Quem conhece o console portátil da Nintendo como aquela plataforma mais infantil, com jogos casuais, simples e de visual um tanto pobre vai se surpreender com a nova proposta da gigante nipônica dos games. A nova versão do pequeno, o Nintendo 3DS, traz recursos de sobra para deixar qualquer fã de jogos eletrônicos satisfeito.
O grande trunfo do console é a tecnologia 3D. Quem pensou nos tradicionais, horrendos e desconfortáveis óculos se enganou. A tela superior do Nintendo 3DS, que conta com resolução de 800 por 240 pixels e mais de 16 milhões de cores, pode exibir imagens tridimensionais e converter automaticamente o conteúdo dos jogos. O controle da profundidade gerada pelo portátil pode ser feito por uma pequena chave localizada na lateral inferior direita da tela. Ela é uma ferramenta importante, já que o efeito funciona muito bem em alguns jogos, como o Street Fighter IV, mas pode ser incômodo e gerar imagens duplicadas em alguns casos, como no PES 2011.
O ajuste também é importante para o conforto do jogador. É necessário manter uma distância de no mínimo 60 centímetros e ajustar seu ângulo de visão para que o efeito seja agradável. O nível de intensidade varia muito de uma pessoa para a outra. Há quem prefira um efeito mais suave, mas também há quem goste de uma experiência mais profunda. “O novo console inaugura uma maneira completamente nova de jogar videogame”, afirmou Mark Wenteley, diretor de marketing da Nintendo para a América Latina, em uma conversa com a INFO durante o troféu
Game World 2011, em São Paulo. No evento a Nintendo montou um estande com vários 3DS para o público se divertir. Foi a primeira vez que consumidores tiveram acesso ao console. Nos outros países somente jornalistas puderam brincar com o produto. Segundo Mark, esse privilégio dos brasileiros se deve à base sólida de fãs que a Nintendo conquistou por aqui. A aposta da empresa é que o game supere as expectativas geradas com o público, trazendo títulos fortes como os apresentados na feira. Os títulos demonstrados foram Steel Diver (game de submarino), Pilotwings Resort (no estilo Mii Sports), Nintendogs + Cats, The Legend of Zelda 3D, Super Street Fighter IV 3D, PES 2011 3D, Asphalt 3D e LEGO Star Wars III: The Clone Wars.
Durante os testes do INFOlab o 3DS se mostrou bastante confortável. Suas medidas de 7,3 por 13,4 por 2 centímetros podem caracterizá-lo como um paralelepípedo estranho. Mas o peso de 226,7 gramas e sua empunhadura dão segurança e tranquilidade para as mãos. Foi fácil matar várias horas com o pequeno em mãos. Nos controles, uma diferença em relação ao modelo anterior é um controle analógico, muito similar ao dos controles do PlayStation ou Xbox 360. A novidade agradou bastante, principalmente em games de luta e aventura, como o LEGO Star Wars. Além disso, ele traz os tradicionais botões A, B, X e Y, botões L e R na parte superior do console (para pressionar com os indicadores), Start e Select e o antigo direcional, que não foi abandonado. Há também uma caneta para facilitar as entradas de texto na tela inferior sensível ao toque.
O teclado gerado para as entradas de texto é pequeno e requer o uso da caneta. A digitação com os dedos é impraticável. Esperávamos um layout mais adequado e parecido com o de smartphones.
A segunda tela, que utiliza tecnologia resistiva para responder aos movimentos, isto é, se faz necessária uma pressão nos toques, amplia a agilidade do jogador. No game Street Fighter, por exemplo, é possível designar 4 teclas para realizar movimentos especiais, como Hadouken e especiais. Isso acaba com as frustrações dos que não conseguiam executar as “meias luas”. Mesmo sendo um recurso interessante, nem todos os games utilizam todo o potencial da segunda tela.
Cada um dos títulos apresentados destacou uma das grandes características do console. No Steel Diver, por exemplo, o jogador controla um submarino. Para navegar e mirar basta mover o console. Isso é possível graças aos sensores de movimento e giro. Os movimentos são reconhecidos pelo console e a resposta é muito precisa.
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