A sua próxima banda larga

Bruno Ferrari, de INFO Online 24 de março de 2009
A sua próxima banda larga
Fibra óptica, 3G, DSL, WiMax, cabo e PLC. Qual dessas tecnologias levará a internet aos usuários nos próximos anos

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O Brasil chegou ao final de 2008 com 11,81 milhões de conexões banda larga, um crescimento de 45,9% em relação aos 8 milhões do fim de 2007. A popularização do acesso em alta velocidade se deu principalmente pelo crescimento no número de PCs vendidos, além de planos mais com preços mais acessíveis. As informações são do Barômetro da Cisco.

Um dos grandes responsáveis pelo salto ocorrido no ano passado foi o 3G. O acesso via modem 3G, que mal era contabilizado na pesquisa do início do ano passado, terminou o ano com 16,8% de todas as conexões de banda larga no Brasil. O ano passado também foi marcado pelo início de ofertas de novas tecnologias, como WiMax, PLC (banda larga via rede elétrica) e a FTTH (Fiber To The Home). Mas como deve ser o cenário da banda larga nos próximos cinco anos?


Comentários
  • Críticas à parte (sobre política de preços, estratégia comercial das operadoras, vontade governamental, etc.) a matéria está excelente. Parabéns ao Redator por ter passado de forma clara e objetiva a tendência para os próximos anos no que se refere à conexão banda larga. Alexandre Neves, Diretor da Seven Internet.
    enviado por: Alexandre dos Santos Neves em 03/04/2009 - 16:40
  • E como sempre nem um pio sobre os principais problemas das tecnologias de banda larga no país: não entregar a velocidade que realmente oferecem/vendem, traffic shaping... Info, Info...
    enviado por: Marcelo Neuri Haag em 30/03/2009 - 00:00
  • Bom, Com todos os Avanços da BandaLarga no Mundo, ainda nao entendo pq aqui em Belém do Pará nossa velocidade maxima é de 1Mbps. Nao consingo entender pq tanto atrazo em meio tanto avanço. Peço ate ajuda aos meus amigos da Net que se tiverem algum outro acesso em belám do Pará (superior a Porcaria da VE__X de 1mbps) quem m endiquem djpatricklobo@hotmail.com ... Obs.: pod ser a Radio nao tem problema
    enviado por: Patrick Pastana de Nazaré em 25/03/2009 - 00:00
  • As operadoras têm o péssimo hábito de subestimar o mercado consumidor brasileiro. Elas pensam mais ou menos assim: "vamos lançar banda larga a R$ 80 300kbps (preço Bahia) porque só podemos ter 1 milhão de usuários neste estado. Ai desestimulamos a aquisição em massa, mas podemos fazer marketing em cima de promoções". Então a verdade é que elas não querem e não fazem questão de atender o máximo de clientes possível. Se quisessem realmente ter usuários, o preço de BH e Rio não seria promoção e seria o preço para toda área de atuação. Afinal, R$ 34 por 2mbps ninguém iria reclamar e várias pessoas teriam suas próprias conexões sem recorrer a gatos dos vizinhos, lan houses, etc...
    enviado por: Rodrigo Melo em 24/03/2009 - 00:00
  • É engraçado como não é relatado que a banda larga está disponível apenas para 20% do território brasileiro. Moro em Minas Gerais, 3º maior estado do Brasil, e até mesmo aqui na capital, Belo Horizonte, há várias ruas e até mesmo bairros que não têem acesso a banda larga. Se o cenário atual é esse, imagine em tão TV a cabo na grande BH, onde temos cidades com população acima dos 500k habitantes? Podemos contar nos dedos as residências que possuem esse luxo, em pleno ano de 2009, ainda chamamos de luxo, e não pense você que é por falta de aporte, poder de compra dos consumidores, não, não é, é por falta de conhecimento do mercado consumidor por parte das operadoras, prestadoras e fornecedoras, que preferem investir em marketing para tentar roubar o cliente de outra fornecedora do que fornecer infraestrutura para clientes, que a anos esperam por essa tal de banda larga em suas residências. O máximo que podemos contar é por tv via satélite, que em outros países fornece tráfego de dados, mas não aqui, no nosso Brasil, mesmo porquê a empresa fornecedora da tv via satélite não está errada não, eu faria o mesmo, já que não tem concorrente. Do outro lado está o governo, que não regulariza o WiMax, e todos nós sabemos que isso é fruto de um contrato verbal com as operadoras, para fornecerem o 3G, há preços exorbitantes, com limites de transferências de dados contratuais e da pior qualidade. André Horta Gerente de TI andrehorta1g@gmail.com
    enviado por: André Luiz Horta Santos Pereira em 24/03/2009 - 00:00
  • O grande problema da banda larga em nosso país - principalmente aqui em nosso Piaui - é a falta de concorrencia! Temos apenas uma operadora (Oi-Velox) que cobra o prêço que quizer, pois sabe que os poucos que podem contratar seus serviços não tem outra opção! Nem a tecnologia 3G é oferecida por aqui - no interior dos estados nordestinos - apesar de Parnaiba ser a 2ª maior cidade do estado e para onde está direcionado todo o turismo da região!
    enviado por: em 24/03/2009 - 00:00
  • Além disso devemos considerar também o custo de aquisição dos equipamentos para prover o serviço que são caros, importados e o governo coloca imposto e mais imposto em cima... Um modelo onde não existe a concorrência. Só tem um fornecedor ADSL por estado na maioria do país. Uma legislação que fere o direito do consumidor ao obrigar o assinante a contratar um provedor desnecessariamente. Uma prática abusiva de Traffic Shapping aliada a cota de download que é facilmente ultrapassável se você baixar 24hs direito a velocidade máxia de sua conexão. Enquanto o governo não tratar o serviço de telecomunicação e internet com o mesmo rigor que ele trata a energia elétrica, regulando preço e impondo normas, isso não vai mudar.
    enviado por: Daniel Ferreira Castro em 24/03/2009 - 00:00

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A sua próxima banda larga

Bruno Ferrari, de INFO Online

24 de março de 2009


O Brasil chegou ao final de 2008 com 11,81 milhões de conexões banda larga, um crescimento de 45,9% em relação aos 8 milhões do fim de 2007. A popularização do acesso em alta velocidade se deu principalmente pelo crescimento no número de PCs vendidos, além de planos mais com preços mais acessíveis. As informações são do Barômetro da Cisco.

Um dos grandes responsáveis pelo salto ocorrido no ano passado foi o 3G. O acesso via modem 3G, que mal era contabilizado na pesquisa do início do ano passado, terminou o ano com 16,8% de todas as conexões de banda larga no Brasil. O ano passado também foi marcado pelo início de ofertas de novas tecnologias, como WiMax, PLC (banda larga via rede elétrica) e a FTTH (Fiber To The Home). Mas como deve ser o cenário da banda larga nos próximos cinco anos?


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De acordo com Marcelo Ehalt, diretor de engenharia da Cisco, a tendência é que tenhamos uma evolução e um barateamento das tecnologias já disponíveis hoje no lugar do surgimento de novos meios de acesso. Para se ter uma ideia, em 2007 a velocidade máxima oferecida no Brasil era de 20 Mbps, ao preço de 487 reais por mês. Ao final de 2008, pagava-se 286 reais por uma velocidade de 30 Mbps.

“O custo do Kbps caiu muito. A velocidade não é mais um diferencial para as operadoras. O que contará são os serviços que estão atrelados ao pacote de banda larga, como IPTV, TV sob demanda, que demandam uma infraestrutura de alta velocidade”, afirma.

Veja agora quais são as perspectivas para as tecnologias de banda larga para as próximos anos:
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VDSL
Atualmente, a tecnologia de fio de cobre – a mesma usada na telefonia fixa - está no padrão ADSL 2+, que pode chegar a velocidades nominais de 24 Mbps. A evolução natural é para o VDSL, sigla para Very-high-bit-rate Digital Subscriber Line, que atinge até 56 Mbps dentro de condições ideais de transmissão.

Assim como os níveis atuais, ela deve continuar a ter um ritmo forte de crescimento no Brasil. “Há mais de 40 milhões de linhas fixas no Brasil já instaladas. Então o potencial de crescimento para esta tecnologia é muito grande”, diz o executivo. A ADSL fechou 2008 com 6,9 milhões de conexões.
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Cabo Modem
A banda larga via cabo utiliza as redes das operadoras de TV por assinatura e se apresenta como um serviço bastante estável, oferecendo velocidades nominais que podem chegar a 150 Mbps. Não deve haver uma mudança tecnológica muito grande nos próximos cinco anos, até porque a oferta máxima que há hoje é de 60 Mbps, da NET, o que mostra que ainda há muito gordura para queimar.

No ano passado, os assinantes por cabo ultrapassaram os 2,5 milhões no Brasil, segundo dados da ABTA (Associação Brasileira das TVs por Assinatura).
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4G
Ninguém imaginava que a tal da banda larga móvel 3G iria pegar tão rápido. Nem as próprias operadoras móveis que penaram – e ainda penam – com a péssima velocidade de conexão causada pelo excesso de usuários numa infraestrutura recém-nascida. Os usuários de banda larga móvel saltaram de 602 mil ao final de 2007 para 1,9 milhão ao final de 2008.

O evolução do 3G é a LTE (Long Term Evolution), também chamada de 4G. “As redes 3G de hoje suportam velocidades de até 7,2 Mbps. Chegaremos a 21 Mbps com a rede LTE”, afirma Ehalt
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WiMax
Há anos que se houve falar das maravilhas possíveis com uma espécie de Wi-Fi com alcance quilométrico (de até 50 Km), que pode atingir velocidades de até 1 Gbps. Mas, para que o WiMax vire uma realidade no Brasil, é preciso que haja regulamentação por parte do Governo Federal.

Se tudo correr bem para a tecnologia – leia se ela for regulamentada - veremos o WiMax como um dos grandes canais para ligar locais em que a banda larga atual nem sonha em chegar. Isso porque não há interesse comercial de operadoras móveis levar o 3G para cidades menores e nem condições de infraestrutura de fios e cabo para cidades afastadas.

Há projetos de cidade como Piraí e Parintins, que utilizam WiMax para conectar a cidade toda, inclusive notebooks em locais públicos por meio de uma rede Mesh – que converte WiMax para Wi-Fi. A cidade de Belo Horizonte usa o WiMax para ligar suas secretarias.
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Fibra Óptica
A chamada FTTH (Fiber to The Home) fez a alegria de alguns paulistanos mais endinheirados no bairro dos Jardins. Por meio de uma rede de fibra óptica implementada na região, a operadora Telefônica oferece um link de 30 Mbps, além de serviços como IPTV.

Embora a FTTH suporte velocidades de até 100 Mbps, o futuro dela não será direcionado à adoção em massas, porque o custo da infraestrutura é altíssimo. De acordo com Ehalt, a fibra óptica será usada para levar conexão a troncos mais próximos de regiões sem conexão cabeada. E, a partir dali, seguir por outros meios – como o DSL – para os usuários.
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PLC
Num país como o Brasil que, apesar das dimensões continentais, tem quase a totalidade de seu território coberto com energia elétrica, é de se imaginar que a banda larga via rede elétrica – a PLC - pode ser uma ótima saída. Mas apenas de se imaginar.

Na opinião do diretor de engenharia da Cisco, a PLC, que começou a se aplicar comercialmente há mais de 10 anos, perdeu a oportunidade de ganhar participação como canal de banda larga. “Eu a vejo muito mais como uma tecnologia de distribuição residencial de banda larga do que um meio para levar a internet para uma cidade inteira”, afirma Ehalt. Problemas de interferência em aparelhos eletrônicos são os principais desafios da PLC.