Você está ganhando bem?

Cibele Gandolpho - da INFO 25 de setembro de 2008
Você está ganhando bem?
Confira o que deve ser levado em consideração na hora de fazer as contas

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Recebeu uma nova proposta de emprego? Anda pensando em pedir um aumento para o chefe? Seja em situações como essas, seja simplesmente para saber se o seu salário está na média do mercado, saiba que não dá para levar em consideração apenas o valor bruto de base que aparece no contra-cheque (veja os valores de referência por mês e por hora para 54 cargos na pág. 116). “A remuneração de um profissional é, em geral, composta por salário fixo, variável e benefícios. Todos os itens devem ser ponderados na avaliação do patamar financeiro”, afirma Patricia Molino, sócia da Human Resources Advisory Services (HRAS), da consultoria KPMG.

Assim, para quem é registrado em carteira, é preciso incluir na conta benefícios básicos como férias, 13o_ salário, plano de saúde e vale-alimentação, além dos extras, como plano de previdência privada, cursos, celular, carro e notebook. Quem é autônomo, por outro lado, deve considerar a quantia que vai desembolsar do próprio bolso para ter benefícios como plano de saúde, o 13o_ salário e férias. Qual o melhor pacote? Não existe uma resposta única. “Essa é uma avaliação que depende de particularidades de cada profissional”, diz Patricia. Como exemplo, ela cita o plano de saúde, que tem um impacto diferente para um profissional solteiro e para outro casado, com quatro filhos.

Seguro de vida ou bolsa de estudo?



Várias companhias estão adotando o sistema de benefícios flexíveis. Nessas situações, é oferecido um pacote ao profissional para que ele escolha livremente as opções que mais lhe interessem. O funcionário pode decidir pela troca de um seguro de vida por uma bolsa de estudo, por exemplo. Veja o caso de um curso de pós-graduação. Se a empresa bancar 75% de uma mensalidade de 700 reais, o funcionário embolsa um benefício de 525 reais. “Esse valor deve ser levado em consideração na conta final”, diz Carlos Luiz Aguiar, diretor da consultoria paulista Millenium RH.
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Você está ganhando bem?

Cibele Gandolpho - da INFO

25 de setembro de 2008


Recebeu uma nova proposta de emprego? Anda pensando em pedir um aumento para o chefe? Seja em situações como essas, seja simplesmente para saber se o seu salário está na média do mercado, saiba que não dá para levar em consideração apenas o valor bruto de base que aparece no contra-cheque (veja os valores de referência por mês e por hora para 54 cargos na pág. 116). “A remuneração de um profissional é, em geral, composta por salário fixo, variável e benefícios. Todos os itens devem ser ponderados na avaliação do patamar financeiro”, afirma Patricia Molino, sócia da Human Resources Advisory Services (HRAS), da consultoria KPMG.

Assim, para quem é registrado em carteira, é preciso incluir na conta benefícios básicos como férias, 13o_ salário, plano de saúde e vale-alimentação, além dos extras, como plano de previdência privada, cursos, celular, carro e notebook. Quem é autônomo, por outro lado, deve considerar a quantia que vai desembolsar do próprio bolso para ter benefícios como plano de saúde, o 13o_ salário e férias. Qual o melhor pacote? Não existe uma resposta única. “Essa é uma avaliação que depende de particularidades de cada profissional”, diz Patricia. Como exemplo, ela cita o plano de saúde, que tem um impacto diferente para um profissional solteiro e para outro casado, com quatro filhos.

Seguro de vida ou bolsa de estudo?

Várias companhias estão adotando o sistema de benefícios flexíveis. Nessas situações, é oferecido um pacote ao profissional para que ele escolha livremente as opções que mais lhe interessem. O funcionário pode decidir pela troca de um seguro de vida por uma bolsa de estudo, por exemplo. Veja o caso de um curso de pós-graduação. Se a empresa bancar 75% de uma mensalidade de 700 reais, o funcionário embolsa um benefício de 525 reais. “Esse valor deve ser levado em consideração na conta final”, diz Carlos Luiz Aguiar, diretor da consultoria paulista Millenium RH.
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As políticas variam bastante de empresa para empresa. “Hoje, a remuneração total pode chegar a até 30% a mais em relação ao salário-base”, afirma Neli Barboza, gerente de recrutamento e seleção da Manager Assessoria em Recursos Humanos. “O inverso também pode acontecer com empresas que pagam acima do mercado, mas não têm uma política de recompensa competitiva. Isso gera desmotivação e um número maior de rotatividade de pessoal”, diz.

Salário de programador Veja como varia o valor pago por hora para programadores — em dólares

Brasil - de 10 a 20
Índia - 24
Estados Unidos - 60

Fonte: Gartner

Além de benefícios financeiros, a identificação com a cultura da empresa e a oportunidade de participar de projetos com novas tecnologias, ou em áreas de vanguarda, podem valer mais que 10% ou 20% de aumento. Também é preciso considerar as possibilidades de ascensão. “Existe hoje uma tendência de que os profissionais mais bem pagos são aqueles que estão ligados ao negócio da empresa”, diz Irene Azevedo, sócia-diretora da Mariaca & Associates. “Não importa se o profissional é um analista de sistemas ou um técnico. Se ele estiver integrado com a estratégia da empresa, poderá desempenhar outras responsabilidades e, conseqüentemente, receber mais”, afirma.

Salário Variável

Os benefícios de participação nos lucros devem ser levados em consideração na hora de fazer a conta se você tem ou não um bom salário. “O salário-base por si só não segura mais os bons profissionais. É preciso somar benefícios e bonificações eventuais”, diz Alberto Brisola, diretor de recursos humanos da Oracle. Uma pesquisa do Grupo Catho mostra que em 2005 a média de remuneração variável dos profissionais especializados ficou em 8% do salário-base, em 10% para os supervisores, em 20% para os gerentes, em 24% para diretores e em 35% para presidentes. Em geral, esse tipo de ganho está vinculado ao cumprimento de determinadas metas na empresa.
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Numa pesquisa da consultoria paulista Lopes & Borghi Consultores Associados, realizada com 1 539 profissionais de 56 empresas de tecnologia no Brasil, 65% das companhias declararam possuir um plano formal de participação nos lucros. Na Microsoft, por exemplo, há uma filosofia de remuneração denominada Total Compensation, que é aplicada a todos os funcionários. Ela é composta por quatro pontos: salário-base, salário variável, incentivos de longo prazo e benefícios. “Todos têm direito ao salário variável e aos incentivos, conforme as regras de cada área”, diz Silvio Paciello, gerente de recursos humanos da Microsoft. “É uma forma de mantermos o turn over baixo.” O cálculo de turn over, ou seja, a rotatividade de pessoal (em especial as saídas de bons empregados), é feito considerando o número total de desligamentos em relação à média anual do total de funcionários. “Trabalhamos com uma motivação contínua, para manter os bons funcionários por muito tempo”, afirma Paciello.


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1. Faça um relatório com a média salarial do seu cargo no mercado de TI e a média paga pela sua empresa.

2. Leve em conta o tamanho da empresa em que trabalha — incluindo o seu faturamento e o volume de dívidas, se houver. Se está numa empresa pequena, não adianta querer ganhar o que a Microsoft paga.

3. Compare seu desempenho com os resultados obtidos pela empresa. Mostre como a sua área eo seu desempenho individual contribuíram para a boa performance da companhia.

4. Se o aumento for negado, tente negociar benefícios como notebook, celular, carro ou bolsa de estudo.

Publicado originalmente na revista INFO de julho de 2006