iPhone vira banco de bolso

Leonardo Martins, da INFO 15 de junho de 2009
MONTAGEM SOBRE FOTOS DE BIA PARREIRAS E MARCELO KURA
iPhone vira banco de bolso
O mundo financeiro mergulha de vez no celular da Apple com aplicativos e sites

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No início de fevereiro, o aplicativo gratuito brasileiro mais baixado na App Store, da Apple, não era um jogo ou um utilitário qualquer. Era um programa do banco Itaú que informa ao cliente onde fica a agência ou o caixa eletrônico mais próximo. Esse software, que usa o GPS para determinar onde a pessoa está, é um dos muitos que vêm sendo criados pelos bancos brasileiros para o iPhone.

Uma pesquisa da empresa sueca Berg Insight estima que, em 2014, haverá 913 milhões de usuários de banco móvel no mundo, contra os atuais 20 milhões. O estudo prevê um crescimento de 89% ao ano nos acessos a bancos via celular. Como os usuários de iPhone acessam mais a internet que os proprietários de outros celulares, eles são um alvo prioritário no radar dos bancos.

Consultas de saldo, extratos e pagamento de contas estão entre as tarefas mais comuns dos usuários de banco móvel. Mas instituições financeiras como o Itaú já vão além dessas opções, com programas como o que informa a localização das agências, desenvolvido em parceria com a empresa Fingertips.

“O usuário de iPhone é um usuário muito mais intenso do que o de outras plataformas móveis, talvez pela interface inteligente e amigável, utilizando o aplicativo com muito mais frequência”, diz Márcia Lins, superintendente de internet Banking do Itaú. Um dos projetos em andamento no banco é um aplicativo do tipo mobile broker, para negociações na bolsa de valores. De qualquer lugar onde haja rede de dados celular, os clientes poderão gerenciar sua carteira de ações, verificar cotações, comprar e vender ativos.
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iPhone vira banco de bolso

Leonardo Martins, da INFO

15 de junho de 2009


No início de fevereiro, o aplicativo gratuito brasileiro mais baixado na App Store, da Apple, não era um jogo ou um utilitário qualquer. Era um programa do banco Itaú que informa ao cliente onde fica a agência ou o caixa eletrônico mais próximo. Esse software, que usa o GPS para determinar onde a pessoa está, é um dos muitos que vêm sendo criados pelos bancos brasileiros para o iPhone.

Uma pesquisa da empresa sueca Berg Insight estima que, em 2014, haverá 913 milhões de usuários de banco móvel no mundo, contra os atuais 20 milhões. O estudo prevê um crescimento de 89% ao ano nos acessos a bancos via celular. Como os usuários de iPhone acessam mais a internet que os proprietários de outros celulares, eles são um alvo prioritário no radar dos bancos.

Consultas de saldo, extratos e pagamento de contas estão entre as tarefas mais comuns dos usuários de banco móvel. Mas instituições financeiras como o Itaú já vão além dessas opções, com programas como o que informa a localização das agências, desenvolvido em parceria com a empresa Fingertips.

“O usuário de iPhone é um usuário muito mais intenso do que o de outras plataformas móveis, talvez pela interface inteligente e amigável, utilizando o aplicativo com muito mais frequência”, diz Márcia Lins, superintendente de internet Banking do Itaú. Um dos projetos em andamento no banco é um aplicativo do tipo mobile broker, para negociações na bolsa de valores. De qualquer lugar onde haja rede de dados celular, os clientes poderão gerenciar sua carteira de ações, verificar cotações, comprar e vender ativos.
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Em breve, também os clientes do Unibanco poderão pegar carona no aplicativo do Itaú. Depois que os dois bancos se fundiram, começou um processo de integração dos sistemas usados por eles. Por enquanto, o Unibanco tem apenas um site otimizado para iPhone, similar ao de outros bancos. Nele, o cliente pode consultar saldos e extratos, fazer transferências e gerenciar aplicações financeiras. “Para nós, o iPhone é primordial. É onde estamos buscando mais mudanças e atualizações”, diz Natacha Litvinov, superintendente de gestão de canais eletrônicos do Unibanco.

Dobro de transferências

Dênis Corrêa, gerente executivo de canais virtuais do Banco do Brasil, concorda com ela. “Os usuários de outras plataformas de celular fazem, em média, seis transferências mensais. No iPhone, o número sobe para 12 por mês, ou seja, o dobro”, comenta.

No caso do BB, os números comprovam a adesão: das cinco milhões de transações mensais por meios tecnológicos, o smartphone da Apple corresponde a 12%. O crescimento do número de transações por iPhone, somente em 2009, é de 50%, deixando para trás tecnologias como o WAP2.

E o Banco do Brasil conseguiu isso usando apenas o site otimizado para o smartphone, sem nenhum aplicativo específico. Um detalhe interessante desse site é que, quando o extrato bancário é visto com o iPhone na vertical (posição retrato), apenas um resumo é exibido. Se o usuário gira o aparelho para a posição paisagem, a página mostra detalhes adicionais.
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No Bradesco, é consenso que o iPhone é uma plataforma-chave. “As transações por canais eletrônicos correspondem a 80% das operações de um banco. O iPhone já representa 15% das transações via celular, e é visível que ele está em grande ascensão”, diz Marcos Bader, diretor departamental do Bradesco Dia e Noite.

Como o Itaú, o Bradesco trabalhou em parceria com a Fingertips para desenvolver um aplicativo que usa o recurso de geolocalização do iPhone. O programa da Bradesco Seguros localiza oficinas e postos de gasolina no mapa. Bader adianta que outras novidades deverão ser anunciadas em breve, mas não diz quais são. Esse mistério sobre os produtos em desenvolvimento faz parte do discurso de todos os bancos. O que fica claro é que o iPhone virou uma plataforma prioritária para eles.