migre.me: uma start-up criada com 30 reais

Bruno Ferrari, de INFO Online 7 de abril de 2009
migre.me: uma start-up criada com 30 reais
Criado numa conversa entre blogueiros, o compactador de endereços brasileiro ganha espaço entre os usuários do Twitter

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O que fazer com 30 reais? É possível almoçar três vezes num restaurante PF ou uma única vez numa lanchonete mais ajeitada. Dá para ir ao cinema, mas sem companhia. Sair para um happy hour com a turma do trabalho ou alugar uma quadra para jogar futebol com os amigos. Opções são muitas, mas está faltando a mais óbvia delas - criar uma start-up de internet.

Foi durante a Campus Party, evento anual de tecnologia realizado em São Paulo, que o gerente de TI, Jonny Ken, teve a ideia de criar seu negócio. O migre.me funcionaria como um compactador de endereços, aos moldes do tinyurl, e misturaria algumas características de rede social, além de se integrar ao Twitter. A partir daí, demorou menos de uma semana para que essa ideia saísse do papel e ganhasse a web.

Numa sexta-feira à noite, Ken registrou um domínio que combinasse com o objetivo do serviço. No final de semana, para a alegria da sua namorada, ele passou os dias programando. Segunda e terça foram feitos os testes e, com um empurrãozinho dos seus amigos da blogosfera brasileira, o migre.me estreou com todos os requintes de uma rede social promissora: saiu do ar logo no primeiro dia por causa do número excessivo de usuários.


Comentários
  • O segu.ir nao ficou muito longe $ 65,00 por 5 anos de registro no Iran (.ir)
    enviado por: Marcelo Alves Neves em 22/07/2009 - 22:31

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migre.me: uma start-up criada com 30 reais

Bruno Ferrari, de INFO Online

7 de abril de 2009


O que fazer com 30 reais? É possível almoçar três vezes num restaurante PF ou uma única vez numa lanchonete mais ajeitada. Dá para ir ao cinema, mas sem companhia. Sair para um happy hour com a turma do trabalho ou alugar uma quadra para jogar futebol com os amigos. Opções são muitas, mas está faltando a mais óbvia delas - criar uma start-up de internet.

Foi durante a Campus Party, evento anual de tecnologia realizado em São Paulo, que o gerente de TI, Jonny Ken, teve a ideia de criar seu negócio. O migre.me funcionaria como um compactador de endereços, aos moldes do tinyurl, e misturaria algumas características de rede social, além de se integrar ao Twitter. A partir daí, demorou menos de uma semana para que essa ideia saísse do papel e ganhasse a web.

Numa sexta-feira à noite, Ken registrou um domínio que combinasse com o objetivo do serviço. No final de semana, para a alegria da sua namorada, ele passou os dias programando. Segunda e terça foram feitos os testes e, com um empurrãozinho dos seus amigos da blogosfera brasileira, o migre.me estreou com todos os requintes de uma rede social promissora: saiu do ar logo no primeiro dia por causa do número excessivo de usuários.


|quebra|
“O desenvolvimento foi relativamente rápido porque eu peguei muita coisa que já tinha feito para meu blog, como o robô que pega os dados da API do Twitter e o que sobe os posts do @migreme”, afirma Jonny Ken. Segundo ele, o problema do excesso de usuários foi resolvido por meio de uma parceria com um hosting, que garantiu que o migre.me não afundasse mais. No mais, o único investimento feito foi o de 30 reais pelo domínio.

A partir daí, usuários entre os mais populares do mundo de blogs e twitteiros famosos, como Marcelo Tas, Carlos Merigo, Rosana Hermann e o site Kibeloco, começaram a utilizar o migre.me para distribuir links. O compactador ganhou até o respeito em empresas e veículos de comunicação. “Muitas empresas que estão no Twitter têm usado o migre.me, como o Submarino, o WalMart e a Fastshop. Além disso, portais como o Cifraclube, Interney blogs e How Stuff Works utilizam a ferramenta para divulgar suas novidades”, diz Ken.

Em relação aos números, a audiência tem crescido junto ao sucesso do Twitter no Brasil. No mês de fevereiro, Jonny afirma que o site foi responsável pelo redirecionamento de 360 mil endereços URL. Este número subiu para 1,5 milhão de compactações em março e, só nos seis primeiros dias de abril, são 460 mil redirecionamentos. Em número de twittadas, o migre.me já ultrapassou as 96 mil.
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Dinheiro que é bom…
A única dificuldade para Jonny Ken ainda é, usando a expressão do setor, monetizar sua criação. Ken é gerente de TI de uma empresa especializada em RFID, na cidade de São Bernardo do Campo, em São Paulo. Seus contatos ocorrem apenas fora do horário comercial e no final de semana.

O próximo passo de Ken é conseguir aquilo que qualquer empreendedor otimista sonha – viver apenas de sua criação. “Como o site tem uma visitação que cresce a cada dia, não é muito difícil fechar algum acordo de publicidade. Mas eu quero mesmo é fazer o site gerar renda com ferramentas pagas. Mas isso ainda está em planejamento. Como eu mexo no migre.me somente nas horas vagas, fica meio complicado atualmente me dedicar a criação dessas ferramentas”, conclui Ken.