesmo com os valores acima da média, faltaram ao Galaxy S II recursos inovadores para que ele ocupasse a primeira posição no INFOlab, como o sistema de docks ou leitor biométrico do Motorola Atrix. A falta de uma saída HDMI e a necessidade de um adaptador para conectar o S II à TV (com 720p) também é um grande ponto negativo em relação aos concorrentes.



3 - iPhone 4S - Nota 8,8

Numa olhada rápida, é muito difícil distinguir o iPhone 4S do iPhone 4. Só quem é bom no jogo dos sete erros pode notar a pequena diferença entre os modelos. Enquanto o 4 tem três divisões para separar as duas antenas laterais (uma de cada lado e outra no topo), o 4S tem quatro (duas na esquerda e duas na direita). A mudança foi feita provavelmente para corrigir de vez os problemas de recepção de sinal. Além de estarem dispostas de maneira diferente, as antenas se revezam para garantir um melhor desempenho – o que, por outro lado, aumenta o consumo da bateria. Não houve outras alterações no design. O posicionamento dos botões, das entradas e da câmera é idêntico. Até mesmo o peso foi mantido em exatos 141 gramas.

Na parte interna, há duas diferenças importantes. A primeira delas é a presença do processador A5, de dois núcleos e 1 GHz, o mesmo do iPad 2. Com esse QI mais avantajado, o iPhone 4S consegue realizar tarefas complexas com maior rapidez do que o seu antecessor. Nos testes, rodamos o benchmark Geekbench para verificar o tamanho da diferença. Enquanto o iPhone 4 com sistema operacional iOS 5 atingiu 377 pontos, o novo modelo conseguiu 622 pontos. Isso significa que o desempenho do conjunto formado por processador e memória aumentou quase duas vezes. Embora tenha o mesmo cérebro, o 4S não empata com o iPad 2, que consegue um resultado ainda melhor, de 754 pontos.




4 - Nokia N9 - Nota 8,5

Manusear o N9 desperta um misto de satisfação e melancolia. O smartphone tem belo design, hardware eficiente e um sistema operacional simples, bonito e fácil de usar, o Meego. O N9 é feito em peça única de policarbonato e para navegar por suas funções basta deslizar o dedo na tela. Com o movimento para os lados, alterna-se entre as três telas. Uma com atalhos para aplicativos, outra com os programas abertos, permitindo fechar ou trocar de app, e uma com agregador de mensagens e redes sociais. Um destaque da configuração é o chip NFC, que permite a troca de arquivos e dados ao aproximar o N9 de dispositivos compatíveis. A câmera de 8 MP faz ótimas fotos, mas não mantém o nível ao filmar em 720p. Compatível com HTML5, o navegador ignora Flash. O N9 tem vários aplicativos interessantes. Mas a oferta não deve crescer, já que a parceria entre Nokia e Microsoft sepultou as chances de surgirem outros smartphones com o Meego.

A principal vantagem do corpo de policarbonato em peça única é a excelente empunhadura que ele oferece. O manuseio do aparelho é muito confortável. Por outro lado, não é possível ter uma bateria extra para viagens e emergências. Ao contrário de outros modelos da Nokia, o N9 tem poucos botões. Em uma de suas laterais há os controles de volume e um botão, que pode ser usado para travar a tela e controlar a câmera. Na parte superior há uma entrada microUSB, uma conexão P2 e o cartão SIM.



5 - HTC Ultimate - Nota 8,4

Finalmente os brasileiros podem conhecer o sistema da Microsoft que promete colocar a empresa na briga com Apple e Google pelo mercado de smartphones. O Windows Phone 7.5 Mango chega ao país na tela de 4,7 polegadas e 480 por 800 pixels do Ultimate. Nessa enorme vitrine, os menus com textos grandes e a navegação suave entre eles, dois pontos altos do Mango, ficam ainda mais valorizados. Outros atrativos são os contatos da agenda telefônica, Facebook, Twitter, LinkedIn e Windows Live reunidos em um único lugar e o pacote Office, para a edição de documentos e planilhas. O processador de 1,5 GHz do Ultimate não é um dual core, como o dos Androids mais avançados. Isso não atrapalha a sensação de fluidez ao operar o aparelho. Por outro lado, a combinação do chip com um único núcleo com display grandão resultou em um consumo de energia acima da média nos testes do INFOlab. A bateria suportou apenas 4 horas e 15 minutos. A capacidade de memória interna, 16 GB, é ok. Só incomoda a falta de uma entrada para cartão.

Também conhecido fora do Brasil como Titan, o Ultimate logo terá diante de si o desafio de enfrentar duas gerações mais novas de circuitos integrados com processadores dual core. Será que o Ultimate consegue sobreviver a essa verdadeira titanomaquia? Do lado dos deuses olímpicos podemos citar o A5, o Tegra 2, e o Snapdragon S3, além do lançamento iminente de aparelhos com Tegra 3 e Snapdragon S4. A favor do Ultimate temos a unidade de processamento gráfico Adreno 205 e 512 MB de RAM, reforços um tanto modestos.

Guia de compras

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Comentários

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10 Impecável. O produto é perfeito. Não há nada a ser melhorado.
9,0 - 9,9 Ótimo. Qualidade excepcional. É difícil, mas não impossível, aperfeiçoar alguma coisa.
8,0 - 8,9 Muito bom. Satisfaz as necessidades do usuário e é bastante superior à média do mercado.
7,0 - 7,9 Bom. Atende bem às necessidades do usuário, embora tenha alguns pontos fracos.
6,0 - 6,9 Médio. Seus pontos fortes superam as falhas e ele atende à maioria das necessidades.
5,0 - 5,9 Regular. Pode ser uma solução satisfatória para alguns usuários.
4,0 - 4,9 Fraco. Embora possa ser útil em algumas situações, o produto tem problemas substantivos.
3,0 - 3,9 Muito Fraco, As falhas são graves, anulando os eventuais pontos fortes.
2,0 - 2,9 Ruim. Não há atrativos a destacar; só pontos fracos.
1,0 - 1,9 Bomba. O produto é tão ruim que é difícil achar utilidade para ele.
0 - 0,9 Lixo. Você não deve aceitar esse produto nem de graça.