Em toda família há um encarregado – voluntário ou não – para registrar cada detalhe, cena vexatória e momentos marcantes das comemorações de final de ano. Ao incansável produtor sempre sobram críticas, dificuldades e julgamentos. Para facilitar a vida dos cineastas e fotógrafos das festividades, a INFO separou 6 câmeras digitais e 4 filmadoras.
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Fuji X100 - Nota 8,5Baseada nas antigas câmeras rangefinder, a FinePix X100, da Fujifilm, é de cair o queixo. Não só pelo design, mas também pelo desempenho nas altas sensibilidades ISO. Nos testes do INFOlab, a X100 trabalhou usando um oitavo da luz demandada por uma compacta convencional e mantendo qualidade semelhante. Isso se deve principalmente ao seu sensor (chip substituto do filme fotográfico), cujo tamanho é o mesmo do empregado em câmeras profissionais. A lente, apesar da ótima abertura (f/2), não é intercambiável nem tem zoom. As fotografias podem ter formato JPG ou RAW, enquanto o vídeo filmado com autofoco vira um MOV de resolução 720p e áudio estéreo. Ainda que a ergonomia não seja o ponto forte da X100, sua construção robusta passa a sensação de segurança durante o manuseio. O visual da máquina remete ao passado ao mesmo tempo que seu visor ocular inova: com três modos de operação, permite ao fotógrafo escolher entre visão ótica, eletrônica ou a mistura das duas, quando há sobreposição de informações digitais na imagem analógica. Esta Fuji vem embalada como uma joia, mas por 4.999 reais não esperávamos o contrário.
O sensor da X100, um CMOS APS-C (modificado) de 12,3 megapixels, é a grande estrela dessa câmera. A qualidade das imagens captadas é igual ou superior (em vários casos) à maioria das câmeras DSLR testadas pelo INFOlab. A definição das imagens é muito boa e as cores muito fiéis. Outra característica resultante do sensor é a baixa granulação, mesmo em valores altos de ISO (de 100 a 12.800). A câmera também é muito veloz. Nos testes do INFOlab, a X100 registrou uma imagem em 0,03 segundos (média entre 10 medições). Uma de suas concorrentes, a Leica X1, registrou em 0,17 segundos (quase 6 vezes mais lenta).
Leica D-Lux 5 - Nota 8A câmera digital Leica D-Lux 5 é um gadget de luxo que vai além da grife. Sua lente tem zoom de apenas 3,8 vezes, mas que concilia campos de visão extremamente úteis a uma ampla abertura. Seu corpo é compacto e construído em liga metálica, com cara de que vai durar vários anos. O sensor CCD da máquina tem 10,1 megapixels e, apesar de ser maior que grande parte da categoria, não apresentou bom desempenho com sensibilidade ISO alta. A D-Lux 5 custa 3.400 reais, acompanhada do software Photoshop Lightroom 3.
Com direito a anéis de ajuste sobre a objetiva, o estilo "tijolo" retrô agradou bastante no INFOlab. Apesar da ausência de visor ocular, a Leica instalou no gadget uma sapata para acessórios internos, entre os quais estão flashes, battery grip e, inclusive, um viewfinder eletrônico. O visual da máquina é marcadamente clássico, remetendo a câmeras de décadas atrás, e a construção metálica, muito provavelmente, emprega liga de magnésio.
PowerShot S95 - Nota 8Embora pareça uma câmera básica à primeira vista, a PowerShot S95, da Canon, tem um recurso que faz toda a diferença na hora de fotografar. Assim como a sua antecessora, a S90, ela traz um anel ao redor da lente. Ao girá-lo, dá para controlar diferentes funções, como foco, zoom, abertura e nível de sensibilidade - o que é ótimo para quem gosta de fotografia e quer ter um equipamento leve, pequeno e que pode ser operado manualmente. Durante os testes realizados no INFOlab, as imagens tiveram uma qualidade muito boa, com cores equilibradas. A S95 corrige um dos principais defeitos da S90 e grava filmes em 720p. Pena que seu zoom, de apenas 3,8 vezes, não é um pouco mais amplo.
Há espaço no pequeno corpo da PowerShot para abrigar um sensor ligeiramente maior que a média das compactas (7.49 x 5.52 mm). Uma das consequências desse fato são fotos um pouco melhores com ISO alto. Isto é, “alto” para uma compacta. A granulação se torna perceptível a partir do ISO 800. Daí para frente, até o ISO 3200, a o nível de detalhe das fotos decai rapidamente.
Finepix 550 EXR - Nota 7,9Não faltam recursos à pequena Finepix 550 EXR, da Fujifilm. Além de ter GPS embutido, que registra a localização nas fotos, o modelo é capaz de filmar em full HD. As imagens feitas no INFOlab tiveram boa qualidade. Como o tamanho da câmera é muito reduzido, esbarrar nos botões traseiros é fácil. Seu flash retrátil é um pouco frágil. A retina da Finepix é um sensor de dimensões típicas de uma compacta: 6,4 x 4,6 cm. Esse EXR CMOS também lida com situações de pouca luminosidade de forma similar à da média das compactas. No ISO 800 já se percebe uma nesga de granulação que vai aumentando até se tornar evidente no ISO 1600. A partir daí até o ISO 3200 há grande perda de detalhe nas imagens. É possível atingir níveis mais altos de ISO (máximo de 12800) com fotos em resolução mais baixa, mas o resultado final é quase inutilizável. Com um alcance de apenas 3,2 m, o flash também não ajuda muito nas sessões noturnas de fotografia.
Se o sol não abandona o fotógrafo, as imagens produzidas pela Finepix 550 apresentam um grau de detalhe superior à média das compactas. No entanto, essa câmera vacila um pouco ao reproduzir o contraste de cores em determinadas situações. Não se trata de nada muito sério, mas quando dois objetos de cores muito intensas são postos lado a lado em uma foto, a imagem final poderia distingui-los de forma mais intensa.
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