Retrato da geração NET

Maurício Grego, de INFO Online 23 de janeiro de 2009
Retrato da geração NET
Os diferentes perfis da geração que já nasceu com a internet correndo em suas veias. Como os mais velhos podem acompanhar esta turma.

Leia também:
O canadense Don Tapscott acaba de traçar um retrato da geração net em seu livro Grown Up Digital: How the Net Generation is Changing Your World (Vida Digital: Como a Geração Net Está Mudando Seu Mundo, numa tradução livre). Veja alguns trechos da entrevista que ele deu a INFO.

INFO: Como os mais velhos podem acompanhar a geração net?
Don Tapscott: Conviver com eles, ouvi-los e aprender com eles. Algumas empresas adotaram uma forma de aconselhamento reverso, em que um jovem ajuda os mais velhos a entender a tecnologia que a juventude usa, além de seus valores, como o desejo de liberdade e a habilidade de personalizar bens e serviços.

INFO: Algum efeito negativo da cultura digital o preocupa?
Don Tapscott : Eu gostaria que os jovens fossem mais agressivos na defesa de sua privacidade. Muito da informação publicada em sites como o Facebook pode vir a assombrá-los no futuro. Já é comum empregadores pesquisarem informações na web sobre um potencial empregado. Uma foto da pessoa bêbada numa festa pode torpedear a oferta de emprego.

INFO: É preciso alterar as leis para garantir a privacidade?
Don Tapscott : Minha pesquisa mostra que metade dos n-geners estão dispostos a contar detalhes de suas vidas pessoais às empresas, se isso resultar no melhoramento de produtos. As restrições legais sobre o que pode ser feito com essas informações são muito frouxas nos Estados Unidos. Eu gostaria que fossem mais rígidas.

INFO: O desnível entre quem tem acesso à tecnologia e quem não tem está aumentando?
Don Tapscott: O divisor digital é um problema, mas está melhorando. Nos países mais desenvolvidos, como os do G20 (grupo que inclui o Brasil), o acesso a ferramentas digitais não é terrivelmente caro para a maioria da população. Obviamente, há famílias que têm dificuldades até para se alimentar. Assim, a existência de bibliotecas ou centros comunitários com acesso livre à internet é importante. Mas a tecnologia fi ca cada vez mais barata. Assim, vejo o futuro com otimismo.
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Retrato da geração NET

Maurício Grego, de INFO Online

23 de janeiro de 2009


O canadense Don Tapscott acaba de traçar um retrato da geração net em seu livro Grown Up Digital: How the Net Generation is Changing Your World (Vida Digital: Como a Geração Net Está Mudando Seu Mundo, numa tradução livre). Veja alguns trechos da entrevista que ele deu a INFO.

INFO: Como os mais velhos podem acompanhar a geração net?
Don Tapscott: Conviver com eles, ouvi-los e aprender com eles. Algumas empresas adotaram uma forma de aconselhamento reverso, em que um jovem ajuda os mais velhos a entender a tecnologia que a juventude usa, além de seus valores, como o desejo de liberdade e a habilidade de personalizar bens e serviços.

INFO: Algum efeito negativo da cultura digital o preocupa?
Don Tapscott : Eu gostaria que os jovens fossem mais agressivos na defesa de sua privacidade. Muito da informação publicada em sites como o Facebook pode vir a assombrá-los no futuro. Já é comum empregadores pesquisarem informações na web sobre um potencial empregado. Uma foto da pessoa bêbada numa festa pode torpedear a oferta de emprego.

INFO: É preciso alterar as leis para garantir a privacidade?
Don Tapscott : Minha pesquisa mostra que metade dos n-geners estão dispostos a contar detalhes de suas vidas pessoais às empresas, se isso resultar no melhoramento de produtos. As restrições legais sobre o que pode ser feito com essas informações são muito frouxas nos Estados Unidos. Eu gostaria que fossem mais rígidas.

INFO: O desnível entre quem tem acesso à tecnologia e quem não tem está aumentando?
Don Tapscott: O divisor digital é um problema, mas está melhorando. Nos países mais desenvolvidos, como os do G20 (grupo que inclui o Brasil), o acesso a ferramentas digitais não é terrivelmente caro para a maioria da população. Obviamente, há famílias que têm dificuldades até para se alimentar. Assim, a existência de bibliotecas ou centros comunitários com acesso livre à internet é importante. Mas a tecnologia fi ca cada vez mais barata. Assim, vejo o futuro com otimismo.