Wagner Martins, o Mr. Manson, destrincha o marketing de guerrilha
Bruno Ferrari, de INFO Online
19 de março de 2009
Dá para ficar indiferente a um bonecão de posto do tamanho do Cristo Redentor em plena orla de Natal? Ou a um cubo de gelo de algumas toneladas cravado no meio da Avenida Luiz Carlos Berrini, um dos centros financeiros de São Paulo? Obviamente que não. Mas como utilizar ferramentas ousadas de interação com o público sem correr riscos de prejudicar uma marca construída durante anos?
É mais ou menos essa a função do marketing de guerrilha. Criar situações INUSITADAS, que chamem a atenção, e quebrem o modus operandi corriqueiro das ações publicitárias, calculando os riscos para o cliente. “Marketing de guerrilha é gerar boca a boca espontâneo. Tem esse nome porque o guerrilheiro precisa agir estrategicamente, com poucos recursos” afirma Wagner Martins, sócio da agência Espalhe, conhecido também como Mr. Manson, blogueiro do Cocadaboa.
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Segundo Martins, o objetivo da agência é criar um assunto para mostrar que naquele produto há algo tão interessante que pode gerar uma notícia, a chamada mídia espontânea. Quantas vezes não ouvimos em jornais, sites e revistas: uma fabricante de refrigerante parou o centro de São Paulo com uma campanha sobre seu novo produto. Uma rede de postos instalou um boneco de 30 metros de altura na orla de Natal para divulgar uma fusão com uma rede nordestina. “Miramos nas páginas de conteúdo de jornais e revistas e não nos espaços publicitários”, diz Martins.
Mr. Manson lembra que, apesar de ser um conceito bastante antigo, o boca a boca ganhou muito com a criação da internet, principalmente com a popularização das redes sociais. “O objetivo é semear um assunto, que chamamos de ‘meme’, e esse burburinho se espalhar em proporções absurdas. Se eu falo com um cara e ele vai comentar com os amigos numa mesa de bar, ele estará falando com cinco pessoas. Se eu falo com o mesmo cara e ele tem um blog com acesso considerável, ele estárá falando com 100 ou 200 mil pessoas”, comenta.
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E dentro das redes sociais, uma das ferramentas que se mostrou mais eficiente neste tipo de publicidade é o Twitter. Na opinião de Martins, o Twitter é um canal estratégico para a divulgação de informação, desde que seja utilizado com inteligência.
“Se falo no meu Twitter – aqui uma ação nova da Espalhe, vejam aí – instantaneamente, milhares de pessoas que me acompanham entrem em contato com aquilo”, afirma Martins, ponderando. “Mas tenho medo se ele vai resistir à invasão das massas. Quando parar de ser uma coisa de influenciadores online e o povão entrar ali, como entrou no orkut, se o Twitter não vai virar um scrapbook gigante com muito ruído. Muita gente falando muita besteira acaba poluindo aquela informação bacana que você pode tirar”, conclui.
Veja a entrevista completa com Wagner Martins, sócio da agência Espalhe, conhecido também como Mr. Manson, blogueiro do Cocadaboa, na programa Profiles da TV INFO.