LG Renoir, o celular fotógrafo, clica em 8 MPAparelho com estilo de iPhone se destaca pela câmera e pela interface amigável
Airton Lopes, da INFO 6 de fevereiro de 2009
Marcelo Kura
![]() Renoir KC910q
As fotos não ficam bonitas apenas na tela. Como são produzidas em até 8 MP, elas podem ser impressas em papel (inclusive em tamanhos maiores do que o tradicional formato de 15 por 10 centímetros) sem medo. A alta resolução da câmera do Renoir vem acompanhada de recursos típicos de câmeras fotográficas compactas, como estabilizador de imagem, geotagging e detectores de face e de piscadas. O aparelho também filma bem, gravando clipes de vídeo de em resolução VGA (640 por 480 pixels) com taxa de 30 quadros por segundo e em QVGA (320 por 240 pixels) em 120 quadros. O detalhe é que, na prática, a utilização da taxa de 120 quadros só tem utilidade para ver as cenas com mais detalhes em câmera lenta. O flash de xenônio do Renoir ilumina bem, mas a sua operação tem um detalhezinho chato. Não dá para ajustá-lo para disparar sempre. O usuário tem as opções de desligá-lo, trabalhar no modo de redução de olhos vermelhos e no automático. Assim, não dá para compensar manualmente a luz em um lado de um objeto num ambiente já iluminado. Comentários
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Na maioria dos celulares e smartphones, a câmera fotográfica apenas quebra o galho para cliques descompromissados. Mas também existem modelos para quem leva a fotografia mais a sério, como o Renoir KC910q, da LG. De todos os camerafones testados pelo INFOLAB, nenhum fotografou tão bem quanto ele. Equipado com lente Schneider-Kreuznach e dono de uma belíssima tela sensível ao toque, o Renoir produziu as imagens com melhor qualidade em todas as situações e cenas clicadas, com cores vibrantes e muito bom contraste.
As fotos não ficam bonitas apenas na tela. Como são produzidas em até 8 MP, elas podem ser impressas em papel (inclusive em tamanhos maiores do que o tradicional formato de 15 por 10 centímetros) sem medo.
A alta resolução da câmera do Renoir vem acompanhada de recursos típicos de câmeras fotográficas compactas, como estabilizador de imagem, geotagging e detectores de face e de piscadas. O aparelho também filma bem, gravando clipes de vídeo de em resolução VGA (640 por 480 pixels) com taxa de 30 quadros por segundo e em QVGA (320 por 240 pixels) em 120 quadros. O detalhe é que, na prática, a utilização da taxa de 120 quadros só tem utilidade para ver as cenas com mais detalhes em câmera lenta.
O flash de xenônio do Renoir ilumina bem, mas a sua operação tem um detalhezinho chato. Não dá para ajustá-lo para disparar sempre. O usuário tem as opções de desligá-lo, trabalhar no modo de redução de olhos vermelhos e no automático. Assim, não dá para compensar manualmente a luz em um lado de um objeto num ambiente já iluminado.
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Não é apenas pela câmera que o Renoir se destaca entre tantos telefones inspirados no iPhone. A vantagem do modelo da LG em relação a aparelhos como o Omnia, da Samsung, e o Touch Diamond, da HTC, é que realmente dá para explorar todos os seus recursos usando só o toque dos dedos sobre a tela de três polegadas. O aparelho oferece resposta tátil quando os botões virtuais são acionados com uma vibração com intensidade definida pelo usuário. O scroll funciona bem. Pena que o LCD não é multitoque.
Os menus são espaçosos e com letras grandes. Em alguns casos, tão grandes que o nome de diversas funções nem cabe na tela. O teclado QWERTY virtual só fica disponível com o Renoir no modo paisagem. Ele segue o estilo do teclado do iPhone, só que as teclas são menores, o que dificulta um pouco a digitação com os dedos. É preciso ter boa mira para digitar com destreza. A resposta aos comandos realizados com o dedo é boa, mas não no nível proporcionado pelo LCD multitoque do iPhone. Com o aparelho na posição vertical, o teclado virtual é igual ao de um celular convencional. Uma canetinha stylus acompanha o Renoir, mas ela pode ser deixada em casa, já que muito raramente acaba sendo necessária.
Um recurso interessante de personalização é a adição de widgets na tela principal. Se quiser incluir um desses programinhas na tela inicial, basta arrastar o ícone dele com os dedos para o local. A seleção de widgets disponíveis inclui relógio, calendário, player de música e rádio FM.
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O Renoir não deve nada em recursos de conectividade, pois é 3G e vem com Wi-Fi, Bluetooth com A2DP e A-GPS. Só que, a menos que o usuário corra atrás de software por sua própria conta, o GPS só serve mesmo para geotagging. O Renoir não possui nenhum programa de mapas e navegação instalado. Nem mesmo o Google Maps.
A navegação na internet segue o consagrado padrão Safari, com altos e baixos. É bacana porque o browser exibe a versão original da página e amplia a área de leitura com o toque do dedo sobre a tela. Se preferir um ajuste mais apurado, uma barra de zoom fica disponível no rodapé da tela, bastando deslizar o controle para aumentar ou diminuir o zoom. O navegador trabalha com abas. O chato é que, mesmo no zoom mínimo, as dimensões da tela não permitem enquadrar toda a largura página.
O Renoir possui um cliente RSS que funciona de forma integrada com o browser. Basta tocar no link do feed para adicioná-lo. Porém, a leitura do conteúdo acaba sendo um pouco confusa. No cliente é exibida a lista de feeds. Clicando em um deles, a visualização do resumo é feita no browser. O problema é que não existe uma forma de retornar ao cliente RSS (pelo menos não de uma maneira tão simples e intuitiva como deveria ser). Abaixo do texto da notícia resumida existem links para a próxima, a anterior e o manjado “leia mais”, para abrir a versão completa do texto. Ao pressionar o botão Voltar do browser, ele retorna para a página web anterior, não para a lista no cliente RSS.
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Outro ponto alto do Renoir é o design. Ok, de frente, não dá para negar que as linhas são claramente inspiradas nas do iPhone. Mas, hoje em dia, qual smartphone com tela sensível ao toque e sem teclado físico não é? O LCD de três polegadas ocupa quase toda a frente do aparelho. Abaixo dele ficam três botões: os de iniciar e encerrar chamada e o de atalho para um menu de programas personalizável. Olhando a traseira do Renoir, é fácil confundi-lo com uma câmera compacta. A lente fica coberta por uma proteção que se abre automaticamente quando a câmera é acionada. Tudo isso em um corpo bem magrinho para um camerafone de sua categoria.
Como em todos os recentes smartphones touch screen, o player de música e vídeo é fácil e gostoso de usar por causa da interface. Nesse departamento, o Renoir se destaca ainda pela compatibilidade com vídeos em DivX, XviD e MPEG-4. Até dá para ver os clipes na TV, só que o cabo AV não está incluído no kit vendido no Brasil. Porém, a LG pisa na bola de verdade pela falta de um conector P2 para fone de ouvido e pela pouquíssima memória embutida do aparelho (102 MB), amenizada em parte pelo cartão microSD de 2 GB.
A LG não divulga qual é o processador nem a quantidade de memória RAM. No dia a dia, o que se nota é que o Renoir não encara a execução de múltiplas tarefas numa boa. Nos testes, ele não abriu arquivos do Word enquanto uma música era reproduzida no player. Falando em Word, a visualização de arquivos do Office é feita pelo Picsel Viewer. Só não há um modo de edição.
Observação: o preço do aparelho foi atualizado no dia 16/12/2009.