Morando na nuvem

Sandra Carvalho, do Grupo INFO 17 de março de 2009
Morando na nuvem
Windows, Linux, Mac. Na web, não interessa mais se estamos com o pinguim, a maçã ou a Microsoft. Prepare-se para viver só com o browser

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Windows, Linux, Mac. Na web, não interessa mais se estamos com o pinguim, a maçã ou a Microsoft. Quem manda é o browser, o guia supremo na nuvem. Quando se acessa o mundo pela internet, ninguém precisa carregar bagagem. Muita gente quer, mas não precisa.

Quando se fala em computação de nuvem, há dois tipos de atitude: a do early adopter, sempre disposto a pular em qualquer abismo em nome dos avanços high tech, e a do conservador, que adora viver agarrado a seus computadores, seus servidores, seus HDs, seus equipamentos de storage, e morre de medo de ver seus dados distantes.

Quando alguém dá um espirro na nuvem, pronto — é a senha para a onda de temor cercar a nuvem. Nas últimas semanas, quem tem desencadeado comentários pessimistas é a Omniture, uma inspiradíssima empresa de web analytics — a Salesforce das métricas da internet.
Comentários
  • Se for pra apostar eu aposto contra a nuvem, os drives SSD estão evoluindo muito, já existem cartões microSDHC de 16gb e SDXC de 32GB que pretendem chegar a 2TB em breve, então ninguem vai precisar andar com trambolhos para guardar dados.... Pendrives já estão por toda parte, eles podem não estar na nuvem mas andam de avião, carro, moto e onibus :P
    enviado por: Aziz Vicentini em 19/03/2009 - 00:05
  • Realmente Marcelo! O Brasil ainda possui uma Internet vergonhosa, apesar de algumas iniciativas, como a da BrasilTelecom que lançou o Ultra Turbo com velocidades de até 100MB, a maioria da população somente tem acesso a uma banda "meio" larga. Mas acredito que assim como o sistema operacional caminha para a "Nuvem" a rede mundial caminha para o "wireless", tanto que atualmente uso o 3G em casa e consigo velocidades de até 2MB, sem nenhum fiozinho! Lokura néh! Pois é.... Os brasileiros são muito criativos e logo teremos uma solução para esse gargalo! Abração!
    enviado por: Carlitos Fioravante Vieira de Oliveira em 18/03/2009 - 15:19
  • Sandra, você leu os comentários nesse artigo? http://info.abril.com.br/aberto/infonews/032009/17032009-41.shl#xxcomen te Viu que a esmagadora maioria dos brasileiros (não os mais favorecidos com recursos e banda larga rapisíssima - e caríssima - como a INFO) reclama? SERÁ que a internet brtasileira ^conseguirá acompanhar essa "nuvem"? Veja bem: não falo de vocês e outras grandes corporações, mas das pequenas e médias empresas, gente comum, etc. que somente dispõem de banda (meia) larga? Seria interessante a INFO analisar isso tembém, quando falar da nuvem... sugestão minha! POde ser? Obrigado...
    enviado por: Marcelo Neuri Haag em 18/03/2009 - 10:58

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Morando na nuvem

Sandra Carvalho, do Grupo INFO

17 de março de 2009


Windows, Linux, Mac. Na web, não interessa mais se estamos com o pinguim, a maçã ou a Microsoft. Quem manda é o browser, o guia supremo na nuvem. Quando se acessa o mundo pela internet, ninguém precisa carregar bagagem. Muita gente quer, mas não precisa.

Quando se fala em computação de nuvem, há dois tipos de atitude: a do early adopter, sempre disposto a pular em qualquer abismo em nome dos avanços high tech, e a do conservador, que adora viver agarrado a seus computadores, seus servidores, seus HDs, seus equipamentos de storage, e morre de medo de ver seus dados distantes.

Quando alguém dá um espirro na nuvem, pronto — é a senha para a onda de temor cercar a nuvem. Nas últimas semanas, quem tem desencadeado comentários pessimistas é a Omniture, uma inspiradíssima empresa de web analytics — a Salesforce das métricas da internet.
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A Omniture promete dados em tempo real sobre a audiência de vários dos maiores sites do mundo — entre eles, MSN, eBay, ESPN, CBS, Chicago Tribune, Los Angeles Times.

Há pouco tempo, a Forbes.com publicou um blog afirmando que a Omniture estava entregando os dados com vários dias de atraso.

Na INFO, usamos o sistema da Omniture desde julho, e nunca registramos nenhum atraso do tipo. Mas, no final de janeiro, num comportamento atípico, os dados, por um curto período de tempo, ficaram com delay de algumas poucas horas.

O que quer dizer isso? Que não se pode confiar na nuvem, que a infraestrutura da Omniture é toda errada, que a audiência da internet tem de ser medida por site, dentro de seus servidores, por se tratar de informação estratégica? Nada disso — quer dizer apenas que a Omniture subestimou seu crescimento, ou avaliou mal a qualidade de serviço de seu data center, ou cometeu qualquer outro erro típico de uma empresa que está crescendo demais numa velocidade louca.
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Paradoxalmente, passa-se a confiar mais na nuvem à medida que se criam antídotos contra falhas fatais. Ou seja, a perda dos dados. O Google Gears já dava tranquilidade para quem montou o escritório na web com o Google Docs, ao permitir a existência offline do serviço em qualquer tipo de máquina. Agora, ao abraçar também o Gmail, estende a rede de confiança para quem não pode nem pensar em perder mensagens acumuladas ao longo de anos. (E quem pode?)
Talvez as coisas caminhem, daqui para a frente, exatamente assim: a migração para a nuvem vai correndo, paralela, aos esquemas complementares de redundância, além da redundância que já se espera na própria nuvem. Mais cedo ou mais tarde, e provavelmente mais cedo, iremos todos nos acostumar a um mundo que dispensa grandes máquinas por perto — exige apenas pequenas máquinas para acessá-las a distância.