O celular não depende de Apple e Google
Sandra Carvalho , do Grupo INFO 18 de fevereiro de 2009|
Marcelo Kura
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No século 16, o poeta John Donne dizia que nenhum homem é uma ilha. No século 21, qualquer um pode dizer: o celular também não. Estamos todos obcecados com o iPhone, da Apple, e o G1, o primeiro celular com Android, o sistema operacional do Google para a internet móvel. Bem, eu pelo menos estou, e carrego os dois, na bolsa, para todo lado que vou. Mas quem vai realmente moldar o celular do futuro não será a Apple nem o Google. É a turma que desenvolve os aplicativos para celular num esquema de colaboração. São programas que tornam um sistema mais útil, ou mais divertido, ou mais desejado, ou necessário, ou mais interessante, ou o que quer que seja. Não um sistema. E uma empresa sozinha, por mais que caia de amores por sua tecnologia proprietária, não consegue fazer, isolada, o que realizam milhares e milhares de programadores espalhados pelo mundo, dentro ou fora das empresas.
O sucesso do iPhone se deve a sua interface revolucionária — ninguém duvida disso. Mas alguém duvida que ele precisa de grandes aplicativos para avançar para o próximo nível? Antes mesmo de a Apple oferecer seu SDK — Software Development Kit — já havia gente programando para o iPhone. E hoje a Apple Store é o barato que é não por aplicativos da própria Apple, mas por contribuições anônimas ou conhecidas de pessoas ou empresas que antes não tinham nada a ver com a marca. IBM, Salesforce e Oracle são apenas alguns dos nomes que surgem em meio a uma multidão.



