Prós e contras da computação em nuvem

Bruno Ferrari, de INFO Online 13 de março de 2009
Prós e contras da computação em nuvem
Venerada por uns e criticada por outros, 2009 promete ser um ano de decisão para o futuro da computação em nuvem

Leia também:
Uma das promessas tecnológicas para 2009 é a famigerada computação em nuvem. Famigerada porque muito se falou, alguma coisa se mostrou e as críticas que surgem a esse conceito embrionário são muitas. Mas será que dá mesmo para confiar documentos sigilosos e aplicações críticas num ambiente fisicamente disperso?

Grandes empresas, como Microsoft, IBM e Google, dizem que sim. A Microsoft, com o Windows Azure, e o Google, com o App Engine, são os nomes mais conhecidos nessa disputa. As duas companhias criaram, inclusive, ferramentas para quem quer desenvolver os próprios programas na nuvem. E já faz um tempo que se fala nos sistemas operacionais que serão baseados na nuvem – você poderá acessar independente de que máquina estiver usando o seu computador pessoal.
Comentários
  • Não temam colocar seus dados na Cloud. Com certeza os profissionais de segurença destes provedores são melhores que os seus, então você vai acabar se sentindo mais seguro na nuvem do que no seu próprio território. Outro fator que vinha impedindo a migração dos usuários para a web era o insano trabalho de mover todas as aplicações para lá. Qualquer um foge de um orçamento de milhares de horas/mês para realizar a tarefa. Estes problemas sempre acabam tendo uma solução tecnológica e foi o que aconteceu com o problema da migração das aplicações. Em março de 2009, foi lançado um produto chamado APPZERO (www.appzero.com.br|) que cria uma nova alternativa de virtualização que consiste em virtualizar a aplicação ao invés do servidor. Ela encapsula toda a aplicação com todas as suas dependências, sem o sistema operacional (ZERO OS), dentro de um único arquivo que pode ser facilmente copiado entre servidores (na infra-estrutura proprietária ou na Cloud), e executada em cima do sistema operacional compativel que estiver instalado na máquina de destino. Com a mobilidade dada por esta tecnologia, os usuários se sentirão muito mais inclinados a fazerem provas de conceitos e em seguida migrarem para uma infra-estrutura em nuvem, tão logo eles se sintam seguros e percebam o que podem economizar utilizando o ambiente da nuvem computacional. Para conhecer mais sobre a tecnologia do APPZERO, visite o site www.appzero.com.br ou leiam o artigo esclarecedor que tem sobre o assunto no site de notícias www.goglobalnews.com.br
    enviado por: Otto Pohlmann em 26/01/2010 - 13:55
  • Ok!! O no mundo da informática as vezes pode até ter grandes falhas, e riscos sempre iremos correr, pois afinal de contas nunca existiu nem ira existir um sistema 100% seguro pois afinal de contas "nós seres humanos somos imperfeitos" e somos os programadores de tudo isso; que consequentemente "pode ou não conter erros" erros estes as vezes involuntarios ou até mesmo brechas propositais para uma futura atualização com ganho financeiro; mas em fim se tratando de segurança na Nuvem acredito que sim teremos; até certo ponto e como e feito hoje, sempre estaremos dispostos a corigir e aperfeiçoar a cada dia mais e mais a seguranaça e confiabilidade da Nuvem.
    enviado por: Divino J. Silva em 20/03/2009 - 00:00
  • Estou trabalhando num projeto de "cloud" desde 2005 (www.pcio.com.br), e conheço os fundamentos desde 2003. Dos muitos que comentam esse assunto, pouquíssimos tem a experiência que conquistei com as várias horas de voo. Vejamos então: - Sob o ponto de vista da segurança, me respondam se o seu PC ou notebook está 100% seguro na rede? - Se o seu celular está seguro? lembram das malas da ABIN? - Se o seu dinheiro aplicado no banco está seguro? - Se o seguro que a concessionária do carro que comprou, vai mesmo ressarcir eventuais defeitos? Gente, os argumentos que estão utilizando criticar para "cloud computing" são os mesmos que poderiam servir de barreira para uma série de coisas que todos nós já utilizamosno dia a dia e nem nos damos conta. De acordo com essa ótica catastrófica, nem saiam de casa, não consumam nada que venha de origem diferente da sua plantação, não digam nada porque pode ser usado com vocês mesmos......desenvolvam seus prórpios sistemas operacionais, aplicativos, ERPs, etc.. Tem muita armadilha por aí, mas saibam que até o Google anda falhando e talvez vocês tenham uma conta lá. O datacenter da Telefonica deixou gente na mão recentemente também, enfim, é preciso pesquisar bastante e saber exatamente o que se pretende, e mesmo assim vai continuar havendo riscos. O mundo está cheio de oportunistas.
    enviado por: Marcos A. Silva em 17/03/2009 - 00:00
  • Concordo dom o amigo Seo Spy; Pois mesmo se estes dados forem espalhados por varios servidores pode ocorrer o efeiro em cascata no roubo de dados ou invasões pois os dados estarão virtualmente interligados; A Nuvem pode ate se tornar a causadora do fim da "Segurança" de um data center.
    enviado por: Divino J. Silva em 16/03/2009 - 00:00
  • Acho que a computação em nuvem tem dois principais problemas: perda de dados e segurança, perda de dados não será tão complicado para grandes empresa, só irão precisar desenvolver algum algorítimo capaz de fazer backups. Já a segurança que ao meu ver é o problema principal, pois mesmo que o sistema tenha criptografia, firewall, etc... Pode existir alguma falha que comprometa toda segurança, pois os sistemas são desenvolvidos por humanos e humanos tendem a falhar, acho que é perigoso armazenar tanta informação "em um só lugar" pois caso haja vazamento, fruto de uma invasão ou não, será um grande problema.
    enviado por: Neo Spy em 14/03/2009 - 00:00
  • Palavra duplicada na página 3 ("recentemente"): Recentemente, segundo matéria publicada pela Agência Reuters, acadêmicos e pesquisadores perceberam recentemente
    enviado por: Atila Anda Velo em 13/03/2009 - 00:00

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Prós e contras da computação em nuvem

Bruno Ferrari, de INFO Online

13 de março de 2009


Uma das promessas tecnológicas para 2009 é a famigerada computação em nuvem. Famigerada porque muito se falou, alguma coisa se mostrou e as críticas que surgem a esse conceito embrionário são muitas. Mas será que dá mesmo para confiar documentos sigilosos e aplicações críticas num ambiente fisicamente disperso?

Grandes empresas, como Microsoft, IBM e Google, dizem que sim. A Microsoft, com o Windows Azure, e o Google, com o App Engine, são os nomes mais conhecidos nessa disputa. As duas companhias criaram, inclusive, ferramentas para quem quer desenvolver os próprios programas na nuvem. E já faz um tempo que se fala nos sistemas operacionais que serão baseados na nuvem – você poderá acessar independente de que máquina estiver usando o seu computador pessoal.
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Institutos de pesquisa e especialistas em TI também defendem que a tecnologia independente do hardware deve ganhar consistência nos próximos anos. Para Celso Poderoso, especialista em sistemas da informação e coordenador dos cursos de graduação tecnológica da FIAP, a computação em nuvem está entre as seis tendências de 2009. Na opinião de Poderoso, este tipo de tecnologia abre espaço para versões simplificadas de netbooks, já que boa parte de seus dados poderão ser armazenados fora do hardware.

A nuvem também é apontada como um dos 10 bits certeiros para 2009, reportagem dedicada a identificar as tecnologias que podem ajudar pequenas e médias empresas a crescer em 2009. Em geral, a tecnologia apresenta serviços com pagamento mensal de acordo com o número de usuários. As PMEs podem reduzir despesas com licenças de software e computadores. “A empresa compra o serviço. Paga pelo que usa e usa apenas o que necessita”, diz Ricardo Chisman, sócio da consultoria Accenture no Brasil.
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A contrapartida
Os principais críticos da computação em nuvem dizem que não dá para confiar num ambiente com defesa heterogênea, com infraestrutura de armazenamento e proteção diferentes. Recentemente, segundo matéria publicada pela Agência Reuters, acadêmicos e pesquisadores perceberam recentemente o desaparecimento de alguns arquivos de jornais mais antigos até há pouco disponíveis na web. Os problemas foram identificados depois que a PaperofRecord.com, uma coleção de mais de 20 milhões de páginas de jornais que variam do Toronto Star a periódicos de aldeias mexicanas, passando por publicações de Perth, Austrália, se fundiu ao Google News Archive.

O diretor da British Library recentemente alertou em artigo para o jornal Observer que, se essa memória digital não for reparada, corremos o risco de "criar um buraco negro para os futuros historiadores e escritores". E por que isso não poderia ocorrer com documentos confidenciais e importantes de empresas, ou mesmo de dados de clientes? É uma pergunta que os que investem em tecnologias baseadas em data centers devem responder para convencer os mais conservadores.
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E a segurança?
Quando a computação em nuvem começou a ganhar as rodas de conversas da turma de TI, muito se falava da segurança de não deixar informações armazenadas somente num local. Com isso, a tecnologia de preço mais baixo ganhava um grande aliado – a proteção de dados.

Mas notícias recentes ponderam essa primeira impressão. Na reportagem Computação em nuvem? Sim, mas cuidado, o editor sênior da INFO, Carlos Machado, mostrou que uma nova falha num sistema de computação em nuvem mostra como uma vulnerabilidade pode se propagar por vários servidores. Um erro de XSS, ou cross-site scripting, identificado numa das aplicações do Baynote chamada Social Search, fornecedor californiano de software como service, abriu uma brecha para atacar os clientes da empresa. Segundo o especialista em segurança Russ McRee, o incidente põe a nu o calcanhar de aquiles da computação em nuvem.
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Kaspersky com a palavra
Na opinião de Eugene Kaspersky, criador de uma das empresas de segurança mais promissoras da atualidade, a segurança totalmente baseada na nuvem não funciona. “Acredito que no futuro usaremos aplicações híbridas. Algumas delas funcionarão na web, outras no desktop. Na área de segurança, certamente os bancos de dados ficarão sempre na web. É o caso das listas de restrições a URLs suspeitas”, diz Kaspersky.

Recentemente, a Kaspersky patenteou uma nova tecnologia para detectar e remover programas maliciosos. Ao contrário do que se esperava, a novidade da companhia não se baseia no processamento em nuvem, mas fazia a detecção de vírus mediante a monitoração dos eventos do sistema. Basicamente, o acompanhamento de cada pequeno movimento do sistema operacional pode revelar a atividade de vírus e outros códigos maliciosos.

Até alguns meses, a única novidade era o antivírus em nuvem – que, grosso modo, consiste em manter um módulo instalado na máquina do usuário e outros localizados em servidores do fornecedor do programa. Quando um procedimento suspeito é detectado e não identificado pelo módulo local, ele remete partes dos arquivos para serem analisadas na nuvem.