3 ultrabooks para ameaçar o reino dos tablets

Separamos três daqueles notebooks leves, finos e potentes que têm chamado tanta atenção

• 19 de janeiro de 2012
Foto: CraigJ
“Ultrabook” é o nome que a Intel concebeu (e registrou) para um design de notebook que apresenta características como leveza, inicialização rápida e processamento suprido por chips Sandy Bridge. Para além de uma jogada de marketing , o ultrabook é a face mais visível de um grande movimento estratégico da Intel para conter a expansão dos tablets.

Pelo menos no que concerne as CPU dos notebooks e desktops, vivemos hoje sob a hegemonia da Intel e, em menor grau, da AMD. No entanto, em um ritmo cada vez maior, os tablets têm escapado da condição de meras plataformas de consumo para avançar sobre o terreno da computação pessoal. Navegar na internet, assistir a vídeos e até produzir músicas e documentos são atividades que já podem ser desfrutadas em um iPad, um Xoom ou um Galaxy Tab. A questão é que são os chips da Nvidia, Qualcomm e Texas Instruments que têm tornado essa revolução possível.

O contra-ataque da Intel consiste em flanquear os tablets e atacar em duas frentes. Enquanto a linha de processadores Atom é usada para tentar forçar a arquitetura x86 goela abaixo dos eletrônicos móveis, o ultrabook têm objetivo de tornar os tablets menos relevantes. Por enquanto, o sucesso estrondoso da arquitetura ARM (usada, por exemplo, no iPhone 4S e no Galaxy S2) parece demonstrar que o RISC é uma abordagem mais adequada para processadores de smartphones e tablets. Contudo, se a última CES for uma indicação real do quê o futuro reserva para a computação pessoal, a estratégia do ultrabook é, no mínimo, muito promissora.

Os atributos que a Intel definiu para o design dos ultrabooks giram em torno de dois componentes: o SSD e o system-on-a-chip Intel Core. Na verdade, o SSD em si não é mandatório, embora seja desejável. A Intel simplesmente exige um sistema de armazenamento que ofereça rapidez suficiente no acesso de arquivos para emular a experiência de um eletrônico que, à maneira de um tablet, está sempre pronto para responder aos comandos do usuário. A linha Intel Core, por sua vez, está passando por um processo de desenvolvimento em três fases(Sandy Bridge, Ivy Bridge e Haswell) que pretende, entre outros objetivos, aumentar a eficiência energética e fortalecer o processamento gráfico.

Os três ultrabooks que testamos utilizam SSD e, é claro, processadores Sandy Bridge. Com efeito, há muitas semelhanças entre eles: desempenho excelente em tarefas mundanas, processamento gráfico relativamente forte, boot rápido, longa duração de bateria, peso inferior a 1,5 kg e design impecável. Os três também estão na mesma faixa de preço. Há, no entanto, uma série de diferenças que citaremos brevemente.

O MacBook Air é o pai de todos os ultrabooks. A primeira versão do finíssimo da Apple já era um sinal que de o mundo dos notebooks estava mudando, mas foi só com o Sandy Bridge que ele pôde ser elevado a categoria de máquina séria. O grande diferencial do Air em termos de hardware é a conexão Thunderbolt. Extremamente rápida e versátil, essa porta justifica parcialmente a decisão da Apple de oferecer uma configuração de entrada com apenas 64 GB de memória. No entanto, trata-se de uma conexão muito pouco disseminada, o que limita severamente sua utilidade. Desse modo, entre os três ultrabooks avaliados, o Air é a um só tempo o melhor em conectividade potencial e o pior em conectividade real.

A Asus é uma grande parceira da Intel. Portanto, era de se esperar que um ultrabook de qualidade como o Zenbook fosse lançado mais cedo ou mais tarde. Esse laptop é um pouco mais versátil que o MacBook Air. Contudo, aqui no Brasil, um Air de configuração equivalente é consideravelmente mais barato. Além disso, o touchpad do Zenbook não é tão confiável quanto o dos outros dois ultrabooks avaliados.

O Samsung Série 9 proporciona, com uma ampla vantagem, a maior autonomia de energia elétrica. Durante nossos testes, a bateria desse ultrabook durou 137 minutos, uma marca impressionante mesmo quando se considera que se tratava de um modelo de 13 polegadas. No entanto, pelo menos por enquanto, a Samsung só oferece uma opção de configuração e um tamanho de tela. Além disso, o Série 9 também obteve resultados ligeiramente inferiores aos dos outros dois ultrabooks nos benchmarks.

Também é preciso deixar claro que o Zenbook e o MacBook Air postados a seguir são os modelos com telas de 11 polegadas. A comparação de ambos com o Série 9 é válida na medida em que a maioria das considerações traçadas sobre esses dois ultrabooks menores é também relevante para os modelos maiores de cada marca. Confira as resenhas completas:


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Asus Zenbook UX21 - Nota 8,2

Leve e poderoso, o Zenbook é um belo representante da nova safra de ultrabooks, os laptops fininhos e fáceis de transportar. O corpo de alumínio com tela de 11,6 polegadas pesa 1,2 kg. A espessura não passa de 1,7 centímetro na parte menos estreita. O modelo impressiona pela capacidade de trabalhar com diversos tipos de aplicativos de forma tão tranquila quanto outros notebooks com telas de 13 a 16 polegadas testados no INFOlab. Na comparação com laptops maiores, só ficou atrás ao rodar games 3D mais complexos. No lugar do HD, usa drive de memória flash (SSD). Uma das vantagens é a rapidez ao ligar. A desvantagem é o menor espaço para arquivos. Seu preço é 3.999 reais.



Apple MacBook Air 11” – Nota 8,2

O novo MacBook Air de 11,6 polegadas continua idêntico no visual, mas em seu interior há agora a geração mais nova dos processadores Intel Sandy Bridge e a porta Thunderbolt. O modelo testado pelo INFOlab conta com um Core i5 2467M de 1,6 GHz. Outra novidade em relação ao modelo anterior é o sistema operacional. Agora as máquinas são equipadas com o Mac OS X Lion. Por 3 mil reais, o pequeno notável continua gerando intriga com seu pouco armazenamento, são 64 GB em um SSD, mas também atrai uma legião de fãs com seu design e massa de somente 1,06 kg.



Samsung Série 9 – Nota 8,2

Qualquer semelhança entre o design do notebook com tela de 13,3 polegadas Série 9 (900X3A-A01), da Samsung, e o MacBook Air, da Apple, não é mera coincidência. Só que, além de bonito, fino (1,6 centímetro de espessura na região mais estreita) e leve (1,3 quilo), o notebook coreano com corpo produzido com duralumínio, uma liga metálica utilizada na indústria aeronáutica, é forte. O modelo é equipado com o processador Intel Core i5 2537M, um dos primeiros chips de baixo consumo de energia da geração Sandy Bridge. Graças a isso, nos testes do INFOlab o Série 9 mostrou excelente desempenho e autonomia. Cravou 8.063 pontos na ferramenta PCMark Vantage, que avalia o desempenho da máquina, deixando para trás o MacBook Air (2.544 pontos) e até mesmo o novo MacBook Pro de 13,3 polegadas com processador Core i5 Sandy Bridge (5.431 pontos). A duração da bateria, medida com o software Battery Eater simulando o uso intenso do computador, chegou a 2 horas e 17 minutos. As laterais delgadas limitam a oferta de conectores e excluem o drive óptico. O Série 9 custa 3.999 reais.

Guia de compras

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Comentários

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10 Impecável. O produto é perfeito. Não há nada a ser melhorado.
9,0 - 9,9 Ótimo. Qualidade excepcional. É difícil, mas não impossível, aperfeiçoar alguma coisa.
8,0 - 8,9 Muito bom. Satisfaz as necessidades do usuário e é bastante superior à média do mercado.
7,0 - 7,9 Bom. Atende bem às necessidades do usuário, embora tenha alguns pontos fracos.
6,0 - 6,9 Médio. Seus pontos fortes superam as falhas e ele atende à maioria das necessidades.
5,0 - 5,9 Regular. Pode ser uma solução satisfatória para alguns usuários.
4,0 - 4,9 Fraco. Embora possa ser útil em algumas situações, o produto tem problemas substantivos.
3,0 - 3,9 Muito Fraco, As falhas são graves, anulando os eventuais pontos fortes.
2,0 - 2,9 Ruim. Não há atrativos a destacar; só pontos fracos.
1,0 - 1,9 Bomba. O produto é tão ruim que é difícil achar utilidade para ele.
0 - 0,9 Lixo. Você não deve aceitar esse produto nem de graça.