O barato do BuscaPé

Ana Lúcia Moura Fé, da INFO 22 de maio de 2009
Alexandre Battibugli
O barato do BuscaPé
Como o empreendedor Romero Rodrigues criou uma máquina que pesquisa 11 milhões de preços por dia

Leia também:
Quando entrou no ar, há quase uma década, o BuscaPé usava uma tecnologia que nem merecia ser chamada de fusquinha, na descrição do próprio presidente da empresa, Romero Rodrigues, de 31 anos. Desde então, o serviço de comparação de preços que ele criou junto com amigos de faculdade (da Poli/USP) cresceu, e muito. Hoje, a empresa tem 300 funcionários e reúne marcas como Bondfaro, QueBarato, e-bit, CortaContas e Pagamento Digital. Ostenta a 18a posição no ranking comScore dos 25 sites latino-americanos com maior número de visitantes únicos. São 30 milhões de visitas por mês, um número que Rodrigues quer dobrar até o fim de 2009. Ferramentas bem mais sofisticadas que as do início dão conta de 11 milhões de produtos e 300 mil lojas, como Rodrigues contou à INFO.

INFO Nesses dez anos, a tecnologia do BuscaPé mudou muito?
RODRIGUES Sim, começamos comuma solução proprietária primária, que nem merecia ser chamada de fusquinha. Hoje, já oferecemos ferramenta até com tecnologia neural. É o caso do FControl. Com base em 33 variáveis, ele verifica em tempo real, sem intervenção do usuário, se uma transação é uma possível fraude. É um serviço para o lojista, não para o consumidor final. Em termos de simplicidade, o destaque é o BuscaPé na Hora, um plug-in que fica ativo no browser. Ele reconhece quando o consumidor está prestes a fazer uma compra e o informa se há produto similar mais barato em outra loja. É um serviço que só aparece no momento certo. Comparo com aquele clip do Microsoft Office, só que sem ser chato.
Comentários
  • Desenolvi uma extensão com propósito semelhante ao Buscapé na Hora, mas muito mais interessante, mais discreta e leva em conta o preço do produto na página acessada. Gostaria muito que você divulgasse em sua coluna. Está disponível para Firefox, Chrome e Safari no site http://www.alertaoferta.com.br

    Eneas Gesing • 25/02/2011 - 11:29
  • Desenolvi uma extensão com propósito semelhante, mas muito mais interessante, mais discreta e leva em conta o preço do produto na página acessada. Gostaria muito que você divulgasse em sua coluna. Está disponível para Firefox, Chrome e Safari no site http://www.alertaoferta.com.br

    Eneas Gesing • 25/02/2011 - 11:28
  • Muito bonito de se ler, mais de fato o buscapé não é uma empresa séria. um exempro disso é o tempo de resposta das reclamações que eles recebem no site http://www.reclameaqui.com.br, média de tempo de resposta de 85 dias e 7 horas, um absurdo. sem contar que eles deixaram de responder 27 reclamações. sem contar as constantes reclamações dos chamados parceiros de seu programa de afiliados. Vivem atrazando pagamento e cancelando participações de parceiros antigos e não pagando os ultimos meses. não respondem emails de reclamação, isso que é uma empresa séria? me poupe.

    Marcos dias da fonseca • 09/07/2009 - 13:02
  • O texto é bonito, mais não é todo verdadeiro. Qto ao google products ou froogle eu nao sei dizer, porém o ShopMania, e o Twenga que são propostas similares ao buscape, tem um resultado igual ou melhor, a um custo bem menor, pra não dizer zero. Acredito que hoje com a atual situação de vendas fracas e margens apartadas o cara que paga R$ 0,30 de um clique esta assinando seu atestado de loucura. Qto aos problemas de lojas que não entregam os produtos, muitas delas, hoje fechadas ja foram clientes buscapé, INCLUSIVE com selo, portanto comprar no buscapé e comprar no shopmania tem a mesma segurança, ou seja, nenhuma. O que garante a compra é o bom senso do consumidor brasileiro em não acreditar em milagres, e assim não seguir a Lei de Gerson, ta muito diferente dos demais??? Suspeite.

    Marcelo Alves Neves • 22/05/2009 - 17:22
  • "posição no ranking comScore dos 25 sites",nao seria "posição no ranking com Score dos 25 sites"? e "Sim, começamos com uma solução proprietária"?

    Gabriel do Couto S. G. de Paula • 22/05/2009 - 16:25

Comente essa notícia

INFO Online - Copyright © 2012, Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados. All rights reserved.

O barato do BuscaPé

Ana Lúcia Moura Fé, da INFO

22 de maio de 2009


Quando entrou no ar, há quase uma década, o BuscaPé usava uma tecnologia que nem merecia ser chamada de fusquinha, na descrição do próprio presidente da empresa, Romero Rodrigues, de 31 anos. Desde então, o serviço de comparação de preços que ele criou junto com amigos de faculdade (da Poli/USP) cresceu, e muito. Hoje, a empresa tem 300 funcionários e reúne marcas como Bondfaro, QueBarato, e-bit, CortaContas e Pagamento Digital. Ostenta a 18a posição no ranking comScore dos 25 sites latino-americanos com maior número de visitantes únicos. São 30 milhões de visitas por mês, um número que Rodrigues quer dobrar até o fim de 2009. Ferramentas bem mais sofisticadas que as do início dão conta de 11 milhões de produtos e 300 mil lojas, como Rodrigues contou à INFO.

INFO Nesses dez anos, a tecnologia do BuscaPé mudou muito?
RODRIGUES Sim, começamos comuma solução proprietária primária, que nem merecia ser chamada de fusquinha. Hoje, já oferecemos ferramenta até com tecnologia neural. É o caso do FControl. Com base em 33 variáveis, ele verifica em tempo real, sem intervenção do usuário, se uma transação é uma possível fraude. É um serviço para o lojista, não para o consumidor final. Em termos de simplicidade, o destaque é o BuscaPé na Hora, um plug-in que fica ativo no browser. Ele reconhece quando o consumidor está prestes a fazer uma compra e o informa se há produto similar mais barato em outra loja. É um serviço que só aparece no momento certo. Comparo com aquele clip do Microsoft Office, só que sem ser chato.
|quebra|
Por que vocês começaram com uma tecnologia tão limitada?
As opções existentes naquela época custavam uma fortuna para nós. Então partimos para tecnologia proprietária, que fomos aperfeiçoando com o tempo. É uma solução similar à do Google e de outras empresas. Só que tivemos de desenvolver isso lá atrás e não pudemos nos aproveitar de soluções código aberto que existem hoje. Mas não precisamos mudar essa arquitetura até agora.

Como vocês mantêm as informações do serviço atualizadas?
Todos os dias varremos a internet procurando lojas, produtos e ofertas que são capturados, classificados e alimentam nossos bancos de dados. É um processo automático. Os preços dos produtos são atualizados através de um software desenvolvido por nós. Ele percorre em segundos milhares de lojas trazendo os preços. Conseguimos atualizar mais de 11 milhões de preços, em 300 mil lojas, todos os dias.
|quebra|
Serviços como Google Product Search, o Froogle, representam uma ameaça?
Somos parceiros do Google. Compramos tráfego deles e eles compram tráfego nosso. Mas, fazendo uma analogia, dificilmente um triatleta vai vencer o nadador Michael Phelps. Nossa missão não é organizar a informação do mundo, e sim auxiliar o consumidor a realizar a melhor decisão de compra. Para isso, oferecemos serviços interligados que cobrem as etapas de conhecimento, interesse, decisão, ação, pós-venda e revenda. Com o Froogle, que é gratuito e lista todo mundo, o consumidor pode ter a percepção que encontra mais itens baratos, mas o risco que corre de não receber o produto é maior.

O BuscaPé recebe queixas de usuários?
Sim, há reclamação de usuários que não encontraram determinadas lojas no BuscaPé ou que não recebem uma compra que fizeram em uma empresa. Só que a loja não tinha um selo de empresa reconhecida pelo BuscaPé, por exemplo. É um dilema difícil porque, de um lado, há os heavy users, que sabem identifi car se uma loja é legal ou não. De outro lado, há consumidores que estão fazendo a primeira compra e não observam a comunicação.

Como é incentivada a inovação no BuscaPé?
Um exemplo é o departamento chamado Garagem BuscaPé, que fica no Rio de Janeiro. Os profissionais têm a liberdade de criar e desenvolver projetos, dentro de diretrizes técnicas. Em uma reunião na Garagem mencionamos a idéia de entrarno mercado de classificados gratuitos e, para nossa surpresa, alguém disse que o produto já estava sendo desenvolvido ali. Dessa forma, o QueBarato, que seria desenvolvido em seis meses, ficou pronto em seis horas.