Rede social byMK está na moda
Bruno Ferrari, de INFO Online
8 de abril de 2009
Flávio Pripas e Renato Steinberg não são estilistas, donos de grifes ou organizadores de desfiles. Pelo contrário, são dois ex-executivos de TI do mercado financeiro que, devidamente capitalizados, largaram o stress de gerir a infraestrutura de TI de bancos de investimentos, para investir num projeto familiar. Além da coincidência profissional, ambos são casados com mulheres que trabalham com moda. Surgiu então a byMK, uma rede social que une pessoas interessadas em novos looks, dicas para combinações, tendências em vestuários, apoiada numa bela infraestrutura tecnológica.
A rede deu seus primeiros passos em setembro do ano passado. A ideia do byMK é simples: um espaço de troca de informações e opiniões, no qual os usuários utilizam fotos da internet para montar combinações de roupas. Falar em usuários, aliás, é complicado, já que 97% dos cadastrados no site são mulheres. “Temos 4 mil usuárias, com uma média de 60 novos cadastros por dia. Sabemos que a maior parte do nosso público é feminino e está na faixa dos 30 anos”, afirma Pripas.

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Apesar das dimensões modestas se comparada a gigantes como orkut, Twitter e MySpace, a byMK preza por manter a sua relevância, assim como outras redes sociais segmentadas. O site tem uma impressionante taxa de 30 minutos de permanência por visitação, de acordo com dados do Google Analytics. “Por ser específico e bastante refinado, fica mais fácil que os próprios frequentadores acabem controlando o conteúdo, inibindo postagens mal feitas”, diz Pripas.
E realmente inibe. Em termos de interface, o site é impecável. A rede social foi toda construída em Silverlight, com uma navegação pelos “looks” que lembra muito a do iPhone. As usuárias selecionam as fotos das roupas e a própria ferramenta encarrega de limpar o fundo e deixar as imagens prontas para serem utilizadas. Os looks ficam disponíveis tanto nos perfis individuais como na página principal, onde podem ser comentados.
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A dupla investiu também numa infraestrutura totalmente terceirizada, um escritório típico de uma start-up de internet, onde trabalham Pripas, Steinberg e mais um estagiário. Segundo Steinberg, os custos operacionais são bem baixos. Todos os servidores – e-mail, banco de dados, código – são alugados em empresas especializadas em data center e computação em nuvem. O PABX é virtual e até o logotipo do site foi desenvolvido numa ação baseada na internet, utilizadando o serviço Crowdspring. “Em vez gastar uma fortuna em agências, colocamos uma oferta de 450 dólares e recebemos mais de cem projetos diferentes”, diz Steinberg.
Com tantos custos reduzidos, a dupla espera em breve recuperar o investimento inicial. Um das ideias é criar parcerias com marcas de roupas e linkar as peças do byMK para opções de compra direta. “Para as grifes é muito bom: além de ser uma vitrine virtual, é uma forma de receber feedback espontâneo dos clientes. Para as usuárias também é ótimo: elas podem montar seus looks sozinhas ou pedir ajuda das outras usuárias quantas vezes quiserem”, conclui Pripas. A única coisa que eles não prometem resolver é a velha indecisão do público-alvo. Afinal, quanto mais opções, maior o dilema: “com que roupa, eu vou?”
