4 media centers que levam o PC para a sua TV

Revisitamos 4 eletrônicos compactos que fazem streaming de mídia

• 3 de fevereiro de 2012
Foto: erikdungan
Apesar de todas as mágoas da indústria de conteúdo visual, o fato é que o meio digital mudou tanto a forma como consumimos filmes que tecer comentários a respeito deste tema já se tornou um grande lugar comum. Vamos passar por cima da quebra das grades de programação, da multiplicação de formatos de vídeo, dos avanços no conteúdo por streaming e ir logo ao ponto: como você pode aproveitar melhor todos esses recursos?

Há uma miríade de eletrônicos que podem cumprir o papel de central de mídia. As televisões modernas, por exemplo, abraçam com cada vez mais intensidade a internet e os formatos digitais. Inversamente, o PC tem tomado formas que o aproximam da TV. No entanto, a adoção de serviços de streaming como o Netflix tem sido um tanto lenta entre os fabricantes de televisão. O suporte nativo aos variados codecs de vídeo que circulam pela rede também demora para alcançar as TVs .

O PC é, então, a melhor solução de mídia digital a curto prazo. Porém não estamos falando de qualquer tipo de computador. De fato, a versatilidade dessas máquinas é imbatível e nada impede que alguém transforme um desktop tradicional em um media center. Mas usar um notebook ou desktop convencional para manter um servidor de mídia é como embarcar em um porta-aviões para passear pela costa. Existem aparelhos mais adequados para essa tarefa, com gabinetes menores e recursos focados na reprodução e transmissão de vídeo e áudio. Falamos dos media centers dedicados e dos minidesktops. Neste comparativo vamos revisitar quatro produtos que se encaixam nestas duas categorias.

Começando com os minidesktops, o Mac mini é o mais potente do grupo. Dotado de um processador de notebook, ele é o que mais se aproxima de um computador tradicional. No entanto, ele também é o mais caro e, tomando-o como um desktop, sua configuração deixa a desejar para essa faixa de preço. O Mac mini é indicado para quem pretende usar o PC tanto como desktop de uso geral quanto como media center.

Comparado ao Mac mini, o Zbox está um degrau acima da escala de especialização que parte dos minidesktops e culmina nos media centers dedicados. Sua APU AMD E-350 oferece alguns truques interessantes, como o suporte ao DirectX 11, mas não se compara ao Intel Core do Mac mini para computação em geral. O Zbox é, portanto, indicado para quem quer um media center completo que também seja capaz de agir como um desktop de vez em quando.

Passando para os media centers dedicados, o WD TV Live Plus é a produto mais econômico deste comparativo. Ele oferece suporte a um número moderado de codecs e serviços de streaming. No entanto, alguns aspectos de sua conectividade decepcionam. Não há Wi-Fi embutido no aparelho ou sequer um cabo HDMI no pacote. O WD TV Plus vai agradar quem procura uma solução de mídia eficiente a um preço razoável.

O Boxee Box, por sua vez, é um media center dedicado bem mais completo e muito mais caro. O software que o acompanha é o excelente Boxee, que possui uma interface bem amigável. Ele é capaz de ler uma vasta biblioteca de formatos de vídeo, áudio e imagem. Também não há do que reclamar a respeito da conectividade dessa caixinha.

Na época em que resenhamos o Boxee Box, seu maior ponto fraco era a falta de conteúdo online nacional. Atualmente, esse problema foi solucionado com a introdução da Terra TV, da Globo Digital e da Saraiva Filmes, o que torna esse aparelho o media center dedicado mais completo do nosso mercado. Entretanto, ele não vai muito além do papel de reprodutor de mídia: seu browser integrado é limitado pelo controle remoto do aparelho. Se dinheiro não for um problema, o Boxee Box vai atrair aqueles que procuram um player que segue a filosofia do “plugar e usar”.

Por fim, é preciso fazer uma menção aos maiores inimigos dos media centers: os consoles de video game. Tanto o Xbox 360 quanto o PlayStation 3 oferecem recursos muito similares aos de um media center, com a vantagem de que ambos possuem drives ópticos para a leitura de DVD e Blu-ray. Mais ainda: cada um tem sua própria loja de conteúdo online, embora esses serviços ainda sejam incipientes aqui no Brasil.

No entanto, os media centers ainda são mais versáteis que os consoles no que diz respeito à reprodução de vídeo. Além disso, não é impossível rodar jogos nos dois minidesktops que citamos acima. O Mac mini, por exemplo, pode até mesmo ser configurado com uma GPU relativamente forte.

Clique nas imagens para ler o review completo



D-Link Boxee Box – Nota 8,3

Se você está satisfeito com a imagem da sua TV, mas sente falta das funções típicas de uma SmartTV, o media player Boxee Box, da D-Link, resolve a questão sem a troca do televisor. Conectado por HDMI, o aparelho envia para a tela vídeos armazenados em pen drives, HDs externos, cartões de memória e PCs da rede doméstica e exibe conteúdo online, por meio de aplicativos e de um navegador com suporte a Flash. Os menus do Boxee Box são bem amigáveis. Prático, o controle remoto tem duas faces: uma com os botões de reprodução e outra com um teclado semelhante ao do PC. Mas até o usuário descobrir a melhor forma de segurá-lo, são comuns os esbarrões nas teclas da traseira do lado em uso. A agilidade da resposta na tela aos comandos é notável. A compatibilidade com formatos de vídeo também é excelente. No INFOlab, ele rodou todos os arquivos em 1080p testados pelas portas USB e por Wi-Fi. Os pontos negativos são o preço elevado e a falta de conteúdo online nacional. Segundo a D-Link, Saraiva Digital, Terra TV Video Store e Globo Digital devem estrear em breve no Boxee Box. O preço da caixa é 899 reais.



Western Digital WD TV Live Plus - Nota 8,6

Discreto e dono de um sistema bem acabado, o WD TV Plus é uma solução de mídia que cabe na palma da mão(12,6 x 10 x 4 cm). Assim como seu antecessor, o WD TV Live, a principal função do WD TV Live Plus é reproduzir arquivos de vídeos, fotos e músicas armazenados no seu HD através da rede cabeada, tarefa que o aparelho desempenha sem problemas. O “Plus” do nome se refere à adição de mais serviços de streaming online, capitaneados pelo Netflix. O pequeno sai por 359 reais.



Zotac Zbox nano AD10 – Nota 7,9

Computador de mão não é sinônimo apenas para smartphone. Com medidas de largura e profundidade inferiores às de um estojo de CD, o minidesktop Zbox Nano também merece esse título. A maquininha tem uma configuração semelhante à de um netbook com APU, componente que reúne processador e chip gráfico em uma única peça. Ele pode ser usado para acessar a internet, trabalhar com aplicativos de vídeo em alta definição e reproduzi-los na telona. O Wi-Fi, a saída HDMI e o controle remoto facilitam tudo. A cópia de arquivos e a conexão de HDs externos e periféricos são feitas por quatro portas USB, duas delas no padrão USB 3.0. Nos testes com o Windows 7 e Linux instalados no Zbox Nano, a execução de vídeos em 1080p foi perfeita. Mas ele não vem com sistema, mouse e teclado. Por 1.299 reais, você leva o Zbox para casa.



Apple Mac mini – Nota 8,2

Sólido e com um acabamento primoroso, esse computador em miniatura é um pouco maior que três caixas de DVD empilhadas. Ele pode ser usado como um PC de escritório ou como uma central multimídia para tocar filmes na TV. Além da porta HDMI, tem uma conexão Thunderbolt, usada para transferência rápida de dados ou saída de vídeo. Os pontos negativos são a falta de um drive óptico, além do ruído e aquecimento elevados quando comparado com os modelos antigos do Mac mini. Ele não vem com mouse e teclado. Seu preço é 1.799 reais.

Guia de compras

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Comentários

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10 Impecável. O produto é perfeito. Não há nada a ser melhorado.
9,0 - 9,9 Ótimo. Qualidade excepcional. É difícil, mas não impossível, aperfeiçoar alguma coisa.
8,0 - 8,9 Muito bom. Satisfaz as necessidades do usuário e é bastante superior à média do mercado.
7,0 - 7,9 Bom. Atende bem às necessidades do usuário, embora tenha alguns pontos fracos.
6,0 - 6,9 Médio. Seus pontos fortes superam as falhas e ele atende à maioria das necessidades.
5,0 - 5,9 Regular. Pode ser uma solução satisfatória para alguns usuários.
4,0 - 4,9 Fraco. Embora possa ser útil em algumas situações, o produto tem problemas substantivos.
3,0 - 3,9 Muito Fraco, As falhas são graves, anulando os eventuais pontos fortes.
2,0 - 2,9 Ruim. Não há atrativos a destacar; só pontos fracos.
1,0 - 1,9 Bomba. O produto é tão ruim que é difícil achar utilidade para ele.
0 - 0,9 Lixo. Você não deve aceitar esse produto nem de graça.