Stefanini a todo vapor nas contratações

Bruno Ferrari, de INFO Online 17 de dezembro de 2008
Stefanini a todo vapor nas contratações
Empresa admitiu 1,8 mil pessoas este ano e espera aumentar ainda mais seu quadro para 2009. Profissionais fluentes em inglês, em plataformas mais antigas e arquitetos da informação valem ouro

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O que dizer de uma empresa que, mesmo com um agravamento da crise previsto para 2009, pretende crescer quase o dobro de sua evolução em 2008? Pois é o que a Stefanini está provando, pelo menos em números, que deve conseguir. Nos últimos dois meses, mesmo com a crise estourando, não houve redução no número de contratos assinados pela consultoria.

Este ano, a transnacional brasileira, que tem atuação em 16 países, aumentou em 35% seu faturamento. Para 2009, a previsão é crescer 60%, atingindo 800 milhões de reais.
“Em 2008, tivemos um crescimento totalmente orgânico. A previsão de uma evolução maior para o ano que vem tem como base as aquisições de companhias que faremos em 2009”, afirma Marco Stefanini, presidente da consultoria.

De acordo com o executivo, o foco das compras será em empresas internacionais que tenham uma cultura similar ao da Stefanini. O objetivo não é atrair novas tecnologias, mas sim trazer massa crítica de clientes para a companhia. “Desistimos de abrir o capital para financiar as aquisições por causa da conjuntura do mercado e optamos por utilizar o caixa da empresa, que está bem saudável, e aportes dos sócios”, diz Stefanini.
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Stefanini a todo vapor nas contratações

Bruno Ferrari, de INFO Online

17 de dezembro de 2008


O que dizer de uma empresa que, mesmo com um agravamento da crise previsto para 2009, pretende crescer quase o dobro de sua evolução em 2008? Pois é o que a Stefanini está provando, pelo menos em números, que deve conseguir. Nos últimos dois meses, mesmo com a crise estourando, não houve redução no número de contratos assinados pela consultoria.

Este ano, a transnacional brasileira, que tem atuação em 16 países, aumentou em 35% seu faturamento. Para 2009, a previsão é crescer 60%, atingindo 800 milhões de reais.
“Em 2008, tivemos um crescimento totalmente orgânico. A previsão de uma evolução maior para o ano que vem tem como base as aquisições de companhias que faremos em 2009”, afirma Marco Stefanini, presidente da consultoria.

De acordo com o executivo, o foco das compras será em empresas internacionais que tenham uma cultura similar ao da Stefanini. O objetivo não é atrair novas tecnologias, mas sim trazer massa crítica de clientes para a companhia. “Desistimos de abrir o capital para financiar as aquisições por causa da conjuntura do mercado e optamos por utilizar o caixa da empresa, que está bem saudável, e aportes dos sócios”, diz Stefanini.
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Contratações a vista
O executivo dá um panorama interessante em relação às contratações. Segundo ele, normalmente, a consultoria tem um crescimento 10% menor do quadro de funcionários comparado com o do faturamento.

“Este ano, a Stefanini aumentou em 27% o número de empregados, num total de 1,8 mil pessoas. Para 2009, manteremos o ritmo de contratações além dos profissionais que devem chegar com as aquisições. Quando você compra uma empresa, você está comprando um contrato. Junto dele, você tem pessoas”, diz o presidente da consultoria.

Segundo o vice-presidente de serviços da Stefanini, Silvio Passos, a empresa tem algumas áreas onde há extrema carência de profissionais. Para ele, principalmente com o crescimento do mercado offshore, faltam pessoas com inglês fluente e formação em TI.
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“Plataformas mais antigas, como mainframe, também não atraem novos profissionais, o que nos força a buscar gente de 58, 60 anos para trabalhar com linguagens como o Cobol. E ainda os arquitetos da informação, para organizar os ambientes que estão cada vez menos monolíticos”, afirma Passos.

Os requisitos
O inglês fluente dá uma bela vantagem aos candidatos que postulam uma vaga na Stefanini. Assim como outras empresas de TI, a companhia recorre a pessoas sem formação técnica alguma – como professores de escola de idiomas – para conseguir atender as suas demandas. “Aprender o inglês é um processo muito longo, de muitos anos. Por outro lado, em dois anos conseguimos transformar alguém num técnico de nível Júnior para Pleno”, diz o VP.

Outra coisa que a Stefanini leva em consideração são as certificações. Passos acredita que o profissional que um certificado é importante para validar o conhecimento do profissional na tecnologia. Mas coloca como ressalva: “nem sempre quem tem o maior conhecimento é o que tem a certificação. O conhecimento prático é mais essencial quando falamos de serviços. O profissional não deve se limitar a fazer apenas o que é esperado“, conclui passos.

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