Banda larga a 110 volts
Rosa Sposito, da INFO 3 de março de 2009|
Alexandre Battubugli
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A mesma tomada em que você liga o carregador de bateria do notebook, o micro-ondas e a TV também começa a trazer a conexão de banda larga. Pelo menos nos 150 apartamentos que estão testando a internet por rede elétrica no piloto da AES Eletropaulo Telecom, em São Paulo. É a tecnologia BPL (Broadband Power Line), na sigla usada nos Estados Unidos, ou PLC (Power Line Communication), na da Europa, um novo concorrente para o ADSL, o cabo, o satélite e o 3G. Parte do grupo de energia AES, a empresa pretende fornecer a solução para as operadoras, que comercializarão o serviço nas casas. Sob a coordenação da engenheira Teresa Vernaglia, 43 anos, diretora-geral da AES Eletropaulo Telecom, a companhia investiu 20 milhões de reais no projeto. Veja o que ela contou a INFO.
INFO - Como a banda larga por rede elétrica vem sendo testada?
Teresa - Iniciamos os testes em 20 prédios na região de Moema, em São Paulo, em novembro de 2007. Na fase seguinte, ampliamos a cobertura para 300 prédios, com 15 mil domicílios, em mais dois bairros: Cerqueira César e Pinheiros. São regiões já atendidas principalmente por ADSL e cable modem e com usuários bastante críticos.
Quantos usuários vocês têm hoje?
São mais de 150 apartamentos, todos residenciais. Eles não pagam pelo serviço, estão nos ajudando a avaliar a tecnologia na vida real, para que a gente possa ter certeza, por exemplo, que o modem funciona em qualquer tomada.
O uso de banda larga na rede elétrica trará aumento na conta de luz?
Não, só o que consome energia é o modem. O fato de os dados estarem passando pela rede elétrica não afeta o consumo de energia. Eles simplesmente usam a mesma rede.
- Infelizmente ao que parece o recado já está dado:
Valores semelhantes aos serviços disponíveis hoje e processo de implantação a partir do "topo da pirâmide".
No Brasil tudo vira produto mesmo... o dinheiro sempre vem antes de tudo.
enviado por: Marcelo Tenório de Souza em 04/04/2009 - 14:42 - Acho bastante interessante essa possibilidade de acesso em alta, ou quase, velocidade. Realmente, a questão social ainda não constitui privilégio no País, na verdade, são muitos os interessados em lucros fabulosos e de pouco custo. Veja-se a questão das ferrovias: algum "monarca" da borracha, do petróleo, do asfalto, etc., abriria mão de seus vultuosos lucros, só pelo social?
enviado por: Jose Henrique Costa em 13/03/2009 - 00:00 - Primeiro, é uma pena que o acesso gratuito para testes seja sempre direcionado a pessoas que já tem outros serviços de banda larga. Deveria ser incluÃdo outros grupos de pessoas como escolas, periferias, etc.
Segundo, também é uma pena que o valor do serviço seja "compatÃvel com o oferecido no mercado", pois é notório que a banda larga no Brasil, como outros serviços, são muito mais caros que em outras partes do mundo. Já que "as operadoras", futuros clientes da AES, não terão que fazer visitas de instalação nem terão custos de manutenção com a infraestrutura de transmissão de dados, era de se esperar que o preço fosse bem mais em conta que os atuais serviços, forçando assim a revisão para baixo dos preços abusivos praticados atualmente.
De positivo acho que o uso da rede elétrica, tendo em vista programas como "Luz para Todos" pode, finalmente, alavancar o inclusão digital Brasileira, a menos que a ganância imponha uma barreira econômica ao acesso da população a este importante serviço.
enviado por: Spartaco Marcus da Silveira Carlos em 19/02/2009 - 00:00










