O que é que o iPad 3G tem?

Testamos o tablet com acesso à rede móvel para comprovar que ele pouco evoluiu



19 de julho de 2010 Marco Aurélio Zanni, de INFO Online
Marcelo Kura

Apple iPad 3G Apple iPad 3G Apple iPad 3G Apple iPad 3G Apple iPad 3G
Leia também:
iPad
  • Apple
    Pesquisa INFO de Marcas - Reputação: Excelente
  • Prós: Qualidade de imagem excepcional, tela bastante sensível ao toque e duração de bateria acima do esperado
  • Contras: Não é multitarefa, nem tem suporte a Flash
  • Conclusão: O iPad não vai substituir seu laptop, mas é um primeiro tiro certeiro para a popularização do formato tablet
  • Avaliação técnica: 9,1
  • Preço: 899 dólares
Ficha técnica
  • Chip Apple A4, de 1 GHz > 64 GB > 256 MB de RAM > 3G > Wi-Fi > Bluetooth > aGPS > LCD de 9,7" > Duração de bateria: 588 minutos
Quando mexemos com o iPad pela primeira vez, em abril, poucos minutos foram necessários para provar que seu maior defeito era a falta de conteúdo desenvolvido para a plataforma. Porém, sejamos justos, ele havia sido lançado apenas uma semana antes. Três meses depois, voltamos a testar o tablet, agora em sua versão 3G, para ver a conexão funcionar sem engasgos e comprovar que a esperada evolução dos aplicativos foi apenas modesta.

>> Já fizemos um teste completo, mostrando as características gerais do iPad. Clique para vê-lo.

As maiores diferenças do iPad 3G em relação ao modelo básico estão na etiqueta, no acesso à rede celular e no tamanho da memória. O modelo avaliado agora tem 64 GB e sai por 899 dólares, enquanto o outro, com 16 GB, custa 499 dólares – discrepância inexplicável pelo ganho de uma conexão e 48 GB de disco. Fora isso, o aparelho mais novo tem também uma faixa preta na parte superior traseira, item que serve para diferenciar o design dos produtos.

A conclusão mais triste para quem deseja comprar o aparelho é que, diferentemente do iPhone, ele tem poucos aplicativos gratuitos legais. Tanto que nossa lista de programas mais indicados continua intocável. As poucas exceções estão no âmbito das revistas – pérolas como a Sports Illustrated (mostrada no vídeo abaixo) fazem o tablet valer a pena. Nossa expectativa é que surjam mais opções interessantes para interagir com conteúdo em vídeo no iPad.



Comentários

  • Eu discordo sobre a afirmativa que "um netbook dá de 10 a zero no iPad". Primeiro Fato: net com windows tu sabe que vai ficar lento, que terá que formatar mesmo com todas as opções de manutenção que acompanham o windows. Segundo Fato: a duração da bateria. Dificilmente um net tem autonomia de 7 a 10 horas longe da tomada. Terceiro Fato: Se o net for da HP ainda tem o detalhe de aquecimento, conhecido por milhares de proprietários. Quarto Fato: Windows 7 mesmo com multitouch, torra a bateria em poucas horas e ainda não é adequado ao toque, mesmo se for um tablet original (aquele com entrada de texto a mão e que tu gira a tela pra virar "um note") pois a interface do windows ainda não te permite "dar toques" onde só o mouse alcança com eficácia. Quinto Fato: fale da tua experiência, do que tu tem e não do que tu imagina ou testou por uns poucos instantes. E que comecem as vendas aqui, pra quem ainda não tem.

    Dmitriy R • 24/11/2010 - 18:29
  • Pois é... depois que todos vcs escreveram isso, hoje 24/11/2010, já foram vendidos mais de 13.000.000 de iPads no mundo!!! Isso seria aproximadamente a população da cidade de São Paulo!!! Ou seja, não interessa que Netbook é melhor ou não, o gadget pegou e ninguém tira ele mais do topo dos sonhos de aquisição... Eu como informata que sou, sei que um Netbook dá de 10 a ZERO em um iPad, mas mesmo assim vejo muitas utilidades no uso de um iPad tanto profissionalmente como para laser e portanto compraria um de olhos fechados e pagaria esse preço absurdo sim, pois é inegável a qualidade dos produtos Apple.

    Rico Inside • 24/11/2010 - 14:39
  • Ainda prefiro meu bom e velho notebook. Até lançarem um gadget similar que rode windows ou linux. Que tal o windows 7 q já tem aplicação nas telas sensíveis ao toque? O problema do Ipad é que é tudo pago...qualquer aplicativo...do mais ridiculo ao mais util é pago! ipad é para ricos que podem pagar 899 dolares + pagar alguns dolares por cada programa instalado. Até agora nao tenho nd do q reclamar do meu velho e útil notebook com windows xp + linux a não ser do tamanho mas mesmo assim ainda temos o netbook q eu ainda acho mto fraco de armazenamento e de processamento mas nd que + 1 ou 2 anos não resolva. Se a apple não parar de produzir gadget no qual se paga por qlq aplicativo não vai conseguir atingir a grande massa.

    Cyro Pamplona Corte Real Neto • 28/07/2010 - 06:08
  • O Ipad é realmente incrivel nas suas funcoes, mesmo em Wifi ou 3G, a grande sacada desta maquina é a facilidade de obter dados imediatamente, é diferente de notebok, voce liga e fica alguns minutos carregando o windows, aqui voce aperta o botao e liga o equipamento e o software de email navegado ja esta pronto para o uso. Pogramas legais da apple store este é um grande problema os legais e bons sao pagos, e no site americano tem mais coisas do que o nosso, ferramentas uteis está na no norte, aqui no apple Sul, somente coisas gratuitas mas sem grandes utilidades, o GPS na grande parte do tempo nao sincroniza, a falta de acessorios também é um grande problema. Mas de resto é legal brincar com ela.... OBS usar um MacBook com Ipad é o ideal assim voce usa todos os recursos. James Chuang

    James Chuang • 23/07/2010 - 13:44
  • AFF! Agora tem que lançar uma revista da Info para cada bagulho que a Apple lançar?? Pelo amor de Deus... se for assim, muda o nome da revista de uma vez para "iFanboy Magazine".

    Lucas César Mourão • 23/07/2010 - 10:46
  • Sera que veremos uma versao especial da Info para o Ipad? Seria muito bom! Afinal se trata de uma revista de tecnologia. A Epoca neste ponto ja saiu na frente, e tem um app mto bom! A experiencia com o app do Jornal Estadao tb e mto positiva. Aguardarei com bastante entusiasmo a versao da Info para Ipad. Abraco!

    Alvaro de Melo Filho • 20/07/2010 - 08:43
  • Então é uma boa hora para desenvolver bons aplicativos free e ganhar com o iAD. Ops, o iAD da Apple ainda não está disponível. Droga! Será que vale a pena ou melhor é ficar com o modelo WiFi. Uma coisa que ajudaria na reportagem seria vocês informarem quanto custaria um plano de dados pro iPAD.

    Leonardo Akira Kiam • 19/07/2010 - 21:11

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O que é que o iPad 3G tem?

Marco Aurélio Zanni, de INFO Online

19 de julho de 2010


Quando mexemos com o iPad pela primeira vez, em abril, poucos minutos foram necessários para provar que seu maior defeito era a falta de conteúdo desenvolvido para a plataforma. Porém, sejamos justos, ele havia sido lançado apenas uma semana antes. Três meses depois, voltamos a testar o tablet, agora em sua versão 3G, para ver a conexão funcionar sem engasgos e comprovar que a esperada evolução dos aplicativos foi apenas modesta.

>> Já fizemos um teste completo, mostrando as características gerais do iPad. Clique para vê-lo.

As maiores diferenças do iPad 3G em relação ao modelo básico estão na etiqueta, no acesso à rede celular e no tamanho da memória. O modelo avaliado agora tem 64 GB e sai por 899 dólares, enquanto o outro, com 16 GB, custa 499 dólares – discrepância inexplicável pelo ganho de uma conexão e 48 GB de disco. Fora isso, o aparelho mais novo tem também uma faixa preta na parte superior traseira, item que serve para diferenciar o design dos produtos.

A conclusão mais triste para quem deseja comprar o aparelho é que, diferentemente do iPhone, ele tem poucos aplicativos gratuitos legais. Tanto que nossa lista de programas mais indicados continua intocável. As poucas exceções estão no âmbito das revistas – pérolas como a Sports Illustrated (mostrada no vídeo abaixo) fazem o tablet valer a pena. Nossa expectativa é que surjam mais opções interessantes para interagir com conteúdo em vídeo no iPad.

|quebra|

Corte o chip e seja feliz

Você já deve ter ouvido falar que é muito fácil cortar um chip para deixá-lo no tamanho exato do MicroSIM usado pelo iPad 3G e pelo iPhone 4. Bem, não é tão simples assim. Nos testes do INFOLAB, estragamos um cartão antes de conseguirmos fazer o modelo funcionar com uma operadora brasileira. O jeito correto é, com um estilete, fazer movimentos rápidos e firmes, de modo a não entortar o corte. Quando o chip fica menor que o espaço dedicado a ele, não funciona direito. Se tiver medo de errar, você pode comprar um adaptador por cerca de 25 reais em sites como o Mercado Livre. Além de servir como molde, ele também pode ser usado quando você quiser colocar o cartão em outros aparelhos.

Problema número dois: a Vivo anuncia que está vendendo o MicroSIM. É a primeira operadora brasileira a colocar o cartão nas prateleiras. Mas não é fácil encontrá-lo em São Paulo. Após dois dias procurando, leitores nos informaram que ele estava à venda no shopping Cidade Jardim. Mas a central da Vivo não soube nos informar isso por telefone. Para piorar, as lojas da operadora nem telefone têm para confirmar a disponibilidade do produto.

Com o chip colocado no tablet, enfim pudemos testar a conexão 3G, que se mostrou compatível com a qualidade da banda oferecida pela operadora. Funcionou muito bem durante todo o tempo de uso. Aí partimos para o teste de fogo: a bateria aguenta mais ou menos que a do modelo Wi-Fi? Menos. Depois de 9 horas e 48 minutos assistindo vídeos e baixando tranqueiras, a diferença foi de uma hora em relação ao modelo anterior.