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Câmeras digitais

Guia de compras

Por Yuri Gonzaga, de INFO Online
• 4 de fevereiro de 2011
Wiki Commons

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Se você acessou este guia, é porque se interessa minimamente em comprar uma câmera -- e em aprender um pouco sobre o assunto. Vamos começar com quatro dicas gerais:

Desconsidere os megapixels
Isso aí que você leu está certo. Se você não está escolhendo uma webcam, desconsidere os megapixels. Fizeram com que acreditássemos que, quanto mais megas, melhor a câmera digital. Isto era verdade na época em que as máquinas geravam imagens entre 0,6 e dois MP. Contudo, a resolução, medida em milhões de pontos, só será objeto de interesse na hora de imprimir instantâneos. No final das contas, nós tiramos fotos para postar no Orkut, Facebook, mandar por e-mail e revelar no tamanho 10x15cm. Para isso, menos de cinco megas dão e sobram. As fabricantes sabem disso, mas, mesmo assim, é difícil encontrar câmeras novas com "apenas" oito megapixels. E a grande maioria dos sensores possui 12, 14, 18... Ou seja, a necessidade por mais MP terminou, mas o marketing em torno do dado permaneceu firme e forte.

Pegue a câmera na mão
A qualidade da construção de uma máquina pode ser atestada razoavelmente bem por análises na internet (e é por isso que o Reviews INFO existe), mas o conforto na hora de fotografar e a segurança da pegada são fatores totalmente subjetivos. Por isso, é muito importante que potenciais compradores dediquem certo tempo a manusear as candidatas nas lojas.

Mais zoom não é "chegar mais longe"
Diferentemente do que se pode imaginar, o fator de zoom (geralmente apresentado em vezes, ou pela letra "x"), não significa o quão longe uma lente chega. Em outras palavras, uma câmera de zoom 10x pode ampliar mais um objeto distante que uma de 12x. Isso depende do comprimento focal, dado essencial para ser checado em uma objetiva. Por conta da divergência entre tamanhos de sensores e lentes, o tal do comprimento focal é apresentado em número equivalente ao empregado por câmeras de filme 35mm. Um exemplo: Samsung ST5500 possui zoom de 7 vezes, numa objetiva equivalente a 31-217mm, e amplia mais assuntos distantes que a Lumix ZR3, cuja lente equivale a 25-200mm (fazendo as contas, são 200/25= 8x de zoom).

Não se engane pelo ISO
Ultimamente, as fabricantes têm vendido o alcance do ISO da câmera como se isso significasse melhores imagens com pouca luz. De fato, quanto maior a sensibilidade ISO (que se chamava ASA nos filmes) menor a luminosidade necessária para se fazer uma foto, mas à custa da qualidade da foto. Ou seja, não vou querer clicar com a câmera ajustada para ISO 6400 se isso significar fotografias inúteis, por causa da perda de detalhe e da granulação em excesso. De modo geral, câmeras com maiores sensores (o qual pode ser CCD ou CMOS) conseguem lidar com maiores taxas de ISO, em especial as máquinas reflex. Note que, muitas vezes, a informação sobre o tamanho do sensor é uma fração -- e é omitida pela fabricante. Para citar um exemplo, a Canon S90 possui desempenho em ISO elevado acima da média para compactas, graças a um sensor de 1/1,7'' de diagonal, grande quando comparado a concorrentes que empregam CCDs ou CMOS de 1/2,3''.br />

Compacta


Categorizamos como câmeras compactas as que possuem corpo achatado e pequeno o suficiente para caber no bolso. Sendo assim, esta é a classe de câmeras que mais permite divergências, tanto em preço quanto em atributos.

De modo geral, as compactas possuem um sensor pequeno e, portanto, mau desempenho em alta sensibilidade (situações com menor luminosidade e valores altos de ISO). Para contornar esse problema, as fabricantes têm desenvolvido máquinas com "retroiluminação" do sensor, recurso que aumenta a quantidade de luz recebida, devido a um diferente posicionamento do fio metálico que sustenta o CCD ou o CMOS, melhorando as fotos com pouca luz. Hoje, pode-se dizer que tal característica é essencial para uma compacta. As companhias utilizam diferentes nomes para a tecnologia: a Sony intitula seus sensores retroiluminados de "Exmor R", enquanto a maior parte dos concorrentes chamará, simplesmente, de BSI (backside-illuminated sensor).

Outro atributo muito positivo para uma câmera digital é possuir amplo ângulo de visão. Já tentou tirar uma foto de um grupo e, ao dar mais um passo para trás, percebeu que já tinha chegado na parede? Bom, é para isso que a lente da sua máquina deve ter uma faixa grande-angular mais larga. Para ter noção disso, é preciso conferir o comprimento focal da objetiva (outra vez!): se ele começa na faixa dos 28mm, já é razoável; é melhor que comece nos 24mm. A Sony TX9, por exemplo, possui ângulo de visão bastante "wide" (largo): com o zoom no mínimo, o comprimento focal de sua lente é de 25mm equivalentes.

Para quem almeja aprimorar seus conhecimentos fotográficos, mesmo utilizando uma máquina fininha, é bom verificar de antemão se a câmera digital possui controles manuais, como velocidade, abertura e foco. A Panasonic LX3 e a Canon S90 são bons exemplos disso. Algumas empresas embutem guias em tempo real com lições de fotografia nas câmeras, mas eles são, em maioria, só irritantes.

É através do visor LCD que os usuários de câmeras compactas farão o enquadramento, ao mesmo tempo em que checam a condição de iluminação da fotografia. Portanto, quanto maior sua diagonal em polegadas, sua definição e seu brilho, melhor. O número de pontos, medido em kpixels, deve ser o mais alto possível. Um caso de ótimo monitor de cristal líquido, entre as máquinas que passaram pelo INFOlab, é o da ST5500, de 3,7 polegadas contendo 1152 mil pontos, além de ser sensível ao toque. Uma característica do visor que aumenta sua versatilidade e que pode aumentar a criatividade do fotógrafo é ser flexível, girando no eixo horizontal e no vertical.

Apesar de não ser o intuito principal de uma câmera digital, é indispensável que ela seja capaz de gravar vídeos. Enquanto a resolução de 720p possa servir bem à grande maioria de usuários, é bom que ela possa filmar, também, em Full HD (1080p). Mas atente para a capacidade do cartão de memória e a potência do seu computador ao lidar com arquivos desse tipo. Também é bom que a máquina possua porta HDMI, para enviar as imagens em alta definição direto para a telona.

Há inúmeros recursos em que as fabricantes têm apostado para fisgar os fotógrafos amadores. O reconhecimento automatizado de rostos, disparo ativado por sorriso e o GPS, provavelmente, são os que mais devem ser levados em consideração. Enquanto os dois primeiros ajudaram a nós, completos nó-cegos em fotografia, a tirar melhores fotos em grupo, o GPS (testado na Samsung ST1000) mostrou que pode ser extremamente útil para viagens, em especial as para lugares remotos. Há, ainda, uma infinidade de "modos", presentes em todas as máquinas, que vão desde macrofotografia (close-ups) até fogos de artifício, para auxiliar quem não tem a mínima noção sobre o assunto. Conexões bluetooth, DLNA ou Wi-Fi são uma comodidade, mas não alteram a qualidade de captura de suas imagens. Mas, a possibilidade de enviar as fotos diretamente para um e-mail ou exibir um vídeo na TV por DLNA, por exemplo, pode agradar muitos usuários.

Superzoom


Se há alguma coisa que podemos fazer com câmeras digitais é nos divertirmos. E as mais divertidas delas são as superzoom. Com um corpo construído em torno de uma lente enorme, essas maquininhas conseguem ampliar objetos distantes de tal maneira que, ao operá-las, sempre acabamos nos surpreendendo. A grande sacada desta classe é que, quase sempre, usuários interessados poderão utilizar os presentes ajustes manuais.

Como a lente é o componente principal das superzoom, é muito bom verificar, com antecedência, suas características. Não somente o fator de ampliação, que varia de 12 até incríveis 36 vezes (por enquanto), mas também a qualidade da sua construção, são essenciais. Dificilmente, uma fabricante de renome, como Leica e Carl Zeiss, permitiriam que um conjunto ótico com seu nome estampado tivesse baixa qualidade. E é nisso que as companhias de câmeras compactas apostam, através de parcerias (no caso citado, Panasonic e Sony, respectivamente).

A marca da lente não é tudo, e sabemos bem disso. De qualquer maneira, se não for possível testar a qualidade de imagem gerada pela câmera antes da compra, é bom que se saibam alguns dados técnicos básicos. A abertura é um deles: é um número que, geralmente, vem impresso no anel da parte frontal da objetiva. Por ser o denominador de uma fração, quanto menor seu valor, melhor: uma abertura maior permite que mais luz entre na câmera e isso, em geral, significa desempenho aprimorado em ambientes com baixa luminosidade e menos tremedeiras.

Por falar em tremeliques, é essencial para uma superzoom que o sistema de estabilização de imagem seja competente. A compensação ótica dos movimentos é realizada por uma lente que se desloca no sentido oposto ao causado pelo tremor das mãos, corrigindo ou, ao menos, amenizando, os borrões das fotos. Hoje, praticamente todas as câmeras de alto fator de zoom apresentarão tal sistema. É bom checar sua competência, se possível, com demonstrações ao vivo, senão, em vídeo pela internet.
É muito interessante fotografar objetos distantes, mas é importantíssimo saber se a velocidade do autofoco é suficientemente alta para que os momentos não sejam desperdiçados. Na gravação de vídeos, é essencial a uma câmera superzoom que o zoom ótico possa ser operado, junto de uma refocalização rápida. A demora para capturar uma imagem, a partir do momento em que o botão do obturador é pressionado, também é ponto a ser levado em consideração: quanto menor, melhor. Novamente, ressaltamos a necessidade de utilizar a câmera candidata a compra com antecedência.

Reflex


Esta categoria é para os entusiastas e aspirantes a fotógrafo. Entre as características das câmeras classificadas como reflex digital (DSLR), há a possibilidade de troca de lentes, grandes dimensões, sensor de tamanho avantajado e preço alto. O ato de clicar também é transformado, já que a maioria dos donos destas câmeras prefere fazê-lo olhando pelo visor ocular, que permite maior inserção e isolamento na hora de compor uma foto. Além disso, o obturador mecânico gera um som característico -- agradável a muitos. É essencial entender sobre equipamento fotográfico antes de se pesquisar os modelos.

Ao escolher uma reflex, é importante não se prender à discussão entre as duas maiores fabricantes neste nicho. Em outras palavras, a pergunta "Canon ou Nikon?" só tem fundamento quando estreitada para uma comparação direta, entre dois modelos em particular. A Olympus, a Sigma, a Sony entre outras companhias também oferecem câmeras do tipo, apesar da sua menor ocorrência.

Quando comparando câmeras DSLR, é importante saber que, às vezes, seu preço nem sequer inclui a lente -- a objetiva, às vezes, é preciso comprar avulsa. Cada um dos conjuntos óticos a ser encaixado no corpo de uma reflex possui uma utilidade, além de diversas outras características muito diferentes entre si. Fotógrafos profissionais possuem uma lente para retratos, outra para macro, outra para arquitetura e por aí vai.
Há muito o que se considerar em uma reflex. Na hora da compra, pondere a velocidade do disparo contínuo (bom para assuntos de movimentação rápida), o tamanho do sensor e sua fidelidade na reprodução de cores, competência do sensor de autofoco. E, caso você anseie tirar do modo automático de vez em quando, a sua própria capacidade de lidar com numerosas informações e fatores determinantes para uma boa foto. Os resultados de uma DSLR, tanto em instantâneos como em vídeo, são esteticamente muito mais poderosos que o de uma compacta. Mas demandam aprendizado.

Câmeras órfãs de classificação


Na mídia especializada internacional, alguns lançamentos recentes têm sido tratados com diferentes classificações. A Sony NEX-3, que foi esmiuçada no INFOlab, é uma delas. Isso porque, apesar da possibilidade de trocar de lentes e possuir um sensor tão grande quanto as reflex, não é dotada de um conjunto de espelhos que formem um visor ocular ótico -- conjunto este que é a razão do nome da categoria reflex. Alguns blogs e sites têm chamado esta Sony, a Samsung NX10 e a Panasonic G1, por exemplo, de EVIL (sigla que, em inglês, que significa "câmera de lentes intercambiáveis e visor ocular eletrônico").

As câmeras EVIL possuem os benefícios de um sensor gigante, que são baixa profundidade de campo e pouco ruído nas altas sensibilidades, sem demandar um corpo tão avantajado quanto as DSLR. A tecnologia, que está passando por grande evolução, já permite filmes com autofoco, e os resultados são impressionantes. O preço destas máquinas e a baixa disponibilidade de lentes compatíveis são desvantagens (talvez momentâneas).

comentários

  • Catia, tanto a Olympus e a Kodak são ótimas marcas. Mas pesquise bem os modelos em que tem interesse, compare com as marcas concorrentes e, se possível, pegue as câmeras na mão.

    Yuri Vinicius Kawakami Gonzaga • 11/04/2011 - 15:29
  • gostaria de saber a qualidade das cameras da kodak e da olympus. tenho muita vontade de comprar uma camera mas nao intendo muito desse assunto. alguem pode me orientar?

    catia lidiane alves fernandes • 30/03/2011 - 14:17
  • O texto da matéria esta totalmente desformatado, parece estar em uma coluna só! Todo quebrado! Por favor, revisem.

    Michel • 24/03/2011 - 23:17
  • E concordo nessa questão da quantidade de MP. as pessoas achama que mega pixel é tudo numca câmera e pelo andar da carroagem, logo os fabricantes estarão vendendo modelos de 50 mp.

    augusto furtado • 24/03/2011 - 10:31
  • Quasi que comprei a Sony NEX-3 mas desistí pelo tamanho e preço que achei ainda grandes. Sou amador, mas fá de fotografía digital. Finalmente escolhi a Sony DSC TX9 pelo preço e compacta e achei perfeita. Gostaria de ver reviews de esta nova linha da Sony e ver se concordam com minha impressão.

    Julian Aude • 06/02/2011 - 22:15

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10 Impecável. O produto é perfeito. Não há nada a ser melhorado.
9,0 - 9,9 Ótimo. Qualidade excepcional. É difícil, mas não impossível, aperfeiçoar alguma coisa.
8,0 - 8,9 Muito bom. Satisfaz as necessidades do usuário e é bastante superior à média do mercado.
7,0 - 7,9 Bom. Atende bem às necessidades do usuário, embora tenha alguns pontos fracos.
6,0 - 6,9 Médio. Seus pontos fortes superam as falhas e ele atende à maioria das necessidades.
5,0 - 5,9 Regular. Pode ser uma solução satisfatória para alguns usuários.
4,0 - 4,9 Fraco. Embora possa ser útil em algumas situações, o produto tem problemas substantivos.
3,0 - 3,9 Muito Fraco, As falhas são graves, anulando os eventuais pontos fortes.
2,0 - 2,9 Ruim. Não há atrativos a destacar; só pontos fracos.
1,0 - 1,9 Bomba. O produto é tão ruim que é difícil achar utilidade para ele.
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