Redes sociais e vídeos atraem dinheiro

Guilherme Pavarin, de INFO Online 21 de janeiro de 2009
Redes sociais e vídeos atraem dinheiro
Campus Party Labs recebe 70 projetos de empreendedores brasileiros. Vencedores receberão investimentos.

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SÃO PAULO – Nos primeiros dias da Campus Party Labs, as inovações empreendedoras se baseiam em duas poderosas frentes: vídeo e interação com redes sociais.

A área, que mostra aplicações da tecnologia para suprir carências do mercado atual, teve 70 inscritos, o que representa um número bastante superior às edições do mesmo evento em outros países. Por questão de tempo, foram selecionados apenas 40, considerados mais maduros e promissores. “A ideia é incentivar os empre-endedores e passar sugestões a eles. Não há clima de competição”, diz Edson Mackeenzy, do Videolog, e um dos coordenadores do Labs.

Responsável por administrar as bancas, ao lado de Manoel Lemos, CTO da Abril Digital, e Tiago Baeta, da Imaster, ele comentou sobre os projetos deste terceiro dia de Campus Party: “Até agora, o grande destaque fica para os sites de vídeo e as redes sociais. O que mais me impressionou até agora foi o ‘Gengibre’, do Cazé”.
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Redes sociais e vídeos atraem dinheiro

Guilherme Pavarin, de INFO Online

21 de janeiro de 2009


SÃO PAULO – Nos primeiros dias da Campus Party Labs, as inovações empreendedoras se baseiam em duas poderosas frentes: vídeo e interação com redes sociais.

A área, que mostra aplicações da tecnologia para suprir carências do mercado atual, teve 70 inscritos, o que representa um número bastante superior às edições do mesmo evento em outros países. Por questão de tempo, foram selecionados apenas 40, considerados mais maduros e promissores. “A ideia é incentivar os empre-endedores e passar sugestões a eles. Não há clima de competição”, diz Edson Mackeenzy, do Videolog, e um dos coordenadores do Labs.

Responsável por administrar as bancas, ao lado de Manoel Lemos, CTO da Abril Digital, e Tiago Baeta, da Imaster, ele comentou sobre os projetos deste terceiro dia de Campus Party: “Até agora, o grande destaque fica para os sites de vídeo e as redes sociais. O que mais me impressionou até agora foi o ‘Gengibre’, do Cazé”.
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No ar há três meses, o Gengibre - Pra aliviar a garganta, é uma criação do VJ da MTV Cazé Pecini e de Rodolfo Zikora, os mesmos idealizadores do site Gafanhoto. A ferramenta consiste, basicamente, em mandar mensagens de voz por telefone fixo ou celular e acoplar em blogs ou na própria rede, tal qual um serviço de ‘microblogging falado’.

“Queremos tornar o Gengibre o mais barato possível. Já me perguntaram por que não disponibilizamos vídeos para os usuários colocarem no site. Isso fugiria do nosso objetivo. Às vezes, na internet, o menos é mais. Estamos desenvolvendo internamente a mesma ferramenta (de voz, do Gengibre) para Orkut e Facebook”, disse Cazé.

Assim como os demais participantes, depois de apresentar o projeto em 15 minutos, Cazé e Rodolfo receberam sugestões e avaliações da bancada de quatro convidados da área. Todo o material será passado para investidores, que poderão comprar as ideias.
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A força do vídeo na internet
Enquanto a turma do Gengibre se especializa na área de voz e refuta os vídeos, muitos outros projetos estão trazendo a TV para a tela do computador. É o caso do Canal 8, uma iniciativa piauiense, que cobre eventos locais e disponibiliza na web.

Josele, dono do projeto, quer expandir a sua TV, vendendo sua solução para outros estados. De Teresina, ele se oferece a comprar todos os equipamentos necessários para a construção de uma outra sede do canal, e dá consultoria sobre como usar o software, as câmeras e o que mais o ‘dono da franquia online’ precisar.

“Algumas matérias nossas já rolaram na TV local. Acreditamos no conteúdo com qualidade, com vinheta e som de primeira. Precisamos expandir para outros estados e, depois, juntar todo o conteúdo em nosso portal”, explicou o empre-endedor, que, no futuro próximo, pretende dividir a receita de publicidade com seus colaboradores.

De acordo com o piauiense, os problemas de custo e tempo foram solucionados com duas câmeras, dois microfones de lapela, dois tripés, duas luzes, um software e um desktop ou laptop. “O investimento é relativamente baixo, mas pode interessar a empresas de todos os tamanhos que querem ter um site de vídeos na internet”, concluiu Josele.

Na Campus Party, comprovando a força dos vídeos em streaming na web, a Rede Cultura está estreando, oficialmente, a sua IPTV.