Equipada com um display sensível ao toque, essa câmera da Nikon faz fotos em 14 MP com qualidade acima da média para as compactas. Os destaques são a definição dos detalhes e as cores bem equilibradas. Touchscreens do tipo resistivo nunca ofereceram respostas muito precisas ao toque do dedo. O da Coolpix S4100 não foge à regra, situação agravada pelo fato de que os menus exibem ícones pequenos. A câmera até vem com uma caneta para explorar a tela sensível com precisão, mas é difícil imaginar alguém utilizando uma canetinha no dia a dia. Ela grava clipes em 720p, mas a conexão com a TV é de vídeo composto.
A S4100 utiliza uma sensor CCD de 6,17 x 4,55 mm para converter a luz em imagem. Aliás, essa câmera é um bom exemplo para demonstrar que a velha celeuma entre CMOS e CCD faz pouco sentido atualmente, pelo menos no que diz respeito ao mercado de câmeras não profissionais. O estereótipo afirmaria que uma câmera com CCD não é tão suscetível a ruídos, mas S4100 não é melhor do qualquer outra compacta com CMOS nesse aspecto.
Embora suas fotos com nível de sensitividade baixo produzam resultados acima da média, basta aumentar o ISO para fazer com que os detalhes das imagens desapareçam como em um passe de mágica. Os primeiros sinais de granulação já aparecem nas fotos com ISO 200. Entre o ISO 800 e o ISO 3200, as imagens perdem muito em definição e vivacidade. Confira a progressão do ruído nas seguintes fotos, tiradas em estúdio com ISO 80, 400 e 1600, respectivamente.
A S4100 também não se sai muito bem na hora de capturar imagens de cenas com ampla gama dinâmica. Em outras palavras, cenas com zonas de forte contraste entre luz e sombra não são bem reproduzidas por essa máquina. De qualquer modo, essas faltas são comuns entre as compactas, independentemente do tipo de sensor. Não existe um fator que, isoladamente, determine o grau de qualidade de imagem de uma câmera. A foto é um produto da ação conjunta de resolução, sensor, processamento gráfico, óptica e, é claro, habilidade do fotógrafo.


Antes de atingir o CCD da S4100, a luz passa por uma lente Nikkor com distância focal de 26 mm a 130 mm, o que proporciona um zoom de 5x. Para uma lente de compacta, a faixa da grande angular dessa câmera cobre um capo de visão bastante amplo sem apresentar distorções geométricas. Por outro lado, dependendo das condições de luz, os objetos fotografados aparecem circunscritos por linhas ciano. Com uma abertura máxima de f3,2/f6,5, essa lente também é um tanto escura, mesmo para os padrões das compactas. Em outras palavras, é mais difícil aproveitar a luz natural, o que pode levar o fotógrafo a elevar o ISO mais frequentemente.

Como na esmagadora maioria das câmeras desse porte, o recurso de filmagem não é muito mais que um extra. Além de se limitar ao 720p, o auto foco é lento e a cores não têm vivacidade. A gravação de áudio também desaponta por utilizar apenas um canal. No entanto, é preciso elogiar a Nikon por ter escolhido um container de mídia mais amigável, o AVI. Os vídeos, assim como as fotos, podem ser armazenados em cartões SD, SDHC ou SDXC.
Excetuando-se os problemas já mencionados da interface touchscreen, o display da S4100 tem uma qualidade aceitável. Sua resolução (230.000 pixels), suas cores e seu ângulo de visão são medianos.
O problema dessa tela de 3 polegadas não é a qualidade de imagem e sim a escassez de informações. Ela não exibe a velocidade do obturador, o f-stop da abertura ou sequer o nível de ISO. Aliás, a organização da interface em geral é muito confusa. Cada menu é representado apenas por um ícone, sem legendas ou qualquer tipo de explicação. Contudo, há um ponto positivo na interface: um editor de imagens que permite realizar mudanças simples nas fotos. Esse editor se destaca por fazer bom uso da interface de toque: usando a caneta stylus, o fotógrafo pode fazer desenhos simples sobre as imagens capturadas.
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