A revolução dos moleques
Juliano Barreto, da INFO 15 de maio de 2009|
Scott Audette/ Associated Press
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Como as empresas estão se virando para atender esse desejo pela customização?
A primeira coisa é não se focar só nas vendas. É preciso engajar as pessoas em torno das marcas no lugar de simplesmente tentar empurrar produtos. Em todas as partes da economia existem oportunidades para engajar os consumidores por meio de opções de customização. Um exemplo é a loja Threadless.com, que permite que os clientes façam o design de suas próprias peças de roupa. Outro caso emblemático foi um concurso para que os consumidores criassem um comercial do salgadinho Doritos, e o vencedor teria sua obra exibida no intervalo do Super Bowl, o principal evento esportivo dos Estados Unidos. Do lado negativo, vemos as gravadoras que estão processando crianças por aí, quando deveriam incentivar seus clientes a remixar músicas.
Indústrias tradicionais, como a automotiva, podem atender a demanda de produtos personalizados?
O caminho para a indústria automotiva pode ser copiar o que já tem sido feito por empresas de calçados. Eu mesmo criei um par de sapatos para golfe usando o site da Nike. No caso dos carros, eles precisam deixar que o consumidor se envolva antes no processo de criação, para determinar características do carro. Eles também poderiam abrir as APIs que estão presentes nos computadores de bordo dos carros. Isso criaria espaço para que os consumidores usassem os carros também como ferramentas para diversão, aprendizado e trabalho. Afinal, as pessoas passam bastante tempo dentro dos automóveis e esse período poderia ser mais bem aproveitado.
- a mais de 10 anos q vivo na informatica... e sempre vi o mundo dos games (garotos, adolescentes...) sendo a alavanca para o desenvolvimento de hardware a fim de suportar as qualidades vivenciais dos jogos... interessante q esse tipo visao esteja se expandindo para varias outras areas da informatica mas mais ainda na sua metodologia... interessante... alguem ha 2 milenios disse q se nao nos tornassemos como as criancas nao.............
enviado por: Cesar Pradela em 19/05/2009 - 00:23 - A indústria de mídia PRECISA se adaptara nova realidade de mercado. Precisam encontrar formas justas de distribuição e cobrança. No mundo da música acredito que essa evolução é positiva, realmente tirou o mítico poder das gravadoras, devolvendo aos verdadeiros donos, vejam o caso da Moveis Coloniais de Acaju, Bonde do Rolê, etc. Já a indústria cinematográfica é mais complicado, o número de pessoas envolvidas é muito grande e não tem como distribuir gratuitamente... Nesse caso só iniciativas como da Saraiva Digital (que se não diminuir os preços vai morrer, rápido) ou de diversos seriados que disponibilizam seus episódios on-line logo após a exibição, com publicidade no site e integrada ao programa. Não adianta prender "downloaders" ou tentar coibir o download, é impossível!!
enviado por: Bruno Ferreira Porto em 15/05/2009 - 18:11










