iPhone no trabalho?

Sandra Carvalho, do Grupo INFO 4 de dezembro de 2008
iPhone no trabalho?
Quase ninguém mais pensa que o iPhone é só design

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iPhone no trabalho, fora do trabalho, em toda parte. E sobretudo no trabalho — não importa que ele ainda não copie e cole, não sincronize notas e tarefas, não salve arquivos Excel e Word, não grave vídeo ou, pecado mortal, tenha um Bluetooth que é praticamente um enfeite inútil. A interface revolucionária do iPhone compensa todas essas limitações e entrega mais. Veja quem já avaliza o iPhone no escritório, na rua ou na estrada — a Oracle, a Salesforce, o Deutsche Bank, a SAP, a IBM...

A Oracle fez seu sistema de business intellligence, usado por muitas das maiores empresas do mundo, falar com o iPhone (e o iPod Touch também). Agora as aplicações de business intelligence pulam direto para o bolso dos executivos.

A Salesforce, sinônimo de CRM como SaaS (para evitar indigestão de acrônimos, relações com clientes na nuvem), correu, como sempre, na frente, e soltou um Salesforce Mobile sob medida para o iPhone. O Deutsche Bank criou um aplicativo para acompanhar a volatilidade dos derivativos. Deve ter feito o maior sucesso na Aracruz. Resta saber se alguém, a esta altura, ainda quer acompanhar a volatilidade dos derivativos, em vez de simplesmente se livrar deles.
Comentários
  • é curioso como um aparelho com tantas falhas para uso corporativo tenha atenção de gigantes da industria de software uma vez que existem opções comprovadamente melhores do que este brinquedo como é o caso dos produtos da RIM - Research In Motion com a sua linha BlackBerry.
    enviado por: Wellington Luiz m.s. de Souza em 08/12/2008 - 18:45

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iPhone no trabalho?

Sandra Carvalho, do Grupo INFO

4 de dezembro de 2008


iPhone no trabalho, fora do trabalho, em toda parte. E sobretudo no trabalho — não importa que ele ainda não copie e cole, não sincronize notas e tarefas, não salve arquivos Excel e Word, não grave vídeo ou, pecado mortal, tenha um Bluetooth que é praticamente um enfeite inútil. A interface revolucionária do iPhone compensa todas essas limitações e entrega mais. Veja quem já avaliza o iPhone no escritório, na rua ou na estrada — a Oracle, a Salesforce, o Deutsche Bank, a SAP, a IBM...

A Oracle fez seu sistema de business intellligence, usado por muitas das maiores empresas do mundo, falar com o iPhone (e o iPod Touch também). Agora as aplicações de business intelligence pulam direto para o bolso dos executivos.

A Salesforce, sinônimo de CRM como SaaS (para evitar indigestão de acrônimos, relações com clientes na nuvem), correu, como sempre, na frente, e soltou um Salesforce Mobile sob medida para o iPhone. O Deutsche Bank criou um aplicativo para acompanhar a volatilidade dos derivativos. Deve ter feito o maior sucesso na Aracruz. Resta saber se alguém, a esta altura, ainda quer acompanhar a volatilidade dos derivativos, em vez de simplesmente se livrar deles.
|quebra|

A SAP levou para o iPhone o acesso ao seu sistema de administração financeira BusinessOne. A IBM não quis esperar a Apple fazer o iPhone falar com o onipresente Notes e seus 140 milhões de usuários espalhados pelo mundo. Criou o IBM Lotus iNoteUltralite. Por meio do Safari, browser do iPhone, essa multidão pode acessar e-mail, agenda e contatos. Com o Exchange, da Microsoft, a conversa do iPhone é ainda mais íntima. O aperelhinho também conversa bem com as redes virtuais privadas da Cisco.

A turma da internet que vive ligada em audiência e usa o analytics da Omniture pode baixar o Site Catalyst no site da Apple e acompanhar no iPhone, dia e noite, os novos números de page views. Há também programinhas leves e simples que são uma tremenda ajuda na produtividade pessoal — de gerenciador de VCards a controladores de quilometragem e combústivel, de calculadoras de hipotecas, gorjetas e mesadas a gerenciadores de ações. Tudo fácil de achar e baixar — e estou falando só de produtos oficiais, disponíveis na loja da Apple.

O florescente mundo subterrâneo dos iPhones desbloqueados tem dose igualmente interessante — ou talvez ainda mais interessante — de produtos que são uma mão na roda em produtividade. Como o iPhone, com sua interface matadora, é sempre eficientíssimo, têm-se nessa combinação de programas para business com o iPhone uma dupla imbatível — pelo menos até o momento. Acredite: a única cena que você vai ver com alguém dizendo que não consegue usar o iPhone é a de Carrie Bradshaw (Sarah Jessica Parker) em Sex and the City: The Movie. E mesmo no caso, e ela tinha uma boa desculpa para o tropeço: acabara de levar o bolo do noivo na hora do casamento.