Câmera Lumix G1 mistura reflex e compactaModelo da Panasonic é o primeiro levinho com lentes intercambiáveis
Marco Aurélio Zanni, de INFO Online 18 de junho de 2009
Marcelo Kura
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Lumix DMC-G1
A tradicional telinha de LCD usada nas compactas, que está se popularizando nas DSLRs, permitiu que a G1 abdicasse do visor óptico para ficar pequena (ela mede 12,4 por 8,3 por 12 centímetros e pesa 620 gramas, sem contar a lente). Como o novo viewfinder é eletrônico, foi possível também tirar a peça conhecida como caixa de espelhamento, usada para inverter a imagem antes de exibi-la no visor óptico. Embora esse sistema de visualização mostre 1,4 milhão de pontos, há uma perda evidente na fidelidade das cores que você enxerga numa cena, quando comparamos com o velho pentaprisma, mas a qualidade dos cliques continua semelhante à de uma reflex. O sistema, desenvolvido pela Panasonic e pela Olympus para fazer câmeras desse tipo, chama-se Micro Four Thirds. Sua vantagem, além de deixar a máquina menor, é também tirar 6 milímetros do sensor, em relação ao comum Four Thirds, com 1,7 por 1,3 centímetro. O sensor CMOS do sistema quatro terços, com metade do tamanho de um fotograma de 35 mm, deixa as lentes mais leves também. Como efeitos colaterais, o equipamento exige um adaptador para o uso de lentes antigas e, por causa do corpo compacto, algumas objetivas grandes podem dificultar a empunhadura. Comentários
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Fotógrafos profissionais em momentos de folga ou amadores que desejam alta qualidade de imagem têm um sonho em comum: juntar a versatilidade das câmeras reflex com a praticidade das compactas. Ou seja, querem clicar fotos boas sem ficar carregando um trambolhão por aí. Dos equipamentos que já passaram pelo INFOLAB, quem mais se aproxima dessa proeza é a Lumix DMC-G1, da Panasonic. Ela tem um corpo do tamanho das superzoom, mas isso não a impede de usar lentes intercambiáveis – e tudo isso num sistema totalmente digital.
A tradicional telinha de LCD usada nas compactas, que está se popularizando nas DSLRs, permitiu que a G1 abdicasse do visor óptico para ficar pequena (ela mede 12,4 por 8,3 por 12 centímetros e pesa 620 gramas, sem contar a lente). Como o novo viewfinder é eletrônico, foi possível também tirar a peça conhecida como caixa de espelhamento, usada para inverter a imagem antes de exibi-la no visor óptico. Embora esse sistema de visualização mostre 1,4 milhão de pontos, há uma perda evidente na fidelidade das cores que você enxerga numa cena, quando comparamos com o velho pentaprisma, mas a qualidade dos cliques continua semelhante à de uma reflex.
O sistema, desenvolvido pela Panasonic e pela Olympus para fazer câmeras desse tipo, chama-se Micro Four Thirds. Sua vantagem, além de deixar a máquina menor, é também tirar 6 milímetros do sensor, em relação ao comum Four Thirds, com 1,7 por 1,3 centímetro. O sensor CMOS do sistema quatro terços, com metade do tamanho de um fotograma de 35 mm, deixa as lentes mais leves também. Como efeitos colaterais, o equipamento exige um adaptador para o uso de lentes antigas e, por causa do corpo compacto, algumas objetivas grandes podem dificultar a empunhadura.
|quebra|
Se nada do que foi dito até aqui é uma limitação séria para você (e não deve ser mesmo, para a maioria dos usuários), temos uma câmera com pegada quase profissional e uma porrada de recursos para ajudar até quem não manja tanto de fotografia. Ela tem resolução de 12,1 megapixels e sensibilidade ISO que vai de 100 a 3 200. A objetiva que vem junto, uma Lumix G Vario, possui distância focal variando de 14 a 45 mm e abertura do diafragma de f/3,5 a f/5,6. As fotos tiradas no INFOLAB mostraram boa qualidade, nitidez e cores equilibradas. A distorção geométrica foi quase imperceptível e também não houve aberrações cromáticas evidentes.
O display LCD de 3 polegadas e 460 Kpixels é um show à parte. Além de ter uma excelente definição de cores, ele dá a maior liberdade na hora de clicar em ângulos inusitados. A tela se move 180 graus lateralmente e 270 graus na vertical. Há duas funções automáticas muito interessantes. A primeira, relativa ao visor ocular, serve para ligá-lo só quando você aproxima seu olho. A segunda aparece quando se mexe no foco manual – a câmera aumenta o zoom digital para que seja possível usar um pedaço pequeno da cena como referência. Na hora do clique, ela volta ao enquadramento original.
|quebra|
As demais funções da G1 são parecidas com o que vemos por aí nas câmeras digitais compactas. Há um estabilizador óptico de imagens, que detecta e corrige automaticamente a tremulação das mãos, e configurações de sensibilidade e velocidade de disparo, evitando imagens borradas. Antes do clique, a tecnologia AF Tracking vai acompanhando o objeto a ser fotografado e ajusta o foco a cada movimento para garantir imagens sem borrões. Também está presente aqui o detector de faces. Depois que a foto é tirada, dá para fazer correção de brilho. Mas uma função básica essa câmera não tem: é impossível gravar vídeos com ela. Pelo preço de 3.999 reais, ela deveria até servir cafezinho.
O acabamento emborrachado da máquina na cor azul dá um toque de elegância a ela, mas sem chamar muita atenção. Seu formato é conservador, seguindo o estilo das reflex, o que é ótimo para a empunhadura. Comparando com uma DSLR de tamanho normal, obviamente ela não é tão confortável. O contraponto são os botões bem posicionados, acessíveis somente com o polegar. Uma das coisas esperadas pela indústria é a produção de modelos mais compactos nesse padrão Micro Four Thirds, o que seria uma quebra de paradigma, por permitir a troca das lentes.
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Observação: O preço do aparelho foi atualizado no dia 07/12/2009.